quinta-feira, 30 de outubro de 2008

PARTIDELA DE AMÊNDOA NO MUSEU DO FERRO - NOVO SUCESSO!

Foto de António Basaloco

Conforme anunciámos no post anterior, realizou-se no passado Sábado, no auditório do Museu do Ferro, a 5ª Partidela Tradicional da Amêndoa, em que procurámos recriar um momento característico desta fase do ano, nas nossas terras.

Foto de A. Basaloco
Cerca de uma centena de pessoas de todas as idades, sem distinções sociais, não só de Torre de Moncorvo e do seu concelho, mas também do Porto e da zona da Régua, vieram à "Partidela" ou "partição" deste ano. Destacamos a participação da Srª. Drª Helena Gil (Directora Regional da Cultura do Norte) e marido, que vieram de Vila Real, e da Srª. Drª. Maria do Céu Esteves, Presidente da Associação de Amigos do Museu do Douro, que nos quiseram também honrar com a sua presença, e se saíram muito bem no manejo do ferrinho com que se parte a amêndoa.
VER O LINK para a ASSOCIAÇÃO DE AMIGOS DO MUSEU DO DOURO, clicando sobre este endereço electrónico: http://www.museudodouro.pt/destaques_amigos,0,128.aspx

Foto de N. Campos

O momento musical, avidamente registado pelo distinto etnomusicólogo Mário Correia (organizador do festival intercéltico de Sendim), ficou a cargo da Tuna dos amigos da Lousa, que abrilhantaram o evento com a sua mestria.


Foto de N. Campos

No final, tal como depois dos feitos guerreiros da tribo do Asterix, tivemos um repasto composto por produtos da terra, generosamente oferecidos pelo comércio e produtores do concelho de Torre de Moncorvo, a quem muito agradecemos.

Foto de A. Basaloco


Agradecemos ainda ao S. Dr. Jorge Carqueja Rodrigues, da empresa Carqueja Almonds, neto e sucessor do grande empresário de frutos secos, Sr. Gualdino Carqueja (Felgar), que nos ofereceu um lote de livros de sua edição, sob o título "A Amêndoa na doçaria tradicional", com prefácio de sua mãe, a Srª Drª. Maria da Assunção Carqueja Rodrigues. Esta obra pode ser pedida directamente à empresa editora (229413619), ou ao Museu do Ferro & da Região de Moncorvo (279252724).



Para saber mais, sobre esta actividade, pode ver a notícia no jornal "Nordeste", clicando sobre os links:

1 - Jornal "Nordeste" (28.10.2008): http://www.jornalnordeste.com/index.asp?idEdicao=240&id=10466&idSeccao=2227&Action=noticia

2 - "Terra Quente" (4.11.200): http://www.imprensaregional.com.pt/jornal_terra_quente/index.php?info=YTozOntzOjU6Im9wY2FvIjtzOjExOiJub3RpY2lhX2xlciI7czoxMDoiaWRfbm90aWNpYSI7czozOiI0MTEiO3M6OToiaWRfc2VjY2FvIjtOO30=

3 - "Mensageiro Notícias" (7.11.2008) - reportagem muito completa, a não perder! : http://www.mensageironoticias.pt/noticia/978

2 comentários:

Anónimo disse...

Manter a tradição só faz sentido se, de permeio, houver vida e olhos de ver, e parece ser o caso. É assim que, se muitos, que sairam por esta e aquela razão (pelos vistos a razão, ou falta dela, é sempre a mesma) não estão aí, todavia espreitam, como este freguês, pelos olhos do «satélite» que nos é dado, hoje, comummente, alcançar. Assim como assim, já não é mau.
Todos os que partem são de certo modo pombos correios feridos, a não ser que a terra lhes tenha sido muito adversa - e pode haver um caso ou outro mas, mesmo nesses, permanece a aragem larga, fresca e funda difundida por esses horizontes serranos em que a planície toma o jeito de outeiro ao luar.

Será o tal telurismo?

Carlos Sambade

N. disse...

Caro Amigo e Consócio Carlos Sambade,
Obrigado pelas suas sempre justas e certeiras e poéticas palavras. A "partida" da amêndoa é como as partidas da vida: às vezes deixa-nos em metades - a que fica e a que parte - pois mesmo partindo, fica-se sempre uma parte na terra de onde brotou (a amêndoa, ou a gente). E na "partida" é como se levássemos como um ferro! Assim é que, caro Carlos, nesta prosa conceptista e gongórica, a parida da amêndoa também pode ser uma metáfora da Vida!
Um abraço e... continue a espreitar o nosso blogue.
N.