domingo, 10 de abril de 2011

Tarde agrícola, nos jardins do Museu

Realizou-se no passado dia 9 (sábado), nos jardins do Museu do Ferro, uma actividade educativa relacionada com Agricultura e Ambiente. A iniciativa foi promovida pelo Museu (que tem como suporte o município e a associação do PARM) e contou com o patrocínio da Junta de freguesia de Torre de Moncorvo e a colaboração da Fundação Francisco Meireles, que disponibilizou um grupo de jovens enquadradas por duas técnicas superiores da instituição. Esta acção contou ainda como actividade de estágio em contexto real de trabalho da estagiária Liliana Branco, aluna do curso de Educação Ambiental da ESE (Escola Sup. de Educação)/IPB (Instituto Politécnico de Bragança). Nesta acção foi explicado às jovens a importância da actividade agrícola, desde os séculos mais remotos até à actualidade, apesar de hoje ser socialmente pouco considerada. Por outro lado, foi salientada a importância da preservação da natureza e do Ambiente, aspectos que também se ralacionam, de certo modo, com a agricultura. . Aqui fica uma breve reportagem fotográfica da actividade:
Grupo de meninas podando as madressilvas (nome científico: Lonicera capriofolia), um tipo de trepadeira autóctone.

Carregando o compostor - depois de explicada a importância da "compostagem"
Arrancando as ervas daninhas e cavando as amendoeiras - a agricultura obriga a controlar um pouco a Natureza. Mas o esforço compensa: colhendo laranjas biológicas (estas não levam tratamentos químicos).
Fazendo um jogo - a brincar também se apreendem os conceitos ecológicos.
E uma merenda ao final, para compensar energias.

Foi ainda conferido um diploma de participação.




Txt. e fotos: N.Campos

quarta-feira, 6 de abril de 2011

18 de Abril - Dia Internacional de Monumentos e Sítios em Torre de Moncorvo

18 de Abril é Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, por determinação da UNESCO. A nível nacional esta celebração é coordenada pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) que escolheu como tema para as comemorações de 2011, a "Água, Cultura e Património", dando destaque a monumentos relacionados com a Água (aquedutos, moinhos hidráulicos, fontenários, etc).

No seguimento do contacto do Igespar, o PARM decidiu alinhar nestas comemorações, à semelhança dos anos anteriores, embora enquadrando esta comemoração nas actividades do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo.


Assim, a nível de Torre de Moncorvo, foi decidido organizar um Passeio Cultural pelas Fontes e Chafarizes da Vila de Torre de Moncorvo, especialmente vocacionado para o público jovem que queira saber algo mais sobre este património, existente na sede do concelho (não se alargou a digressão ao resto do concelho, pelas dificuldades logísticas, embora haja belos chafarizes de água pura e cristalina, um pouco por todo o concelho, dignos de visita).


O percurso a realizar no próximo dia 18, apenas na sede do concelho, terá início na Corredoura até à Fonte Carvalho, e daqui deverá subir à Fonte de S. Tiago (perto do cemitério), Fonte das Aveleiras, Fonte de S. António e Chafariz Filipino (praça).


A visita será coordenada por Liliana Branco, aluna da ESE/IPB (Instituto Politécnico de Bragança) em estágio no Museu e conta com apoio do PARM, Câmara Municipal e Junta de Freguesia de Torre de Moncovo. A maioria das fontes estão a cargo desta última entidade.


Inscreve-te já!! - Na Biblioteca da tua escola, na Biblioteca Municipal (279258350) , na Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo (279252689), ou no Museu do Ferro & da Região de Moncorvo (tel. 279252724)


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terça-feira, 22 de março de 2011

Celebração do dia da Árvore, da Água e da Poesia, no jardins do Museu do Ferro

Apesar da Primavera ter entrado ontem, celebrou-se hoje o Dia da Árvore, da Água e da Poesia, numa acção dirigida a dezenas de crianças do jardim-escola nº. 1 de Torre de Moncorvo. A actividade foi organizada por Liliana Branco, aluna estagiária da Escola Superior de Educação de Brangança/ IPB(Instituto Politécnico de Bragança), curso de Educação Ambiental, tendo contado com a colaboração dos funcionários e colaboradores do Museu e da Biblioteca Municipal, bem como das educadoras do referido Jardim-escola.

Aqui fica a reportagem:

Em primeiro lugar, numa palestra ao ar livre, foi explicada às crianças a importância da água, as suas aplicações e a necessidade de se poupar o seu consumo, tudo numa linguagem acessível ao seu nível etário.

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Depois de terem colaborado na sementeira de um canteiro de ervas aromáticas, as crianças pintaram desenhos alusivos ao tema da árvore e da floresta.

Várias crianças participaram depois na plantação de uma árvore (nespereira) nos jardins do museu.

Momento final da plantação, calcando a terra em volta da planta, antes de se regar.

Crianças brincando no relvado dos jardins, antes de participarem num cortejo, em que ostentaram plaquinhas recortadas com a forma de gotas de água, com poemas colados no verso e cantando canções alusivas.
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O objectivo desta iniciativa foi transmitir a mensagem da importância da água e das árvores para a vida das pessoas. A poesia veio por acréscimo, difusa numa tarde soalheira, animada pelo canto dos pássaros....
Se de "pequenino se torce o pepino", então fica-nos esta sementeira de esperança num mundo melhor, em respeito pelos valores da Natureza.
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domingo, 20 de março de 2011

Sinais do Património - ciclo de conferências organizadas pela Escola Profissional de Arqueologia

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(clicar sobre o cartaz para AMPLIAR)

A Escola Profissional de Arqueologia do Freixo, Marco de Canaveses, em colaboração com o respectivo município, Ministérios da Cultura e da Educação e outras entidades, está a promover um ciclo de conferências intitulado "Sinais do Património", tendo em vista dar a conhecer aos alunos do curso de Assistentes Técnicos de Arqueologia diversos aspectos do património arqueológico e museológico.

Intervenção de N.Campos sobre o Museu do Ferro, no auditório municipal de Marco de Canaveses
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O referido ciclo, coordenado pela Drª. Ana Maria Mascarenhas. foi iniciado no passado dia 14 de Março, com uma apresentação sobre o "Museu do Ferro & da Região de Moncorvo: um projecto de investigação, conservação e divulgação", a cargo de Nelson Campos, sócio do PARM, técnico superior da Direcção Regional da Cultura do Norte e colaborador do dito museu.
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Importa dizer que o Museu do Ferro, embora criado pela ex-Ferrominas em 1983 no bairro do Carvalhal, veria o seu âmbito alargado após a transferência para a vila de Torre de Moncorvo, em 1995, ficando instalado no solar do Barão de Palme, onde se encontra. Nessa operação de transferência e instalação, colaborou a Escola Profissional de Arqueologia, então dirigida pela Drª. Rosa Soares, sendo a montagem dirigida por Nelson Campos e por Ana Mascarenhas, co-autores, com Miguel Rodrigues, do programa museológico que esteve na base de uma candidatura a fundos comunitários (documento publicado em 1996 na série Cadernos do Museu). Colaboraram então, nessa operação, dois alunos da E.P.A. e funcionários da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, além da ajuda pontual de sócios do PARM.
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A próxima conferência deste ciclo intitula-se "Património: charme, cliché e outras coisas", estando a cargo da Arquitecta Ângela Melo, da Direcção Regional da Cultura do Norte/Serviço de Bens Culturais, tendo lugar no próximo dia 4 de Abril, pelas 15;00 horas, também no auditório municipal de Marco de Canaveses.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Assembleia Geral do PARM

Realiza-se no dia 19 de Março (sábado), a reunião ordinária da Assembleia Geral do PARM, com a ordem de trabalhos acima apresentada (clicar 2 vezes sobre o documento para ampliar).
Mais se informa que às 15;00h está previsto o lançamento de um livro do nosso ilustre consócio
Rogério Rodrigues, o qual decorre na Biblioteca Municipal, no contexto da comemoração do Feriado Municipal. Por esse motivo, a reunião da nossa Assembleia será suspensa para dar possibilidade aos sócios interessados de poderem participar no referido lançamento, sendo os trabalhos retomados logo de seguida (cerca das 16;30h).

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A tradição ainda é o que era. Eram célebres, noutros tempos, os presépios que fazia o Sr. Júlio Dias, que acumulava as funções de sacristão e de guarda da igreja por conta da Direcção Geral dos Monumentos Nacionais. Não sabemos desde quando se fazem os presépios na nossa igreja, pela época natalícia, mas é de supor que desde os tempos do Barroco, período áureo dos presépios (há referências documentais do séc. XVIII à "junça", talvez juncos, que se transportava para a igreja, para o presépio). Em tempos mais recentes a montagem do presépio tem estado a cargo das zeladoras da igreja, que no presente ano contaram com a ajuda do agrupamento de Escuteiros (em fase de reorganização).
Aqui fica o nosso apoio e estímulo para que se mantenha esta representação do Nascimento de Cristo, como mais um atractivo de visita à igreja matriz de Torre de Moncorvo.

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por: N.Campos

sábado, 18 de dezembro de 2010

BOAS FESTAS - Feliz Natal e Bom Ano 2011


A Direcção da associação do PARM (Projecto Arqueológico da Região de Moncorvo) deseja a todos os associados e amigos um bom Natal e um bom ano de 2011 (dentro dos possíveis, como se sabe...)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Palestra sobre Santa Bárbara, no Museu do Ferro


Momento de apresentação da palestra, no auditório do Museu.
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Realizou-se no passado dia 4 de Dezembro (dia de Santa Bárbara), no auditório do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, uma palestra subordinada ao tema: "Apontamentos para uma Rota de Santa Bárbara no concelho de Torre de Moncorvo". Como se sabe, Santa Bárbara é a padroeira dos mineiros, dos artilheiros, bombeiros e profissões relacionadas com o fogo, sendo ainda a protectora contra as trovoadas. Esta correlação tem a ver com vários motivos relacionados com a vida desta mártir cristã, que terá vivido entre os finais do século III e os inícios do século IV.

Capela de Santa Bárbara do Larinho (século XVIII)

Segundo as fontes cristãs, Santa Bárbara nasceu em Nicomédia (actualmente Ismite, na Turquia), nas imediações do mar da Mármara e não muito longe de Constantinopla, para onde as suas relíquias foram levadas, sendo mais tarde (no séc. X) levadas, na sua maior parte, para Veneza. Santa Bárbara começou por ser encerrada numa torre, mandada construir por seu pai, motivo porque é normalmente representada por este atributo, além da palma de mártir. Tendo-se convertido ao Cristianismo, foi alvo de vários suplícios, que culminaram na execução pelo próprio pai, o qual, como castigo, foi de imediato fulminado por um raio.

Imagem de Santa Bárbara dos mineiros da Ferrominas, actualmente na igreja do Carvalhal

A relação com os mineiros baseia-se numa lenda medieval, segundo a qual a Santa teria sido escondida por mineiros no buraco de uma mina, algures na Grécia; outra hipótese, mais credível, é que Santa Bárbara, por ter sido executada sem os Sacramentos e tendo pedido a Deus que todos os que a ela recorressem, em situação de morte iminente, ficassem logo sacramentados, passou a ser a advogada de todos os que estivessem em situação de risco de morte repentina, como acontece com os mineiros.

Registo audiovisual de uma habitante de Açoreira, com reza a Santa Bárbara.

Em todo o caso, o culto de Santa Bárbara no concelho de Torre de Moncorvo, sobretudo a partir do séc. XVIII, tem mais a ver com o receio das trovoadas (e dos seus estragos na agricultura) do que com a actividade mineira, apesar de duas das capelas dedicadas à Santa, uma no Felgar e outra em Carviçais, se encontrarem sobre grandes montes de escórias de ferro (estes pontos poderiam atrair as faíscas, o que pode justificar essa localização). O único caso que tem a ver expressamente com a actividade mineira relaciona-se com a igreja nova do Carvalhal (dedicada a Santa Bárbara), pois esta povoação constituíu-se na expectativa do desenvolvimento das minas de Moncorvo, nos anos 80 do século XX. A imagem da patrona da igreja veio da antiga "capela" dos mineiros, improvisada numa das casas do bairro mineiro da Ferrominas, e terá sido adquirida nos anos 50 do século XX, para apoio espiritual aos mineiros. Aí chegou a celebrar missa o saudoso Padre Rebelo, apesar de os enterramentos se continuarem a fazer na sede da freguesia, que é o Felgar.

Texto, fotografia e vídeo: Nelson Campos/Museu do Ferro & da Região de Moncorvo

Apoio técnico: Drª. Patrícia Rainho (estagiária do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo), Dr. Rui Leonardo, Fátima Dias e António Botelho.

Agradecimento: às zeladoras das capelas de Santa Bárbara (Senhoras Domitília, Luzia, Manuela, Conceição Regedor Marcos, Eduarda Gabriel) e às Srªs. Maria da Conceição Monge, Drª. Patrícia Aires, Angelina Lopes (Açoreira), pelas disponibilidade e informações prestadas sobre as capelas visitadas.

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Para saber mais sobre Santa Bárbara, padroeira dos mineiros, ver: http://www.ordeng.webside.pt/Default.aspx?tabid=1761 - com alusão a uma palestra do Prof. Engº. Fernando Mello Mendes no I.S.T. de Lisboa. - Sobre o Engº. Mello Mendes, ver post de 13.08.2010, neste blogue.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Palestra "Rota de Santa Bárbara"

No próximo dia 4 de Dezembro (Sábado), terá lugar pelas 15.00 horas no Auditório do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo a palestra "Rota de Santa Bárbara, Padroeira dos Mineiros".

Como é sabido, Santa Bárbara é a padroeira dos Mineiros, além de protectora contra as trovoadas.
Existem no nosso concelho, especialmente na periferia da serra do Roboredo várias capelas dedicadas a Santa Bárbara, genericamente do século XVIII, que podem possibilitar uma interessante rota associada à história mineira da região.

Aqui fica esta proposta do Museu do Ferro.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Palestra sobre Maçonaria e República em Trás-os-Montes, no Museu do Ferro

(clicar sobre a imagem para ampliar)

O nosso ilustre consócio Rogério Rodrigues vai proferir uma palestra, no próximo sábado, sobre o tema da Maçonaria e ideiais republicanos em Trás-os-Montes e Alto Douro. Este evento terá lugar no auditório do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, nesta vila, e conta com o apoio do município.
Dada a pertinência e actualidade do tema, contamos com a presença dos nossos estimados associados.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Mós, "en vol d'oiseau"

No seguimento da nossa visita a Mós, no passado Sábado (6.11.2010), participando na iniciativa do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, sobre o tema "Mós, antiga vila medieval - Arqueologia, História e Património", aqui ficam algumas imagens desta encantadora terra, merecedora de uma visita:

Fachada do edifício da Junta de Freguesia de Mós, antiga casa da Câmara até 1836, servindo mais tarde de escola primária. À esquerda, em 1º plano, casa da família Pombo, de traça erudita, talvez do séc. XVII, reclamando obras urgentes, tal como muitas outras do núcleo histórico de Mós.


Aspecto da exposição sobre o património do concelho de Torre de Moncorvo, onde se mostram alguns valores patrimoniais de Mós. Em 1º. plano, ao meio, a bandeira da freguesia de Mós, com respectivo brasão: castelo rodeado de três mós de ouro em fundo azul.

Capitel do pelourinho que foi reconstituído há pouco mais de uma dúzia de anos. Este era um dos símbolos do antigo município de Mós, onde se executava a justiça.

Praça de Mós. - Atrás daquelas casas ficava o castelo, de que restam hoje parcos vestígios. Aqui se faz, pelo Natal, uma imponente fogueira do galo, como se nota pela mancha queimada no pavimento.

Fonte de mergulho, talvez ainda da Idade Média.

Recanto acolhedor, entre vielas, onde se pode beber um copo na esplanada do "Campeão".

Nas imediações de outra tasquinha, junto à Praça, não falta o assador e o pipo, onde em távola de madeira dá a volta o canjirão.

Típica varanda trasmontana de uma bela casa tradicional.

Um relógio de sol, ainda no seu lugar, já não marca a hora. Aqui o Tempo parece ter parado e isso pode ser (ainda) uma vantagem. Há que saber acertar a hora da modernidade com a da Tradição e da História, porque isto são mais-valias de que nem todas as terras se podem gabar.

Agradecemos a hospitalidade da Junta de Freguesia e do povo de Mós.
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Txt. e Fotos N.Campos/PARM.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

VII Partidela Tradicional da Amêndoa

Realiza-se no próximo sábado, dia 23 de Outubro, a VII Partidela Tradicional da Amêndoa, no Auditório do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, com a já costumada participação da Tuna Popular Lousense.

Contamos com a vossa presença e a melhor divulgação deste evento!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Palestra e Exposição sobre o património arqueológico e arquitectónico de Adeganha

Vista geral da igreja da Adeganha e sua envolvente, a partir da escola primária
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Tendo em vista assinalar a Semana Europeia da Democracia Local, o Presidente da Junta de Freguesia da Adeganha, Sr. Guilhermino Soares, lançou-nos o repto de se fazer uma pequena mostra sobre o património cultural da freguesia de Adeganha, na sede desta freguesia, assim como uma palestra associada ao assunto. Correspondendo ao desafio, realizou-se no passado dia 10 de Outubro, pelas 16;00h, a acção que intitulámos: "Adeganha - Arqueologia, História e Património", que teve lugar no edifício da antiga escola primária, perante uma plateia muito atenta e interessada em saber algo mais sobre a importância dos seus valores culturais.

A organização do evento coube à Junta de Freguesia de Adeganha, Museu do Ferro & da Região de Moncorvo/Câmara Municipal de Torre de Moncorvo/ PARM.

O Presidente da Junta de Adeganha falando na abertura da sessão e apresentando os palestrantes.

.Através de uma projecção em Powerpoint procurou-se evidenciar o rico património da freguesia de Adeganha, que conta com dois Monumentos Nacionais (ruínas da vila morta de Santa Cruz da Vilariça e igreja românica de Adeganha) e um Imóvel de Interesse Público, o importante arqueossítio do Baldoeiro, cujo processo de classificação foi iniciado pelo PARM, nos inícios dos anos 90, em colaboração com o IPPAR.

Mas a "viagem temporal" desfiou um rosário de locais onde se encontraram vestígios desde as mais remotas eras, desde os tempos neolíticos e início da Idade dos Metais (através de achados de machados polidos e cerâmicas decoradas, em pontos como o Baldoeiro, Senhora do Castelo, Fraga Amarela), passando pela Idade do Ferro, com os "castros" do Castelo dos Mouros, Senhora do Castelo, Castelo da Junqueira, e a culminar no período romano, com abundantes vestígios na orla virada ao vale da Vilariça, desde as quintas da Portela, Silveira, Terrincha até à Junqueira e Ribº. de S. Martinho.

Aspecto da sessão, perante um auditório muito atento.

Descontando os chamados "tempos obscuros" após a invasão dos bárbaros e dos "mouros", de que pouco ou nada se sabe, parece ter-se dado, na Idade Média, a reocupação de alguns pontos mais defensáveis, alguns com focos de povoamento anteriores. Contudo, os principais vestígios desta época vão encontrar-se no Baldoeiro, Senhora do Castelo e, finalmente, na chamada Vila Velha (Santa Cruz da Vilariça), que vai estar na génese do actual concelho de Torre de Moncorvo.

Explanação de Eugénio Cavalheiro sobre a Igreja de Adeganha

É ainda no período medieval que se insere a importante igreja românica de Adeganha, com toda a certeza associada aos Caminhos de Santiago. Sobre a história deste monumento, sua arquitectura e decoração simbólica, falou o Sr. Comandante Eugénio Cavalheiro, presidente da mesa da Assembleia Geral do PARM, e investigador de História de Arte, com vários trabalhos já publicados. Eugénio Cavalheiro mostrou diversas imagens do exterior e interior da igreja, explicando o significado dos diversos frescos recentemente restaurados, bem como os retábulos quinhentistas e talha dourada do período barroco. Aproveitamos para anunciar que Eugénio Cavalheiro tem no prelo uma monografia dedicada à igreja de Adeganha.

Momento da explicação da exposição.

Foi também referido o importante património vernacular (construção tradicional) que se deve preservar o mais possível, sempre em respeito pela melhoria de condições de vida das pessoas, mas sem desvirtuar a traça original e o aspecto geral das povoações, como especial destaque para a Adeganha, pois isto é uma mais-valia que pode ser aproveitada para fins turísticos.
No final foi feita uma visita guiada aos painéis em que se desenvolve um pouco da evolução histórica da nossa região, e em que a freguesia de Adeganha tem um lugar de destaque.
Uma vitrina com vários objectos arqueológicos recolhidos nesta freguesia (machados polidos, cerâmicas pré-históricas, castrejas e medievais, além de moedas romanas e medievais) completaram a explicação.
Foi destacada a colaboração de pessoas de Adeganha que ao longo dos tempos nos ofereceram objectos e forneceram preciosas informações, como foi o caso do nosso Amigo Sr. Alberto Vilela, proprietário de terrenos na Senhora do Castelo. De sua autoria estiveram patentes na exposição duas maquetes, uma da igreja de Adeganha e outra do antigo paçal (casa do abade).

Vitrina com alguns objectos arqueológicos procedentes da freguesia de Adeganha.

A acção foi encerrada com um Porto de Honra, seguida de um excelente convívio e troca de informações com as pessoas presentes.
Agradecemos à Junta de Freguesia de Adeganha esta oportunidade, esperando nós repetir acções análogas noutras freguesias, tendo em vista a sensibilização da população para os valores patrimoniais das suas terras, elevando a auto-estima colectiva, e promovendo o desenvolvimento turístico.

Da parte do PARM colaboraram nesta acção: Eugénio Cavalheiro, Nelson Campos, Rui Leonardo.
Fotos: Rui Leonardo/PARM