No final do dia, realizou-se o magusto, tendo sido servido um lanche com produtos regionais aos participantes do evento. A eles, os nossos agradecimentos pela participação e pelo interesse e empenho demonstrado.
segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
II Passeio Micológico e workshop em Moncorvo
No final do dia, realizou-se o magusto, tendo sido servido um lanche com produtos regionais aos participantes do evento. A eles, os nossos agradecimentos pela participação e pelo interesse e empenho demonstrado.
sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
Passeio Micológico II - Divulgação na Imprensa
O II Passeio Micológico e workshop, que se irá realizar amanhã, a partir das 10.00 horas, foi ontem divulgado na Revista Visão n.º 870, dedicado ao Ambiente, na secção "Sete", pág. 3.
Recorda-se a todos os interessados que deverão efectuar inscrição até às 17.00 horas de hoje.
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quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
II Jornada Micológica em Torre de Moncorvo
PROGRAMA:
De manhã:
10;00h – Concentração no Museu do Ferro & da Região de Moncorvo – breve explicação da acção e dos seus objectivos, por parte da organização;
10;15h – Saída a pé em direcção à serra do Roborêdo, pelo caminho da casa florestal (antigo caminho medieval que ia de Torre de Moncorvo para Mós, Freixo de Espada à Cinta, etc.);
Até às 12;00h – observação com colecta selectiva de alguns cogumelos para se classificarem e analisarem na sessão que terá lugar da parte da tarde.
12;30h – Chegada.
Almoço por conta dos participantes, nos locais à sua escolha.
Equipamento: o participante deverá levar calçado apropriado para andar no campo, impermeável e guarda-chuva, se o tempo a isso obrigar; máquina fotográfica; 2 canivetes; se é já um conhecedor de cogumelos e quiser trazer alguns para consumo próprio, deverá levar um saco especial para este efeito; se quiser recolher outros cogumelos para análise na sessão da tarde, deverão estes ser cuidadosamente apartados dos comestíveis – A colecta a realizar deverá ser feita de acordo com o Código de Conduta do Apanhador de Cogumelos, que será distribuído aos participantes.
Da parte da tarde:
14;30h – Encontro dos participantes no Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, para assistirem à palestra sobre cogumelos, com projecção de uma apresentação PowerPoint, pelo Engº. Afonso Calheiros e Menezes (engenheiro florestal, técnico superior do PNDI e presidente da Direcção do PARM);
Após a palestra, será feita uma seriação e classificação das espécies recolhidas na acção de campo, com orientação do Engº. Afonso Calheiros e recurso a bibliografia especializada.
Ao final da tarde: Magusto /convívio.
Nota: Pede-se a todos os interessados que se inscrevam até às 17;00 horas do dia 6 de Novembro, através dos contactos habituais.
A organização.
quarta-feira, 28 de Outubro de 2009
segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
VI Partidela Tradicional da Amêndoa
Este ano contou com a participação especial do Grupo de Teatro "Alma de Ferro" que encenou vários dos aspectos do ciclo da amêndoa, particularmente a apanha, a descasca e a secagem, com alusões à "brecha" e ao "rebusco".
Seguiu-se a partidela onde participaram cerca de uma centena de pessoas do concelho, assim como vários visitantes do resto do país e até um representante da vizinha Espanha. Antes de ser servida a merenda tradicional, que acompanhava as antigas partidelas, a Tuna Tradicional da Lousa, brindou-nos com mais um concerto de grande qualidade, como é habitual.
A todos os artistas, participantes, colaboradores voluntários e patrocinadores os nossos agradecimentos, por terem tornado possível a concretização desta actividade, com empenho notável. Aqui fica uma breve reportagem fotográfica do evento:
O grupo de teatro Alma de Ferro, encenando a apanha da amêndoa.

Apanha da amêndoa com toldo (a partir dos anos 70 do séc. XX)
O numeroso público assistinda à representação - à direita, um Amigo vindo expressamente de Salamanca
O virar da amêndoa, para secagem, nos sobrados.
Idosas dos Lares e jovens, lado a lado, ao despique
Visitantes pertencentes ao grupo de teatro de Lordelo
Experimentados/as partidores/as cá da terra...
Uma representante da Madeira (futura guia-intérprete), que partiu amêndoa pela primeira vez
Outro aspecto da Partidela
Pancada seca de ferrinho sobre a amêndoa e... crásch!!
Uma festa para os mais novos verem como é (era)
Uns trabalham, outros observam... como se estivessem ao soalheiro
Actuação da tuna popular da Lousa, abrilhantando o eventosexta-feira, 16 de Outubro de 2009
VI Partidela Tradicional da Amêndoa

Agradece-se a confirmação de presença até ao dia 21 de Outubro (Quarta-feira), podendo ser efectuadas através do telefone/fax 279252724 e dos mails museu-ferro@hotmail.com e parmoncorvo@gmail.com.
Saudações associativas!
quarta-feira, 9 de Setembro de 2009
Palestra "A Geologia como Ciência Forense"
Seguiu-se uma explicação sintética sobre como a história da Ciência Forense e os métodos e processos de investigação têm evoluido, e sobre o papel das várias ciências físicas, naturais e humanas para o aperfeiçoamento desta ciência, dando-se particular destaque à Geologia. Aqui referiu-se muito pormenorizadamente as aplicações e os contributos da geologia, quer através dos vários tipos de crimes em que pode ser chamada a intervir, (nomeadamente assassínios, assaltos, raptos, fraudes, ou tráfico de droga), assim como as formas concretas de que a Geologia dispõe para os ajudar a solucionar, através da análise de lama, seixos, rocha, partículas minerais, partículas orgânicas, entre outros.
Ciência Viva no Verão - Ribeira do Medal
A sessão centrou-se na confluência do Ribeiro do Mondego com a Ribeira dos Estevais, originando a Ribeira do Medal, e zonas envolventes, tendo decorrido no extremo Nordeste do concelho de Moncorvo. Aqui foi descrita a fauna e flora do local, apontando-se alguns exemplos mais pertinentes. Aqui ficam as imagens desta actividade.






Agora, que terminaram as actividades do Ciência Viva previstas para o corrente ano, só nos resta esperar que possamos contar com a vossa presença no próximo ano. Não podemos deixar de agradecer os apoios do Município de Torre de Moncorvo, do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, dos Srs. Hélder e Luís Ferreira, assim como de todos os participantes destas três acções da Ciência Viva no Verão.
quarta-feira, 2 de Setembro de 2009
Ciência Viva no Verão - Divulgação na Imprensa
segunda-feira, 31 de Agosto de 2009
Ciência Viva no Verão - Minas da Carvalhosa







(imagens: Arquivo PARM)
Para saber mais sobre as minas de Moncorvo, ver a excelente reportagem de autoria de Lígia Meira e Marcos Prata, para a Localvisão
sexta-feira, 28 de Agosto de 2009
Palestra "Geologia como Ciência Forense"

quinta-feira, 27 de Agosto de 2009
Feiras de Asininos em terras de Mogadouro e Miranda
É de salientar que os asininos de raça mirandesa se encontram em risco de extinção, pelo que devemos contribuir para a sua preservação.
Por outro lado, as antigas feiras do Naso e de Azinhoso, estas últimas conhecidas desde a Idade Média, eram o grande ponto de encontro dos povos do planalto, onde "mercavam" as suas reses (não só burros, mas muares, gado vacum mirandês, e naturalmente outras coisas). Aí se comia a famosa "posta mirandesa" e se convivia. Por isso, aqui fica também a nossa recomendação para que visite e participe nestes eventos.
segunda-feira, 24 de Agosto de 2009
Ciência Viva no Verão - Fraga do Arco
A explicação geológica ficou a cargo do geólogo Dr. Rui Sousa e Rodrigues, que demonstrou como teria origem a formação quartzítica que consitui este monumento geológico.
Aqui ficam as imagens do evento que contou com a participação de 20 pessoas, originárias do concelho de Moncorvo, assim como de outros pontos do país.
A organização agradece aos participantes todo o empenho e interesse demonstrado no decorrer da acção.

Fotografia de grupo com os participantes da acção.terça-feira, 18 de Agosto de 2009
Programa Ciência Viva - Geologia e Biologia no Verão 2009
Pelo terceiro ano consecutivo o PARM organiza actividades no âmbito do Programa Ciência Viva. No corrente ano decidimos organizar uma actividade no âmbito da Biologia no Verão, associada a outras duas relacionadas com a Geologia.A inscrição nas actividades é obrigatória, com o máximo de 30 participantes por actividade. Podem efectuar as inscrição através dos seguintes meios:
- Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, no Largo Dr. Balbino Rego
- pelo telefone: 279 252 724
- por e-mail: parmoncorvo@gmail.com ou museu-ferro@hotmail.com
- pelo site do Programa Ciência Viva: http://www.cienciaviva.pt/veraocv/2009/
Recomendamos aos participantes trazerem roupa e calçado apropriado, bem como protector solar, dada as elevadas temperaturas e intensidade do raios ultra-violetas.
Contamos com a vossa participação e a melhor divulgação deste evento!
segunda-feira, 10 de Agosto de 2009
Palestra sobre Património do concelho de Torre de Moncorvo - em jeito de balanço
Aberta a sessão pelos representantes do município (Sr. João Rodrigues, em representação do Sr. Presidente da Câmara) e do PARM (Engº. Afonso Calheiros e Menezes, Presidente da Direcção), seguiram-se as intervenções do Sr. Prof. Doutor Adriano Vasco Rodrigues, Sr. Norberto Santos e Drs. Nelson Campos e Rui Leonardo.
O Professor A. Vasco Rodrigues, Amigo do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, referiu-se aos seus trabalhos pioneiros, em co-autoria com sua esposa, Drª. Maria da Assunção Carqueja (natural do Felgar), sobre a problemática da metalurgia antiga na região, partindo do estudo dos escoriais e da documentação (nomeadamente pergaminhos medievais actualmente guardados no Arquivo Histórico de Torre de Moncorvo), tendo realizado escavações e até uma reconstituição de um forno de fundição, no que pensamos ter sido o primeiro caso de Arqueologia Experimental em Portugal (1963). Referiu-se ainda aos seus trabalhos em colaboração com o insigne epigrafista D. Domingos de Pinho Brandão, no Vale da Vilariça (Missão de estudo arqueológico, em 1962), e a descoberta da ara dedicada a Denso, em Silhades, no vale do Sabor, entre outros valiosos contributos para a arqueologia e história da nossa região.
O Sr. Norberto Santos, filho do Prof. Santos Júnior, residente em Torre de Moncorvo (e também Amigo do Museu do Ferro) relatou algumas andanças de seu pai, nomeadamente em Moçambique, onde partiu uma perna na sequência de um ataque de abelhas bravias, quando procedia ao levantamento de uma gruta com pinturas rupestres. A partir desse acidente o Prof. Santos Júnior passou a ter de usar uma bengala, a qual usava como escala, nos seus registos arqueológicos.
Os organizadores desta sessão fizeram questão de referir ainda o contributo de outros pioneiros da arqueologia da região, como o abade José Augusto Tavares (1868-1935), e, a nível mais local, as recolhas do Dr. Horácio Simões, Sr. Almiro Sotta e Sr. Amílcar Pinto Rebelo. Como parece que em Portugal a memória dos novos investigadores é normalmente curta e não-raro depreciativa relativamente aos contributos anteriores, ao contrário, os investigadores do PARM,querendo marcar a diferença, entendem ser da maior justiça mencionar todo o trabalho anterior, o que possibilitou que a Carta Arqueológica do concelho seja particularmente rica, apesar de muitos dos achados, infelizmente, não se encontrarem na região, devido ao facto de não ter existido, até tempos bem recentes, um Museu local onde essas peças ficassem resguardadas. Foram referidos vários casos de objectos arqueológicos em Museus nacionais, como o Museu Nacional de Arqueologia (onde se encontram os berrões das Cabanas, um dos quais é emblema do PARM, a ara do Baldoeiro, a estela calcolítica do Couquinho e o ídolo de Moncorvo), além de outras peças dispersas pelo Museu Geológico de Portugal, Museu do Abade de Baçal, etc..
Professor Adriano Vasco Rodrigues, no uso da palavra, e Sr. João Rodrigues, assessor e representante do Sr. Presidente do MunicípioSegundo Nelson Campos, o objectivo desta sessão foi também o de se fazer um balanço (ainda que necessariamente breve e muito preliminar) do estado dos conhecimentos sobre o património arqueológico e arquitectónico existente (e identificado até à data) no concelho de Torre de Moncorvo. A partir daí, tentou-se traçar um quadro da ocupação humana do nosso território (que obviamente não se confina às fronteiras artificiais do concelho), pelo menos nos últimos 5.000 anos, já que os dados para épocas anteriores são bastante escassos. Assim, a palestra visava dar um pouco mais de substância à Exposição "VESTÍGIOS...", funcionando como um complemento, ou como outra face de uma mesma moeda, tendo em vista a organização de uma futura sala de Arqueologia & História, prevista desde o início, nos espaços do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo.
O mesmo responsável do PARM e do Museu do Ferro referiu os primórdios dos trabalhos de Carta Arqueológica do concelho de Torre de Moncorvo, por si iniciada em 1981, ainda como trabalho pessoal de foro académico, no 1º ano da FLUP, tendo acabado por se incorporar no inventário arqueológico do concelho desenvolvido a partir de 1983, quando o PARM se organizou como grupo (ainda que informal), com vários colegas de curso da mesma Faculdade (Alexandra Lima, Miguel Rodrigues, Paulo Dordio, Ricardo Teixeira, Joaquim Henriques, Paulo Amaral e outros). Colaboraram ainda nesses trabalhos Higino Tavares, Carlos Ferreira, Alberto Castelo, entre outras pessoas que nos forneceram preciosas informações e ofereceram vários objectos arqueológicos. Este registo, com base em prospecções e identificação cartográfica de informações recolhidas, culminaria num primeiro relatório e ficheiro fornecidos à Câmara Municipal de Torre de Moncorvo em 1993, para inclusão no PDM (Plano Director Municipal).
Por solicitação do município de Torre de Moncorvo ao PARM, durante o ano de 2008 procedeu-se à revisão e aditamento do anterior inventário arqueológico do concelho, tendo em vista a revisão do PDM concelhio. Foram entregues em Janeiro de 2009 três volumes (sendo um de Relatório introdutório, chaves de leitura e bilbiografia geral + 2 vols. de ficheiro, incluindo localizações e definição de perímetros de protecção em cartografia digital), tendo-se ampliado consideravelmente o documento anterior, isto apesar de haver consciência de que falta ainda muita coisa, uma vez que, como foi dito, "um inventário arqueológico é um documento sempre em aberto".
A pormenorização das partes constituintes do Inventário Arqueológico do concelho esteve a cargo de Rui Leonardo, licenciado em Arqueologia, membro da Direcção do PARM e que também trabalhou nesta fase de revisão do dito Inventário. Foi dada a conhecer a ficha de levantamento utilizada e substancialmente melhorada em relação à versão anterior, referindo-se cada um dos campos, além de todos os processos metodológicos que estiveram na base do trabalho.
Em jeito de síntese, foi referido que o ficheiro do inventário do concelho entregue para o novo PDM, incluía um total de 165 sítios arqueológicos e outros valores patrimoniais (incluindo a área do Douro classificada como Património Mundial/Alto Douro Vinhateiro, na freguesia da Lousa). Não se entrou em detalhes na área do vale do Sabor, onde se realizaram estudos de pormenor por outras equipas a soldo da EDP, visto que, como será uma área a ser submersa pela albufeira de uma grande barragem, não fazia sentido incluir a totalidade dos sítios detectados num documento que se pretende de gestão futura do território (solo utilizável), como é o PDM. Em todo o caso, como foi dito, esse registo poderá ser incluído na publicação final, como forma de se entender a totalidade do património e a articulação das redes de povoamento numa visão mais global.
Em termos de património classificado, foi referido que existem 3 Monumentos Nacionais (igreja matriz de Torre de Moncorvo, igreja matriz de Adeganha e ruínas de Santa Cruz da Vilariça), 14 Imóveis de Interesse Público (com predomínio de capelas, embora com dois sítios arqueológicos e ainda os vestígios do castelo de Mós) e ainda uma pequena extensão do Património Mundial equivalente à paisagem cultural do Alto Douro Vinhateiro, na vertente sul da freguesia da Lousa. Estão em vias de classificação há vários anos, o sítio arqueológico de Silhades (Felgar), que, pelos vistos, acabará submerso pela albufeira do baixo Sabor, as peças originais do chafariz filipino recolocado há poucos anos na praça Francisco Meireles, e a igreja matriz do Larinho, proposta pelo PARM. Foi ainda sob proposta ou em colaboração com o PARM que se classificaram os sítios arqueológicos do Baldoeiro e Alfarela e o santuário do Santo Apolinário de Urros, além da proposta (que não se efectivou) do conjunto arqueológico e edificado de Silhades.
No final, Nelson Campos apresentou uma tentativa de síntese cartográfica dos sítios arqueológicos conhecidos por períodos e tipologia, desde a pré-história recente ao período medieval, evidenciando os modelos de povoamento característicos das diferentes fases.
Se, por um lado, se detectaram algumas constantes entre o povoamento da Pré-história Recente e a Idade do Ferro em relação aos períodos posteriores a correlação continua a notar-se em vários pontos, embora sem uma sobreposição exacta, entre o período dito "castrejo" (Idade do Ferro) e a época romana, em que se nota, tal como em muitos casos no Noroeste, uma "descida" dos habitantes indígenas dos seus promontórios fortificados para os povoados romanos ("villas" ou "vicus") em zonas abertas, de vale. Poucos são aqui os "castros" em que se encontram vestígios abundantes da época romana no interior dos seus recintos.
Do mesmo modo, o período pós-"Reconquista" parece fazer deslocar o povoamento, de novo, para os pontos mais altos e defensáveis. Feito o balanço da ocupação medieval, foi abordada a questão específica dos escoriais de ferro, que vão desde as coincidências com vestígios desde a época romana até ao período medieval e posteriores. Só escavando esses escoriais se podem "afinar" as cronologias e também saber mais sobre os processos tecnológicos - outra grande via de pesquisa, segundo o PARM. Foram referidos, neste passo, além dos estudos pioneiros do professor Adriano Vasco Rodrigues, os últimos trabalhos do Sr. Prof. Engº. (jubilado) Horácio Maia e Costa, em vias de publicação. Tivemos a honra de acompanhar as recolhas que fez, no terreno, no ano passado, tendo-nos o autor já comunicado os resultados preliminares, com muitas novidades interessantes, pelo que se impõe a classificação de todos os escoriais de ferro do concelho, pelo menos e para já, como Valores Concelhios.
Várias outras conclusões foram tiradas, além do alerta que foi deixado para a necessidade de preservação destes vestígios, como um imperativo de cidadania, pois são estes testemunhos, frágeis em muitos casos, que nos permitem responder à grande questão: quem somos e para onde vamos? N. Campos disse ainda, apontando para o computador portátil, que somos como esta máquina: sem memória não funcionamos; uma sociedade desmemorializada, seria uma sociedade amnésica, alzheimerizada, sem consciência de si própria, uma não-sociedade, ou no mínimo, uma sociedade de seres irracionais. Daí a importância da preservação destes "VESTÍGIOS...", podendo ser o PDM um grande instrumento para esse efeito, dentro de uma política de gestão coerente do território.
Foi ainda dito que sem o apoio da autarquia de Torre de Moncorvo, não só de agora, mas ao longo de todos estes anos, este trabalho não seria possível, pois o amor à camisola dos membros do PARM, não seria suficiente. Esta mesma ideia foi expressa pelo Professor Adriano Vasco Rodrigues, que felicitou o PARM por todo o trabalho realizado e por estas iniciativas.
Há ainda a referir o apoio que foi dado, noutros tempos e para trabalhos de campo, pelo ex-IPPC, depois IPPAR, e ex-FAOJ, depois IPJ (Instituto Port. da Juventude).
A terminar, os presentes puderam visionar uma apresentação de imagens de diversos sítios arqueológicos e outros valores patrimonais do concelho de Torre de Moncorvo, montada por Rui Leonardo, com imagens do Arquivo Fotográfico do PARM, algumas com mais de 20 anos. Assim, alguns desses vestígios, nomeadamente de velhos caminhos medievais, já foram irremediavelmente perdidos, tendo apenas ficado silenciosas fotografias a preto e branco. Algumas dessas mesmas imagens podem ser apreciadas na Exposição "VESTÍGIOS... " que continua patente no auditório do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, aguardando a sua visita!























