sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Rede de Monumentos do Vale do Douro - visitas guiadas Verão 2013

 
(Clicar sobre o cartaz para AMPLIAR)

Para os associados e visitantes do blogue em geral, aqui fica o cartaz das visitas guiadas que a DRCN vai promover, em 2ª edição, neste Verão, em vários monumentos do interior Norte, começando em Bragança e Miranda até Foz Côa e Numão, passando pela igreja matriz de Torre de Moncorvo, obviamente. Na nossa igreja as visitas decorrem nos dias 10 e 11 (à escolha), sendo guiada por Nelson Campos, na sua qualidade de técnico superior da DRCN.

Para mais informações e inscrições, ver: http://www.culturanorte.pt/destaques,0,907.aspx

PARTICIPEM! (é grátis)
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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Mais um vale condenado...

Sim, parece que agora já não há problema em se fazerem por aí barragens a torto e a direito, com património classificado (de interesse mundial, até), ou sem ele...
Aqui fica. Sem comentários:

UNESCO aprova barragem de Foz Tua
in: Porto dos Museus - http://www.pportodosmuseus.pt/?p=78595&utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+pportodosmuseus%2FrxgW+%28pportodosmuseus%29&utm_content=Yahoo%21+Mail

NOTA - Relembramos apenas (para memória futura) que o Público foi um dos jornais que mais encarniçadamente se destacou na campanha de imprensa anti-Côa...

terça-feira, 11 de junho de 2013

Rota do Ferro em BTT, 4ª edição (2013)

Como aqui anunciámos, esta foi mais uma edição da Rota do Ferro em BTT - Pelos Caminhos do Roboredo, uma iniciativa conjunta PARM/Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo, integrada no cartaz das festas em honra de Santa Leocádia.
Aqui ficam algumas fotos da jornada, apesar de poucos participantes, mas bons!  (os que ficaram a dormir, ou tiveram medo à chuva nem sabem o que perderam):

Visita à galeria de Santa Bárbara, na Carvalhosa.


 Depois da "volta de aquecimento" (para os que não vieram pela Ecopista, com escalada da rampa da Carvalhosa, uma contagem de 1ª categoria), aqui fica a foto de conjunto.


Outra rampa das difíceis: a da Portela de Felgueiras, a caminho da mina da Cotovia. 


Uma paragem para ver as sondagens da Geoplano/MTI, perto do alto de Felgueiras.


Um percalço - remendando um furo na zona das Antenas (valeu a experiência do Mota nestas andanças).


Ainda deu para acompanhar a procissão, à hora da chegada à Stª Leocádia.

Uma vista geral do recinto das festividades, à hora da merenda.


sábado, 8 de junho de 2013

Rota do Ferro em BTT

É na próxima segunda-feira, dia 10 de Junho, no âmbito das festividades em honra de Santa Leocádia e S. Bento, promovidas pela Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo!! - PARTICIPEM!


sábado, 18 de maio de 2013

Uma reflexão sobre o panorama museológico em Portugal

 
Saída na véspera do Dia Mundial dos Museus (in Público, 2013.05.17), concordando ou discordando pontualmente, aqui fica para debate (se é que vale a pena debater) esta reflexão de Luís Raposo (ex-director do Museu Nacional de Arqueologia, também Presidente da Comissão Nacional Portuguesa do ICOM e representante da Rede Portuguesa de Museus no Conselho Nacional de Cultura):

«Em recente Conferência Internacional sobre “Políticas Públicas para Museus em Tempos de Crise”, foi aprovada uma“Declaração de Lisboa”, subscrita por seis presidentes de comissões nacionais europeias do ICOM (Conselho Internacional dos Museus), e ainda pelos presidentes do ICOM Europa e do ICOM Mundial. Depois de assinada pelos restantes presidentes de comissões nacionais europeias, será formalmente entregue aos presidentes da Comissão e do Parlamento Europeu, assim como aos governos e parlamentos nacionais.
Dirigida aos poderes e decisores políticos, e acessoriamente aos cidadãos em geral, a “Declaração de Lisboa” (disponível em www.icom-portugal.org) constitui um apelo baseado na consigna que constituirá o mote de reflexão do próximo Dia Internacional dos Museus (18 de Maio): museus (memória + criatividade) = mudança social. Os efeitos da presente crise europeia nos museus, por enquanto especialmente visíveis em países do Sul, mas em processo de irradiação global, são ali postos em evidência. Diz-se que os cortes drásticos que afectam orçamentos públicos, e mesmo privados, estão a “colocar em risco a existência de muitos museus e suas colecções”; numerosos profissionais, especialmente os mais jovens, começam a perder os seus empregos ou a ver reduzidos os seus salários para níveis inimagináveis; em certos casos extremos, chegou-se ao ponto de em alguns países os museus “estarem agora a perder seus directores e as suas equipas técnicas”.
 
Este diagnóstico aplica-se por inteiro ao caso português. Após duas décadas de “revolução silenciosa” (talvez demasiado silenciosa…), durante as quais se deu corpo a um edifico jurídico e organizacional (com especial relevo, neste caso, para a Rede Portuguesa de Museus, entendida como plataforma cooperativa inter-pares e não como mera repartição desqualificada de organismo do Governo) que se diria sedimentado, assistimos nos últimos anos e continuamos a assistir a recuos de tantas décadas que nalguns casos remontam ao tempo em que nem sequer havia museus, ou seja, retrocedem até aos tempos da Monarquia Absoluta.
 
Falamos sobretudo de recuos conceptuais, muito mais do que financeiros. A crise tem as costas demasiado largas. Mas a verdade é que grande parte da actual desdita dos museus portugueses resulta da ignorância ou da intencional perfídia com que foram tratados nos últimos anos. A existência de museus dotados de autonomia de projecto, com equipas técnicas e direcções capazes de “dar a cara” perante os seus respectivos públicos, constituiu um desafio à mediocridade de alguns “sir humphreys” da Administração Pública, que facilmente meteram no bolso os sucessivos governantes de turno, porque em todos encontram redes de cumplicidades subterrâneas. E daí à instauração de modelos tão centralistas que fariam corar de vergonha os teóricos do Estado Novo, foi um pequeno passo, favorecido por mera retórica de poupança. A (re)construída Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) e as Direcções Regionais de Cultura, concebidas durante o Governo do PS e concretizadas durante o Governo do PSD/CDS, constituíram-se, de facto, no “regresso ao passado” que temíamos (cf. o nosso texto no Publico de 2 de Setembro de 2011 – “A nova DGPC: recuo ou avanço ?”), dando origem a orgânica opressiva e ineficiente, mesmo no plano financeiro. Incapaz de potenciar a contribuição significativa da chamada “sociedade civil”, que obviamente requer a proximidade e a empatia que apenas se geram em torno de cada museu, trata-se de uma estrutura que produz custos orgânicos fixos insustentáveis, como sejam os logísticos, de toda a ordem, e os salariais. Neste particular, verifica-se que a pretexto de poupanças, mas em total desrespeito das normas nacionais e internacionais que definem os museus, se chegou ao ponto de extinguir direcções de museus, trocando as poucas centenas de euros das respectivas comissões de serviço, pelos largos milhares dispendidos numa rede de comissariados, sucedânea dos governos civis, ditas direcções-regionais (que de regionais só têm o nome, uma vez que não passam de emanações do poder central), com chefias equiparadas a directores-gerais, que pouco levaria a criar e, na prática, nada agora justifica manter.
 
Dir-se-á que tudo isto se passa somente na cerca de três dezenas de serviços tutelados (até a palavra “museu” foi ali banida em certo momento) pelo secretário de Estado da Cultura (e não Secretaria das Estado, que não existe, tendo a Cultura passado de Ministério para… coisa nenhuma). Puro engano. Os efeitos desta regressão central começam a fazer-se sentir, de forma catastrófica, no plano nacional. Se os museus do Estado Central deixaram de ter qualquer grau de autonomia, se deixaram de ter mapas de pessoal e orçamentos próprios, se deixaram até de possuir número de contribuinte, sendo-lhes vedado qualquer relacionamento directo com potenciais patrocinadores, ou a adjudicação expedita de quaisquer serviços, se uma mísera lâmpada a mudar em museus no Porto ou em Coimbra, tem de ser adquirida em Lisboa, e se for em Guimarães ou em Lamego tem de ser em Vila Real, se for na Guarda ou na Nazaré, tem de ser em Coimbra (e o mesmo se passava até pouco tempo atrás com as reclamações feitas nos “livros amarelos”, que circulavam pelo País antes de serem respondidas), se em casos-limite um mesmo director pode fazer o biscate de estar à frente de museus situados a cerca de 100 km um do outro (caso de Castelo Branco e Guarda), se tudo isto e mais que fica por dizer acontece… então porque continuar a exigir das autarquias, no âmbito dos processos de credenciação de museus, que tenham lugares próprios para os museus nas suas orgânicas, mantenham directores tecnicamente habilitados, etc. ? Por nada, de facto, senão em obediência a uma Lei-Quadro de Museus Portugueses, lei de direito para constitucional, aprovada por unanimidade na Assembleia da República, que assim o obriga...
Compreende-se, pois, que neste Dia Internacional dos Museus nos venham à cabeça sobretudo as desventuras por que passam os museus portugueses. Mas, “ser museu” é acima de tudo ser “corredor de fundo”, encarando cada presente com a resiliência e o optimismo crítico de quem sabe que “atrás dos tempos, tempos virão”. Por isso, enquanto profissionais dos museus portugueses festejamos cada 18 de Maio, fazemos das fraquezas forças, promovemos inúmeras actividades, de Norte a Sul, em centenas de museus, e convidamos os nossos visitantes a estarem connosco. Afinal, o futuro dos museus está nas mãos das comunidades que neles se revejam e considerem que na criatividade das suas memórias está parte da sua felicidade, do seu progresso social.
- Luís Raposo
Presidente da Comissão Nacional do ICOM
Representante da Rede Port. de Museus no Conselho Nacional de Cultura

 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Nova sede do PARM

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Como foi do conhecimento geral, no âmbito das comemorações municipais do 25 de Abril foram entregues as chaves de novas sedes a três associações de Torre de Moncorvo, entre as quais o PARM. A nós tocou-nos o rés-do-chão da Casa do Morgado Leopoldo Henriques (sob a agência local do BES), onde se encontrava um jardim de infância entretanto transferido para o Agrupamento de Escolas. 
A cedência foi feita ao abrigo de um contrato de comodato por 20 anos, podendo ser prolongado, caso a associação se mantenha activa. 
Depois de se ter gorado a possibilidade de aquisição de uma casa contígua ao museu para sede do PARM, sobre a qual chegou a haver uma deliberação camarária em 2001, pensamos que assim, finalmente, se resolve um dos problemas associativos, que era o de uma sede própria, tendo-nos arrastado ao longo dos tempos por diversas sedes provisórias, num longo historial que oportunamente poderemos fazer aqui no blogue.
Importa lembrar que nos ligam ao presente espaço algumas afinidades, atento o facto de termos intercedido pela sua preservação, em 1999, junto de quem de direito, o que veio a acontecer, longe de pensarmos que algum dia aqui ficaríamos sediados. 
Na verdade trata-se de um edifício histórico cuja construção terá sido iniciada no 1º quartel do século XVIII, certamente pensado para ser um vasto palácio, mas cujo projecto inicial terá sido condicionado pela falta de recursos por parte dos proprietários, a família Botelho de Magalhães. Mesmo assim, foi construída aos "bochechos" e nela terá nascido o pai de um dos fundadores da República do Brasil, Benjamin Constant Botelho de Magalhães, como em tempos escrevemos aqui: http://torredemoncorvoinblog.blogspot.pt/2009/07/fundador-da-republica-do-brasil-era.html

Fachada Poente da Casa Leopoldo Henriques - sede do PARM no r/c

 Angulo SW, vendo-se parte do logradouro

 Fachada do lado Norte - entrada da actual sede do PARM, no r/c

Momento das mudanças - espólio encaixotado

Aposento que se destina ao secretariado.
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sábado, 20 de abril de 2013

Percursos pela Arqueologia de Ulissipo/Olissipona/Lisboa


Recebemos do nosso consócio Higino Tavares vários links sobre Arqueologia lisboeta, çara quem esteja interessado. Salientamos o 1º., sobre o subsolo da antiga Olissipo, um dos aspectos que esteve patente numa exposição realizada há anos no Museu Nacional de Arqueologia, sob o título "Lisboa Subterrânea". Nessa onda, também nós por cá idealizámos, in illo tempore, um percurso pedestre intitulado "Moncorvo Subterrânea", apresentado numa cadeira de um curso de Museologia da Faculdade de Letras do Porto. Não se chegou a implementar, mas pode ser que um dia destes parte desse percurso possa ser feito, porque também por cá, sob os nossos pés, há uma outra vila, com vestígios de outras eras, sob os paralelos das calçadas.
Para já vão vendo estes links aos poucos:

LISBOA - Debaixo de Terra
Vejam o que se esconde sob a belissima cidade de Lisboa:
As Galerias Romanas da Rua da Prata
Mas, sobre a terra há mais:


O Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros
http://www.youtube.com/watch?v=9XGps3kHVfE&feature=related

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Passeio da Primavera à capela de Srª da Esperança

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Como anunciámos no post anterior, realizou-se no passado Domingo, dia 14, o passeio pedestre de Torre de Moncorvo à capela de Srª da Esperança, o qual tradicionalmente se fazia na segunda-feira da Pascoela. Devido ao mau tempo, foi o mesmo adiado para o passado domingo, contando com algumas dezenas de participantes e muitos outros que acorreram ao adro da velha capelinha, onde se cumpriu o programa e a tradição de se desfazer o folar. A organização pertenceu à Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo, com a modesta colaboração do PARM. Aqui fica a reportagem fotográfica, para os que foram e para os que não puderam ir:


Pelo antigo caminho medieval, na zona da Padrela...

Pouco antes das ruínas da "casa amarela"...

Caminho velho, com Moncorvo ao longe...

Já no adro da velha capela de N. Srª da Esperança...

Confraternização no adro...

Aumenta a romaria...

Hora da merenda...

Malta dos Escuteiros, na "ordem unida" antes da partida...

Os nossos "mais velhos" do Centro de Dia da Misericórdia, 
recordando os bons velhos tempos...

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Senhora da Esperança, Senhora da Primavera,
Branca capela no monte erguida,
aí estás, desde remota era,
abraço de despedida
na hora da partida
...
(Henrique de Campos)

sábado, 13 de abril de 2013

Passeio da Primavera à Senhora da Esperança


Retomando uma velha tradição - que se realizava na Segunda-feira da Pascoela, vai realizar-se amanhã, Domingo, dia 14 de Abril, mais um Passeio Pedestre desde a vila de Torre de Moncorvo à capela de Nossa Senhora da Esperança. O facto de este ano não se realizar no fim de semana da Pascoela teve a ver com o mau tempo que se tem feito sentir. Este fim de semana o tempo promete manter-se risonho e convidativo para se andar no campo.

A concentração dos interessados realiza-se defronte da sede da Junta, na avenida Engº Duarte Pacheco (ao lado do Cine-teatro), pelas 14;30h. Será feito o trajecto pelas Aveleiras e caminho antigo de Moncorvo para a Açoreira. A participação é livre e aberta a todos os que queiram participar.

Além da visita à capela (obra talvez do século XV e que é propriedade da Junta de Freguesia), o programa consta da realização de alguns jogos tradicionais, merenda e convívio, revivendo os bons velhos tempos.

A organização desta actividade cabe à Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo, com a colaboração do PARM.

Não faltem!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Boas Festas e Feliz Ano 2013


Anjo - escultura de madeira polícroma, séc. XVIII (Barroco), igreja matriz de Moncorvo

Património é Cultura, e todos sabemos como em situações de crise esta é a sobremesa que se dispensa... Confiamos, todavia, que a Cultura e a Arte ajudem à redenção deste mundo e concorram para afastar as trevas que teimam em pairar sobre as nossas vidas.

A direcção do PARM deseja a todos os seus associados, amigos e visitantes do blogue em geral, um feliz Natal e um bom ano de 2013, esperando que o Anjo nos guie e ajude a superar a Crise...

Paz e Saúde para todos.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O Museu do Ferro & da Região de Moncorvo (parceria Município de Torre de Moncorvo /PARM) continua a promover esta antiga actividade, hoje quase caída em desuso: partir (ou "escachar") amêndoa - se ainda é desses bons velhos tempos, aproveite para matar saudades! - se nunca viu como era, esta é uma boa ocasião para experimentar.

No final, também como era costume, é servida aos participantes uma merenda de produtos regionais.
A iniciativa conta com o patrocínio do comércio local e é abrilhantada pela Tuna da Lousa.

É já no próximo sábado, à tarde (dia 27 de Outubro), mas com inscrições até sexta-feira, ao fim da tarde.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Olá Marte, chegámos! - II

(clicar sobre a imagem para AUMENTAR)

Expressando (de outro modo) as nossas preocupações manifestadas no post anterior, aqui fica este "Bartoon" de Luís Afonso, in Público, 8.08.2012, p. 45. - Do mesmo modo que também estamos com pena do que ainda falta destruir no planeta Terra, a começar pelos valores paisagísticos, naturais e culturais das regiões que nos são mais próximas....

terça-feira, 7 de agosto de 2012

olá Marte, chegámos !?...


Esta foi uma das primeiras imagens tiradas pela sonda Curiosity's (Curiosidade), da NASA, que pousou em Marte na noite de 5 de Agosto PDT (=manhã de 6 de agosto EDT). - Desde esse momento, a referida sonda, instalada num veículo (Rover), continua a enviar imagens.
Não é, no entanto, a primeira foto que se obtém do solo marciano, pois desde há muitos anos que outras sondas (a partir das Mars 2 e 3, da antiga URSS) captam imagens da superfície do chamado planeta vermelho, seja a partir do ar, seja no solo. Àparte a colisão (como Mars 2) ou o esgotamento de baterias, esses objectos humanos que já conspurcam o solo marciano, tínhamos ainda uma superfície virgem, de um planeta com biliões de anos de História (com ou sem seres vivos). Agora, a nova sonda, acrescentará algo mais nesse conceito de pegada humana: os trilhos do seu rodado e o esgadunhamento para recolha de amostras.
É claro que as tempestades de poeiras em breve apagarão esses trilhos e essas marcas. Nada de grave, portanto, se ficassemos por aqui, uma vez satisfeita a Curiosidade (Curiosity). 
Mas, no cenário que muitos defendem (os anjos do deus Progresso), de montar colónias em Marte e proceder à sua "terraformação" (conceito que quer dizer: alterar a atmosfera de Marte, derretendo os gelos que se crê estarem sob as poeiras, daí libertando àgua, e, a partir desta, replicar a atmosfera terrestre), teremos, então, mais outro planeta estragado. Porque o Homem ao "evoluir" para uma matriz civilizacional de tipo urbano, assente na exploração intensiva de recursos (extracção de minerais, etc.), em que se concebe a Natureza como algo que deve estar ao serviço do Homem, e não como espaço de equilíbrio ecossistémico de que o Homem é apenas um elemento, acabou por gerar índices de antropização que se comprazem na anulação das paisagens e superfícies naturais, modeladas apenas pelos elementos/fenómenos telúricos/atmosféricos.
Assim, contemplar essa superfície intocada de Marte, uma paisagem virgem de um planeta virgem, é observar uma paleopaisagem ausente de Humano - onde o Tempo obrou, mas sem que alguém o percepcionasse (na convicção de que nunca houve formas de vida inteligentes, ou, no mínimo, com capacidade de apreensão das dimensões Espaço/Tempo, apenas - que se saiba - concebíveis pelo bicho-Homem). A grande questão é saber se se deve ou não continuar esse percurso natural, a-histórico, ou, pelo menos de um Histórico monitorizado e percepcionado à distância de uns 60 milhões de Km (distância de Marte à Terra, na sua maior aproximação, ou de 360 milhões na elíptica maior), ou não.... E a questão subjacente é se o conceito de facto arqueológico se pode aplicar à paisagem intocada (depois de transformada), ou se é apenas inerente ao aparecimento do artefacto, ou arte-facto, ainda que sejam "malas artes" disruptivas de equilíbrios absentes de Humano, gerando mutações topográficas e paisagísticas, pontuadas por construções e acumulações (mais ou menos estratigrafadas) de outros elementos de "cultura material". E ainda, se o ser consciente deve ter um pensamento crítico sobre os limites da intervenção humana, ou se deve ser peça dessa engrenagem tenebrosa, vivendo, no final da cadeia, do "estudo" (por vezes bem remunerado) dessas transformações geradas pelo sistema da máquina civilizacional do Homo Faber, desculpabilizando a consciência com o estômago cheio... - São as reflexões que esta imagem do dia nos suscita... 
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Txt.: N.Campos
Foto/Image credit: NASA/JPL-Caltech
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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Adeganha - actividades tradicionais e visita guiada à igreja, este fim de semana

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Vista do lado Norte da igreja, com vários túmulos embutidos na parede
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Realiza-se no próximo sábado em Adeganha, no nosso concelho, um conjunto de actividades tradicionais promovidas pela Junta de Freguesia local e por um grupo de amigos desta aldeia. Essas iniciativas irão decorrer em vários espaços da povoação, em simultâneo.
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Ainda no sábado, dia 14 (com reedição no Domingo, dia 15), será feita uma apresentação genérica sobre o património da Adeganha, com o maior destaque para a preciosa igreja tardo-românica, dedicada a Santiago Maior, que é Monumento Nacional (decreto nº 33.587, D.G., 1ª. s., nº. 63, 27/03/1944). Esta visita insere-se num programa de verão promovido pela Direcção Regional de Cultura do Norte, intitulado "Visitas ao Património Monumental do Leste Trasmontano" (http://culturanorte.pt/destaques,0,534.aspx), e cujo itinerário principiou nos dias 30/06 e 1/07 na igreja matriz de Torre de Moncorvo, como aqui noticiámos (ver post do dia 27/06).

Representação conhecida pelas "Três Marias", na fachada da igreja
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Para quem pretenda saber mais sobre este importante monumento, além de se inscrever nas visitas guiadas a realizar nos próximos dias 14 e 15 de Julho, poderá ainda consultar a monografia de autoria do nosso ilustre consócio e Presidente da Mesa Assembleia Geral, Comandante Eugénio Cavalheiro, intitulada "Igreja de Santiago de Adeganha" (edição de João Azevedo Editor, Mirandela, 2011).
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Txt. e fotos: N.Campos 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Programa de Visitas a Monumentos do Leste trasmontano principia por Moncorvo

Terá início no próximo fim-de-semana um programa de Visitas ao Património Monumental do Leste Trasmontano, promovido pela Direcção Regional da Cultura do Norte.
Este programa vai decorrer no período de férias de Verão, com uma 1ª fase em Julho/início de Agosto e, numa 2ª fase, em Setembro.
O primeiro monumento que será alvo de visita é a igreja matriz de Torre de Moncorvo, já no próximo Sábado, dia 30 de Junho (com repetição no dia 1 de Julho), pelas 16:00h.
Pode inscrever-se através do telef. nº. 22 619 78 96 (das 9 às 13 horas dos dias úteis).


Ver mais em: http://www.culturanorte.pt/destaques,0,552.aspx


Foto: Arquivo do PARM/Direitos reservados.