No passado dia 10 de Junho (dia de Portugal e de festa de Santa Leocádia, em Torre de Moncorvo) teve lugar a 2ª. edição da Rota do Ferro em BTT (Bicicleta de todo-o -terreno), na sua versão "Pelos caminhos do Roboredo". Esta iniciativa, co-organizada pelo Museu do Ferro/Município de Torre de Moncorvo/PARM e Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo, foi este ano incluída no cartaz da festa de Santa Leocádia, numa espécie de "dois em um", de forma a rentabilizar recursos. Esta actividade foi ainda integrada no programa de estágio de Liliana Branco, aluna estagiária do curso de Educação Ambiental da Escola Superior de Educação/Instituto Politécnico de Bragança.
No final do percurso os ciclistas juntaram-se ao numeroso povo que subiu à capelinha do alto da serra, participando no programa da festividade e retemperando energias com um excelente almoço volante oferecido pela Junta.
Aqui fica a reportagem (clicar sobre as fotos para AMPLIAR):

De seguida, os participantes puderam espreitar a galeria de Santa Bárbara, nas minas da Carvalhosa - onde a exploração foi sobretudo a "céu aberto".
O património mineiro continua a ser vandalizado: já pouco resta do grande pavilhão das oficinas gerais da Ferrominas, na Carvalhosa. Galeria da Cotovia, ou "mina do Zé Derreado" (anos 30 do séc. XX) - a Liliana Branco convida a entrar, apesar dos milhões de mosquitos que guardam a entrada...
Um visitante mais afoito foge dos mosquitos... - um bocadinho de aventura também faz parte.
Agora pela mata de carvalhos negrais (quercus pyrenaica). Foi este tipo de robor ("carvalho", em latim), que deve ter determinado o nome da serra, certamente no tempo dos romanos...
Já nos anos 60 do século XX, com a chamada Guerra do Ultramar, incrementou-se a devoção à Santa Leocádia, que as mães de Moncorvo invocavam para protecção dos seus filhos, algures em África a combater a guerrilha. Aqui se vêm várias fotos de soldados, funcionando como ex-votos, ou então para os quais se pediu protecção. Terá sido o incremento desta "devotio" a Santa Leocádia que "destronou" S. Bento como patrono principal deste pequeno oratório de montanha.Vale a pena visitar este local (agora com acesso fácil, de automóvel, por estrada asfaltada), mesmo sem ser em dia de festa, pois é deslumbrante o espectáculo em redor. A outra opção é juntar-se a um grupo de amigos "com pedalada" e fazer a "Rota do Ferro-pelos caminhos do Roboredo", desde a Carvalhosa. Fica a sugestão para um fim-de-semana.
Texto e fotos de N.Campos e Liliana Branco















































