terça-feira, 4 de março de 2008

“Plantação” de amendoeiras artísticas no jardim do Museu

Foi inaugurada nos jardins do Museu do Ferro, no passado dia 1 de Março (sábado), uma exposição intitulada: “Amendoeira em Flor, uma abordagem artística”, que consta de várias esculturas (ou instalações) reproduzindo amendoeiras floridas, executadas em diversos materiais, desde arame, ferro, madeira, papel, “caricas” e até pipocas.



Estas obras de arte foram executadas por alunos do CET (Curso de Especialização Tecnológica) da área de Promoção Turística e Cultural, promovido pelo IPB (Instituto Politécnico de Bragança) e a funcionar em Torre de Moncorvo. A orientadora dos trabalhos foi a professora Raquel Pires.

Esta exposição, tendo como motivo as amendoeiras em flor, vem complementar, de certa forma, a instalação ao ar livre de autoria de Cristina Camargo, representando uma série de pássaros em vidro, fixados em varetas metálicas. Uma alegoria à Primavera que se aproxima e que constitui um bom motivo de visita ao Museu do Ferro e aos seus jardins.
A visita às Exposições temporárias é livre. Aproveite, venha ver, e de caminho tome um café no Auditório!

2 comentários:

gilmar disse...

Sempre quando estou de férias vou a Torre de Moncorvo esta Vila acolhedora e de muitas belezas naturais.Leio sempre todos os artigos vossos e gostaria que me informassem onde é a Casa da Pelicana onde nasceu a mãe do rei português D.ANTÓNIO PRIOR DO CRATO. Cordialmente,Gilmar.

PARM disse...

Olá Gilmar,
Obrigado pelo comentário e venha sempre a Torre de Moncorvo, porque vale sempre a pena. O melhor ponto de partida para uma visita é sempre o Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, onde damos indicações do que pode visitar e os melhores trajectos para a descoberta do património da região. Sobre a casa em que, segundo a tradição, nasceu e viveu D. Violante Gomes, a "Pelicana", mãe do malogrado rei D. António I (que infelizmente poucos historiadores consideram como tal), fica na rua D. António Prior do Crato, por detrás do antigo Banco Nacional Ultramarino. Numa fotografia publicada por volta de 1908 já se considerava essa casa como sendo a da Pelicana. É nossa intenção propôr a sua classificação como valor concelhio, picar a fachada pois em dado momento do século XX foi rebocada com cimento, e pedir à câmara que aí seja colocada uma placa com uma indicação sobre essa tradição. Sabemos que há uma outra pretensão de Évora, quanto à naturalidade de Violante Gomes, mas a verdade é que já no início do século XVIII corria a tradição de Violante Gomes, a Pelicana, ser natural de Torre de Moncorvo, por isso, mesmo à falta de provas, temos o peso da tradição. Um autor do início do século XX, num romance histórico sobre a vida de D. António, coloca-o aqui, foragido, com a cabeça a prémio posta pelo Filipe II, e embuçado pela noite, em Torre de Moncorvo, asilado pelos seus parentes cristãos-novos, de onde terá continuado a viagem para a Galiza, por onde fugiu para França. Onde o autor se foi inspirar, não sabemos, mas isto demonstra a força da tradição, até literária, por isso, Évora terá que apresentar melhores provas para competir com Torre de Moncorvo. Se esta temática lhe interessa, quando voltar a Torre de Moncorvo, poderemos mostrar-lhe a dita casa, que, de resto, é habitada por uma associada nossa, amiga do nosso Museu. Com os nossos cumprimentos, a Direcção do PARM.