terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Cronologia Castelo da Torre de Meem Corvo

 CASTELO DA TORRE DE MEEM CORVO

Partilhamos da cronologia de um amigo, não por acaso membro da APAC (Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos) desde 1984:

1. Gravura do século XIX, mostrando parcialmente o lado poente da Vila, com a casa do Morgado Leopoldo Henriques ao centro e, do lado direito, as torres do Castelo ainda de pé, uma delas com as respectivas ameias. A vista foi tomada a partir do local onde se encontra presentemente o Mercado Municipal - do lado esquerdo, a rua dos Palheiros.
(Arquivos N. Rebanda e PARM)

Gravura do século XIX, mostrando parcialmente o lado poente da Vila, com a casa do Morgado Leopoldo Henriques ao centro e, do lado direito, as torres do Castelo ainda de pé, uma delas com as respectivas ameias. A vista foi tomada a partir do local onde se encontra presentemente o Mercado Municipal - do lado esquerdo, a rua dos Palheiros. (Arquivos N. Rebanda e PARM)

2. Maquete do Castelo de Torre de Moncorvo construída em 1985 por Augusto Cardoso e N. Rebanda - esteve patente numa exposição de Arqueologia & História realizada na Misericórdia (1985) e, posteriormente, no Mercado Municipal (1986-1987) e no piso térreo dos Paços do Concelho (1988), onde acabou por ser destruída pelos garotos, num momento de desatenção... (era em esferovite, pintada com tinta areada, simulando a textura do granito).

(Foto N. Rebanda, 1986)



3. Aspecto da 1ª fase das sondagens realizadas no Castelo (sector defronte dos CTT), em 1988.
Escavação dirigida por N.Rebanda (PARM), seguindo indicação do IPPC /Serviço Regional de Arqueologia da Zona Norte) face ao projecto de arranjo do Largo do Castelo e zona envolvente, de autoria da Arquitecta Ana Maria Rodrigues, então técnica superior do GAT (Gabinete de Apoio Técnico), a pedido do Município de Torre de Moncorvo.

(Foto N. Rebanda, 1988)


4. Esquiço mostrando esquematicamente a volumetria do castelo e o rasgo perpetrado no séc. XIX para instalação do escadório virado à praça.

(Apontamento sem data, anos 90, Arquivo do Autor, N.Rebanda)



5. Propostas de N. Rebanda para musealização do espaço, realizadas em 2010, a pedido do Município de Torre de Moncorvo.

6. Capa dos projectos e respectivos cadernos de encargos para "Implementação do Museu do Castelo", de 2010, com partes escritas de autoria de N. Rebanda e parte gráfica (plantas, alçados, cortes), bem com orçamentação, por parte de Arqtª Ana Rodrigues e Técnicos do Município.
Estes estudos foram candidatados a fundos comunitários (FEDER?), mas não se efectivou o apoio necessário à sua implementação, o que só veio a acontecer mais recentemente, com o actual executivo.




7. Vista nocturna da muralha da Cerca e da Porta da Traição do Castelo propriamente dito. No ângulo que vira para a praça existia um baluarte redondo, ou melhor, cilíndrico, torreão que tinha por objectivo defender melhor as cortinas muralhadas. É possível que existisse ainda uma muralha mais baixa (a barbacã) a envolver todo o conjunto, assim como um fosso, que se encontra documentado e de existência comprovada arqueologicamente em alguns pontos.

(Foto N. Rebanda, 2014)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Projecto Museográfico: Museu do Castelo - Torre de Moncorvo Evoke It

 Projecto Museográfico: Museu do Castelo - Torre de Moncorvo Evoke It

"Contar a história das pessoas e marcos do nosso país é um privilégio 🙂 Em breve, descobrirá todo o encanto do Castelo de Torre de Moncorvo."

#EvokeEmotions #InspireActions #EVOKEIT #EVK #MuseuTorredeMoncorvo #museu #Cultural #App #Interatividade #Tecnologia

(Retirado da página oficial do Facebook de "Evoke It") 

Link: https://tinyurl.com/48m7ecjt



segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

VÍTIMAS DA EXPLOSÃO DO CASTELO DE MIRANDA DO DOURO

No seguimento das escavações arqueológicas dirigidas pela Drª Mónica Salgado (nossa consócia) encontraram-se alguns esqueletos das vítimas da grande explosão do paiol do castelo de Miranda, naquele fatídico dia 8.05.1762.

O episódio ocorreu durante a Guerra dos Sete Anos, conhecida regionalmente como a "Guerra do Mirandum", em que os espanhóis, comandados pelo general Marquês de Sarriá, cercaram a cidade de Miranda. Depois de uma troca de tiros de artilharia, deu-se a referida explosão, em que morreram centenas de pessoas, precipitando a queda da cidade.
No seguimento da tomada de Miranda, os espanhóis avançaram para Vimioso e Outeiro, e depois para sul, chegando a Torre de Moncorvo, que se entregou sem luta. Aqui as autoridades e a guarnição passaram o Douro para o lado de V. N. de Foz Côa, tendo queimado a barca para evitar o avanço espanhol para sul, tendo tomado posições na margem esquerda do Douro.

Enquanto isso o exército espanhol, depois de exigir aos moncorvenses uma elevada quantia em dinheiro e valores, avançou ainda até Vila Flor, onde prosseguiu o saque e represálias.
Foi uma guerra de muito má memória para os trasmontanos...

Link Publicação Facebok: https://tinyurl.com/2mjkxdkr

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

ARQUIVO MEMÓRIAS - PARM 1987


Os primeiros trabalhos arqueológicos de carácter sistemático no arqueossítio do Baldoeiro foram iniciados pelo PARM em 1986. Neste ano, após a descoberta da localização da desaparecida capela de S. Mamede (mencionada na bibliografia), fez-se uma primeira acção de limpeza do terreno (corte de vegetação) e registo fotográfico.
No ano seguinte (1987) foram iniciadas as escavações, que se desenvolveram ao longo do mês de Julho-Agosto. - Foi há 33 anos!

Da parte da manhã realizavam-se os trabalhos de campo. Regressávamos por volta do meio-dia, se não houvesse banhoca no Sabor. À tarde, faziam-se alguns trabalhos de gabinete: lavagem e marcação de cerâmica.

Aqui ficam alguns "slides" desses tempos (colecção particular de Miguel Areosa Rodrigues):






(clicar sobre cada imagem para a AMPLIAR)

Ver também no Facebook do PARM: 



sexta-feira, 20 de março de 2020

Assembleia Geral - Adiamento

Caros consócios,
Estando inicialmente prevista a realização da Assembleia Geral da nossa associação para o próximo dia 4/04/2020 (sábado), pelos motivos que todos sabem, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral, de comum acordo com a Direcção, decidem adiar esta reunião para data mais oportuna, a anunciar logo que seja possível.
Certos da vossa compreensão pelo inaudito desta situação, desejamos-vos muita saúde e tudo de bom.
Cumpram as regras da "quarentena" e resguardem-se!
Saudações associativas.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Assembleia Geral do PARM


Informamos os nossos consócios que se realiza no próximo dia 6 de Abril (sábado), pelas 9:00h, a Assembleia Geral ordinária desta associação, conforme convocatória que se anexa:
(clicar sobre o documento para AMPLIAR)

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Comemorações Abade Tavares - Convite



(clicar para AMPLIAR)

No seguimento do post anterior, aqui fica o Convite a todos os nossos associados para participarem nesta comemoração - pelo Abade Tavares, pioneiro da arqueologia moncorvense!

Comemorações dos 150 anos do Abade Tavares


No seguimento do Protocolo celebrado em 19.03.2018 entre o Município de Torre de Moncorvo, Juntas de Freguesia de Carviçais e da Lousa e também a nossa associação, é assinalado no presente ano o 150º aniversário do nascimento do Pe. José Augusto Tavares, abade de Carviçais.

(clicar na imagem para AMPLIAR)

O Abade Tavares, foi arqueólogo, etnógrafo, filólogo e erudito investigador nascido na Lousa em 1867 e falecido em Carviçais em 1935, sendo o pioneiro dos estudos arqueológicos no sul do distrito de Bragança (parte do concelho da Carrazeda de Ansiães, junto à sua terra natal, concelho de Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta.

Sempre o grupo do P.A.R.M., constituído em 1983 e instituído como associação em Novembro de 1986, considerou o ABADE TAVARES como seu patrono, tendo revisitado nesses já distantes anos 1980's a totalidade dos sítios por ele (re)descobertos.
Nunca esquecemos o seu esforço pioneiro no sentido da criação de um MUSEU em Moncorvo, e tomámos a peito essa bandeira, tendo recuperado o Museu do Ferro da Ferrominas quando esta empresa foi encerrada, e não desistindo do intento de o ampliarmos como Museu representativo da região, com o produto de anos e anos de trabalho de prospecções, escavações e outras recolhas.

Por isso, tendo-se completado há dias 32 anos sobre a formalização legal do PARM, é com enorme satisfação que vemos que o abade Tavares não foi esquecido, e será amanhã lembrado, tanto na Lousa (onde nasceu), em Carviçais (onde viveu grande parte da sua vida e faleceu) e em Torre de Moncorvo, precisamente com uma sessão no nosso Museu do Ferro & da Região de Moncorvo.

Como se sabe, em 1895 o abade Tavares defendeu a criação de um Museu em Torre de Moncorvo, o qual seria o primeiro de toda a província de Trás-os-Montes. Infelizmente os poderes públicos de então não lhe deram a atenção devida e o abade Tavares acabaria por enviar importantes peças arqueológicas por si recolhidas para outros museus, como o Museu Nacional de Arqueologia (Lisboa) e, já no final da vida, enviou o restante da sua colecção para o Seminário Maior de S. José, em Bragança, o que muito irritou o célebre abade de Baçal, que achava que deveriam ir para o "seu" museu, o actual Museu do Abade de Baçal... - Esta polémica, que conhecemos por algumas cartas, será amanhã objecto de uma representação teatral pelo Gaft Alma De Ferro.

O restante programa, de iniciativa do Município de Torre de Moncorvo, inclui a reedição da pequena monografia do abade Tavares sobre o ermitério de N. Senhora da Teixeira (Sequeiros, freg. de Açoreira), a qual deixou inédita, sendo publicada postumamente no jornal A Torre, e editada em brochura em 1985, por iniciativa do nosso saudoso Mestre, Pe. Joaquim Rebelo. Será, assim, também um três em um:

- Comemoração e Homenagem ao Abade Tavares;
- Oportunidade para relembrar o Pe. Rebelo;
- ... e dar a conhecer uma jóia do nosso património concelhio, que é a capela do ermitério de N. Senhora da Teixeira (ou Senhora dos Prazeres), que, tudo indica, será brevemente recuperada por intervenção conjunta da Direção Regional de Cultura do Norte e do Município de Torre de Moncorvo, com aquiescência do proprietário, neto de Abel Gomes, a quem o Abade Tavares dedicou a monografia.

Podemos ainda adiantar que o P.A.R.M., ao abrigo do protocolo acima referido, já procedeu ao inventário da colecção do Abade Tavares, com a colaboração da Diocese de Bragança e Miranda, com vista à organização de uma Exposição que completará o programa das comemorações.

Apelamos aos nossos associados que participem nestas iniciativas, em respeito pela memória de um defensor do Património moncorvense, algo incompreendido pelos seus conterrâneos, apesar de ser respeitado e enaltecido por grandes vultos da Cultura da época, como o fundador do Museu Nacional de Arqueologia, Dr. Leite de Vasconcelos, e outros, incluindo o próprio Abade de Baçal.

Txt.: N.Campos/PARM


domingo, 18 de novembro de 2018

Homenagem ao Sr. Comandante Cavalheiro - Sócio Honorário e Emérito do PARM

Comandante Eugénio Cavalheiro

Diploma de Mérito e Sócio Honorário do PARM, entregue no dia 17.11.2018

E a reportagem n FACEBOOK do PARM.




domingo, 1 de abril de 2018

“RedIberica de EspaciosGeologicos y Mineros” promove passeio geológico, com passagem por terras de Moncorvo



No passado dia 27 de Março, o Museu do Ferro & da Região de Moncorvo recebeu a visita de um grupo de 25 pessoas, na sua maioria vindos de Espanha, no âmbito de um “Passeio da Páscoa” sob o tema “Recorridos (percursos) geológicos de Portugal”, uma iniciativa promovida pela RedIberica de Espacios Geológicos y Mineros e liderada pelo nosso amigo Josep Maria Mata-Perelló, Professor emérito da Universidad de Barcelona. Esta rede encontra-se em fase de estruturação há cerca de dois anos, contando já com alguns parceiros em Portugal, integrando parques geológicos e mineiros, assim como alguns museus associados a esta temática, como é o caso do nosso Museu, aderente desde a primeira hora.

O referido grupo incluía vários professores do Ensino Secundário e Universitário, a quem se associaram dois professores do IPB (Instituto Politécnico de Bragança. No Museu do Ferro foi feita uma visita guiada, após uma introdução à História da região, em que se inscreve a mineração do ferro desde o período pré-romano.


Depois de uma breve visita à igreja matriz de Torre de Moncorvo, construída com granitos da região, cortados e transportados de uma distância considerável, o grupo rumou para a zona das antigas minas de ferro, tendo feito escala no restaurante “Botelho”, para retemperar as suas forças antes de subir ao alto da Carvalhosa. Aqui o responsável do Museu, Nelson Campos, fez uma abordagem histórica da exploração mineira, referindo sobretudo a fase da laboração pela empresa “Ferrominas”, ficando as explicações geológicas a cargo do Professor Carlos Balsa, do IPB (Instituto Politécnico de Bragança). Foi percorrida uma parte da galeria de Santa Bárbara e vista a zona de extracção a céu aberto, pontuada pelos restos das infraestruturas mineiras, cada vez mais vandalizadas.

No regresso, e com destino a terras de Macedo de Cavaleiros, onde o grupo iria visitar, no dia seguinte, os pontos do Geoparque de Terras de Cavaleiros, puderam ainda inteirar-se das condições geológicas da formação do Vale da Vilariça, com origem numa importante falha tectónica. Para melhor informação sobre este tema, foi feita uma paragem na simpática aldeia de Assares (Vila Flor), para uma visita ao Centro Interpretativo do Cabeço da Mina. Neste local, o professor Carlos Balsa, do IPB, explicitou o contexto geomorfológico da Vilariça, destacando, entre outros aspectos, a origem das nascentes hidrotermais de BemSaúde (Sampaio-Vila Flor). Por seu lado, Nelson Campos (da DRCN), salientou a importância do achado do conjunto de estelas pré-históricas do Cabeço da Mina (com cerca de 4000 anos), seu significado e importância no contexto europeu.

Esperamos que esta visita possa vir a estimular mais um pouco o turismo cultural e científico, alargando horizontes a uma escala ibérica.

por: N.Campos




sexta-feira, 16 de março de 2018

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Reportagem "Percursos da Memória" sobre excursão "O Sabor do Douro"

Por ter o maior interesse para o património ferroviário abandonado, utilização turística da Ecopista/Ciclovia e possível aproveitamento de algumas infraestruturas (como aconteceu com a estação do Larinho) e ainda porque foca o Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, aqui partilhamos a reportagem da associação vilarealense "Percursos da Memória":

https://arquivodememoriasvr.wordpress.com/memorias-marcantes/percursos-da-memoria/o-sabor-do-douro/

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Passeio da Pascoela 2017

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Mantendo acesa a tradição, a Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo reedita mais um Passeio da Pascoela, este ano no Domingo 23 de Abril - Não falte!!

quarta-feira, 19 de abril de 2017

"O Sabor do Douro" - visita da associação Percursos de Memória, de Vila Real

(clicar para AMPLIAR)

Numa iniciativa da associação Percursos da Memória, será realizado um passeio pelo património ferroviário abandonado (ponte do Pocinho e Linha do Sabor), assim como pela ecopista/ciclovia do Sabor, culminando numa visita ao Museu do Ferro & da Região de Moncorvo.

O PARM associa-se a esta iniciativa, colaborando na visita guiada, e agradecendo o interesse dos visitantes e da organização por ter escolhido o nosso concelho, partilhando também das nossas preocupações quanto à preservação deste património enferrujado, que para alguns, infelizmente, é uma "arqueologia da sucata"...