quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Palestra "Os xistos de Trás-os-Montes como recurso geológico"

No passado sábado, dia 4 de Setembro, teve lugar no auditório do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo (MF&RM), a palestra "Os Xistos de Trás-os-Montes como recurso geológico", proferida pelo Prof. Doutor Fernando Noronha, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.



A sessão teve início pelas 15.30 horas, com a sessão de boas vindas pelo Sr. João Rodrigues (em representação do Município de Torre de Moncorvo) e pelo Dr. Nelson Campos (em representação do PARM). Seguiu-se a apresentação do palestrante pelo Dr. Rui Rodrigues (coordenador da secção de Geologia do PARM), tendo referido que o Doutor Noronha visita o MF&RM regularmente, sendo já conhecido da maior parte da assistência, sendo sempre um prazer ouvir as temáticas que apresenta.



O Prof. Doutor Fernando Noronha, começou por agradecer ao Município de Torre de Moncorvo e ao PARM a sua presença no MF&RM, pelo terceiro ano consecutivo, trazendo desta vez um tema muito caro à sua investigação - os xistos transmontanos. Começou por referir que o xisto era um material muito usado na construção sobretudo no Norte e Centro de Portugal, tendo a sua utilização vindo a decair a partir da segunda metade do séc. XX, por ter sido considerado um material pouco nobre, situação que se começa a inverter.



Dada a sua relevância foi aprovado um projecto de I&D ao FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia) denominado Projecto "SCHIST Resource", coordenado por si e com participação das Universidades do Porto, Évora e pelo Laboratório Nacional de Engenharia e Geologia (LNEG). Este projecto tem como objectivos essenciais: a) caracterizar os principais locais de exploração; b) cartografar detalhadamente esses locais; c) efectuar análises petrográficas e químicas, bem como testes físicos e mecânicos, com vista a estudar a viabilidade da sua exploração e as possibilidades de utilização/aplicação.



A área inicialmente estudada por este projecto corresponde precisamente ao Nordeste de Portugal (Trás-os-Montes e Alto Douro), tendo sido estudadas as seguintes pedreiras: Tanha (distrito de Vila Real), Poio (V. N. Foz Côa), Nozelos (Torre de Moncorvo) e Eucísia (Alfândega da Fé), Zebras (Mirandela), Deilão (Bragança). De seguida o autor passou a descrever pormenorizadamente os aspectos técnicos e as propriedades específicas de cada tipo de xisto, nos locais referidos, bem como as possibilidades da sua aplicação, apresentando exemplos de boas práticas na sua utilização em edifícios transmontanos, terminando a sua apresentação salientando a necessidade de valorização e utilização dos recursos nacionais (que em muitos casos são melhores) em detrimento de recursos geológicos estrangeiros.



Seguiu-se um breve período de debate onde o Prof. Doutor Noronha esclareceu algumas dúvidas do público presente (25 participantes) que apreciaram mais uma palestra extraordinária proferida pelo Doutor Noronha.

Fotos PARM

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Palestra "Os Xistos de Trás-os-Montes como recurso geológico"

Resumo: A abundância de afloramentos de xisto nas regiões do Nordeste e Centro de Portugal fizeram desta rocha, no passado, um material de construção comum. Está em curso um projecto I&D da FCT, que tem como objectivo a caracterização estrutural, mineralógica, petrográfica e tecnológica de ocorrências de xisto no NE de Portugal e a promoção das rochas xistentas como um recurso geológico. Nesta contribuição apresentamos alguns exemplos de estudo de litologias de diferentes contextos geológicos e com diferentes características.

SOBRE O AUTOR: Geólogo, Professor Catedrático e investigador do Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, com importantes estudos realizados no âmbito da Geologia, nomeadamente geologia aplicada (geologia económica e geologia forense)

Ver mais: http://www.fc.up.pt/fcup/contactos/ficha_pessoal.php?login=fmnoronh

Sobre a presença do Prof. Noronha no Museu do Ferro:

http://parm-moncorvo.blogspot.com/2010/05/alunos-da-fcuportouaveiro-visitam-museu.html

http://parm-moncorvo.blogspot.com/2009/09/palestra-geologia-como-ciencia-forense.html

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Ciência Viva - Geologia no Verão em Moncorvo

Decorreram no passado fim de semana (sexta-feira e sábado) as duas actividades promovidas pelo PARM no âmbito do Programa Ciência Viva - Geologia no Verão.

Ciência Viva 2010 - Fraga do Arco

A primeira actividade teve lugar no dia 27 de Agosto, pelas 15.00 horas, subordinada ao tema: "Os quartzitos ordovícicos: cavidades naturais (Fraga do Arco), cruzianas e outras estruturas". A orientação desta actividade ficou a cargo do geólogo Dr. Rui Rodrigues, tendo contado com vários participantes nacionais e estrangeiros - Espanha, Reino Unido e Itália.

Ciência Viva 2010 - Minas de Ferro do Roboredo

No dia 28 de Setembro, teve lugar a segunda das actividades programadas, com visita às Minas de Ferro do Roboredo: Exploração mineira e bairro da Ferrominas e Cabeço da Mua. A orientação desta actividade ficou a cargo dos Drs. Rui Rodrigues, Nelson Campos e Rui Leonardo, e com a colaboração do Eng.º Afonso Calheiros e Menezes, Presidente da Direcção do PARM (explicação da flora e fauna da região) e do Dr. Higino Tavares, sócio do PARM. A acção esgotou a lotação (30 pessoas), tendo participantes do concelho de Torre de Moncorvo, de outros pontos do país e também de Espanha, Reino Unido e Itália.

As fotogafias dos eventos estão disponíveis no Picasa, podendo aceder a elas através das imagens acima apresentadas.

A organização agradece aos participantes, apoiantes (MF&RM e CMTM) e colaboradores (Srs. Hélder e Luís Ferreira) das duas actividades.

Aproveitamos para solicitar a todos os participantes que fizeram um registo fotográfico da acção, caso o entenderem, que nos façam chegar fotografias com os melhores pormenores, com o objectivo de integrarem o Relatório Final do Programa, sendo também publicados neste local, com os direitos de autor devidamente salvaguardados.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Ciência Viva - Geologia no Verão em Moncorvo

.

O PARM, pela quarta vez organiza actividades no âmbito do Programa Ciência Viva. No corrente ano decidimos organizar duas actividades relacionadas com a Geologia, como podem ver nesta imagem:

(clique na imagem para aumentar)

A inscrição nas actividades é obrigatória, com o máximo de 30 participantes por actividade. Podem efectuar as inscrição através dos seguintes meios:

- no Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, no Largo Dr. Balbino Rego
- pelo site do Programa Ciência Viva: http://www.cienciaviva.pt/veraocv/comum/2010/actividadeshoje.asp?accao=showactiventidade&id_actividade=3&id_entidade=250
- pelo telefone: 808 200 205 ; 279 252 724
- por e-mail: parmoncorvo@gmail.com

Recomendamos aos participantes trazerem roupa e calçado apropriado, bem como protector solar, dada as elevadas temperaturas e intensidade do raios ultra-violetas.

Contamos com a vossa participação e a melhor divulgação deste evento!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Inauguração da Exposição "Ferrominas.1957"

No dia 7 de Agosto, teve lugar no Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, a inauguração da Exposição "Ferrominas 1957". Fotografias a cores do Fundo Eng.º Gabriel Monteiro de Barros / Arquivo MF&RM".

A sessão teve início pelas 15:30 horas, com um discurso de boas-vindas, proferido pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, que agradeceu a presença do Eng.º Fernando de Mello Mendes, pioneiro da Ferrominas, e do Eng.º João Pedro Monteiro de Barros Cabral, amigo do MF&RM e doador do espólio fotográfico patente na exposição.
Seguiu-se a visita à exposição e no final, o Engº. Mello Mendes, proferiu algumas palavras sobre os tempos iniciais da Ferrominas, e o Eng.º Monteiro de Barros Cabral referiu-se ao seu tio Eng.º Gabriel Monteiro de Barros, autor do conjunto fotográfico.
No final, a Dra. Maria do Carmo Serén, efectuou uma breve análise da qualidade e das motivações das fotografias expostas.
Aqui ficam algumas fotografias do evento:



Entre o numeroso público contavam-se muitos antigos trabalhadores da Ferrominas (foto Patrick Esteves/Foto Bento)


Vista geral da exposição (Foto PARM)

Pormenor da exposição, vendo-se em primeiro plano, o equipamento de soldador, doado ao Museu pelo Sr. Manuel da Cruz Rebouta (Foto PARM)

Confraternização entre os visitantes da exposição (Foto Patrick Esteves/Foto Bento)

Intervenção dos Eng.os Mello Mendes e João Pedro M. Barros Cabral (Foto PARM)



Drª. Maria do Carmo Serén durante a sua intervenção, falando sobre a importância do espólio fotográfico de G. Monteiro de Barros (foto Higino Tavares/PARM)



Uma das fotos da Exposição, mostrando a pá mecânica Ruston-Bucyrus carregando um camião "Euclid" (foto de Engº. Gabriel M. de Barros/Arquivo Fotográfico do MF&RM/doação de Engº. João Pedro Monteiro de Barros Cabral e Esposa)



Em 1º. plano, à direita, o ferreiro Sr. António Carvalho (Amigo do Museu) enquanto o colaborador do Museu e membro do PARM actualiza no computador uma ficha de registo do Sr, Acácio Teixeira, antigo trabalhador da Ferrominas, actualmente a residir em França (Foto Higino Tavares/PARM)



quinta-feira, 29 de julho de 2010

Exposição "Ferrominas 1957"

.

O Museu do Ferro e da Região de Moncorvo inaugura no dia 7 de Agosto (sábado), pelas 15:30, a exposição de fotografia “Ferrominas 1957”.

Esta exposição baseia-se num conjunto de fotografias a cores que integram a colecção fotográfica do Centro de Documentação do Museu do Ferro e da Região de Moncorvo, mais especificamente o “Fundo Eng.º Gabriel Monteiro de Barros”, que se organizou a partir de uma doação do Eng.º João Pedro Barros Cabral, sobrinho daquele responsável da Ferrominas.

As fotografias referem-se ao ano de 1957, tudo indicando que foram tiradas pelo Engº Gabriel Monteiro de Barros, o director técnico da Ferrominas, que, embora não sendo natural de Moncorvo, para aqui veio trabalhar em 1951, tendo-se aqui radicado e aqui continuando a viver, mesmo depois de reformado, nos inícios dos anos 90. Em Moncorvo faleceu, em Março de 1995, e aqui se encontra sepultado. Por isso, esta exposição pretende ser, também, uma homenagem ao Engº. Monteiro de Barros, que, além do mais, foi sócio honorário do PARM.

Simultaneamente, é também uma homenagem a todos os trabalhadores da Ferrominas, em especial aos mineiros que laboravam em condições particularmente difíceis, aguentando o pó, o excessivo calor ou o frio de enregelar, nas frentes de desmonte, além do perigo dos acidentes de trabalho, como se verá em algumas fotos.

As fotos seleccionadas mostram diversos aspectos da laboração das minas de ferro de Moncorvo, destacando-se a utilização dos meios mecânicos adquiridos, como camiões e pás mecânicas, a par de algum trabalho manual.

A mostra fotográfica ficará patente no Auditório do Museu do Ferro e da Região de Moncorvo até ao final do ano de 2010 e serve como complemento da exposição permanente do museu.

As visitas à exposição são gratuitas e podem ser efectuadas de Terça a Domingo, das 10h às 12h30 e das 14h às 18h.

Txt.: Nelson Campos

Sobre este assunto, ver ainda:

terça-feira, 6 de julho de 2010

Rota do Ferro em BTT, pelos caminhos do Roboredo...

Realizou-se no passado sábado a 1ª. edição da "ROTA DO FERRO, pelos caminhos do Roboredo". Conquanto já há anos se tivesse tentado implementar uma Rota do Ferro, o percurso então desenhado era feito pelas estradas municipais, circuitando a serra. Na versão agora implementada o percurso foi demarcado pela cumeada da serra do Roboredo, com início nas minas da Carvalhosa (Ferrominas), apesar de um intrépido participante ter feito todo o trajecto de Moncorvo às minas, pela E.N. 220 e pelo íngreme estradão que leva até aí, numa contagem de primeiríssima categoria! (isto é só para veteranos, pois o comum dos mortais deve utilizar uma viatura de apoio, o que implica uma certa logística).

A ideia da organização foi demonstrar a exequibilidade do percurso e as potencialidades da Serra para a prática desta modalidade (BTT). Por outro lado, foi também intenção do Museu do Ferro chamar a atenção para o património geomineiro patente na Serra do Roboredo, além da floresta, das velhas capelas (S. Lourenço e S.Bento/Santa Leocádia), além da magnífica paisagem que se disfruta das alturas, sobretudo para a vila de Torre de Moncorvo. Há, iclusive, estruturas de apoio, como seja o excelente parque de merendas de S. Bento/Santa Leocádia, criado pela actual Junta de Freguesia de T. de Moncorvo.

Em período de férias, fica a sugestão. Recomenda-se, no entanto, água em abundância e protecção para eventuais quedas, pois o percurso apresenta algumas dificuldades em alguns pontos.

Aqui ficam algumas fotos do passeio do dia 3.07.2010:

Às 9:00 h no alto da Carvalhosa - grupo de participantes e representantes da Junta de Freguesia do Felgar.

Ruínas das oficinas gerais, nas minas das Fragas da Carvalhosa. Infelizmente o vandalismo tem feito das suas...

Outro aspecto das ruínas das infraestruturas mineiras da Ferrominas (anos 50-60 do séc. XX), visitadas pelos participantes, depois de uma breve explicação sobre a história das minas de Ferro de Moncorvo, sobretudo no séc. XX. - Foi distribuído um folheto com alguma informação.

Vista geral do trajecto entre as minas da Carvalhosa e a zona dos aerogeradores (na zona da Pedrada).

Um ponto de maior dificuldade, na zona da Pedrada.

Zona da Portela de Felgueiras, onde se encontra um aviso da Câmara Municipal para a protecção da floresta. Seguiu-se outra contagem de primeiríssima categoria: a subida para a mina da Cotovia ou da Portela!

Dois dos participantes à boca da mina da Cotovia ou Portela, já no termo de Felgueiras.

A velha mina abandonada da Cotovia foi aberta nos anos 30 do séc. XX pelo engenheiro de minas alemão G. Schöenflick, pai de D. Ilse Semmler, amiga do Museu do Ferro. Trata-se de uma galeria de prospecção, já que nessa época não se chegou a realizar a exploração industrial, que só viria a acontecer com a Ferrominas, no pós-Guerra.

Um trecho de grande beleza é o chamado "Caminho do meio", sombreado pelas mata secular de carvalhos e outras coníferas. É um troço do caminho para se percorrer devagar e sem esforço, apreciando a Natureza.

A cruz, neste caso, assinala o fim do Caminho. Um participante e membro da organização em grande pose no miradouro de S.Bento/Santa Leocádia, pouco antes de um almoço campestre bem retemperador.

A organização esteve a cargo de Museu do Ferro & da Região de Moncorvo/Câmara Municipal de Torre de Moncorvo/PARM e Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo, com apoio logístico da Associação Cultural de Torre de Moncorvo e ainda a colaboração das Juntas de Freguesia do Felgar e Felgueiras e da MTI-Ferro de Moncorvo, SA, que autorizou a visita às minas.

Este foi um percurso experimental. Em futuras edições serão envolvidas associações de BTT e de cicloturismo da região (só depois soubémos que havia um clube na Açoreira), esperando-se que outros agentes turísticos possam explorar este percurso, de grande interesse, emoção e muita adrenalina.

Txt.: N.Campos
.

Nota: as fotos são de autoria de Higino Tavares, Luís Lopes e Nelson Campos, cedidas ao blogue e ao PARM para este efeito. Qualquer utilização por parte de terceiros será autorizada mediante contacto dos autores, através deste blogue. Obrigado.
.
Para saber mais sobre este percurso, visite:

http://www.gpsies.com/mapUser.do?username=PARM

terça-feira, 29 de junho de 2010

ROTA DO FERRO - Pelos caminhos do Roboredo em BTT

(clicar sobre a imagem para a ampliar)

No próximo sábado, dia 3 de Julho, será realizado um passeio cicloturístico pela serra, com a designação "ROTA DO FERRO - pelos caminhos do Roboredo em BTT".
Esta actividade visa a divulgação do património geomineiro e das potencialidades paisagísticas da serra do Roborêdo, além de procurar fomentar uma modalidade que começa a ter bastantes praticantes no concelho de Torre de Moncorvo e outros concelhos das vizinhanças - o cicloturismo.
A iniciativa realiza-se no âmbito das actividades do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, com o apoio das Juntas de Freguesia de Torre de Moncorvo, Felgar e Felgueiras, da Associação Cultural de Torre de Moncorvo e com a cooperação da MTI-Ferro de Moncorvo, SA.

A actividade terá início pelas 8:00 horas, com concentração junto do Museu do Ferro, ou então pelas 9.00 horas no alto das Fragas da Carvalhosa (minas), atravessando longitudalmente a Serra do Roboredo, com diversas paragens em pontos de observação, terminando no miradouro da capela de Santa Leocádia, onde será servido o almoço (opcional, mediante inscrição paga). Para ver o itinerário clique
aqui.

As inscrições poderão fazer-se no edifício do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, sito no Largo Dr. Balbino Rego, através do telefone e fax do Museu (279252724), ou através do mail - museu-ferro@hotmail.com.

Contamos com a vossa participação e melhor divulgação deste evento!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

VI Simpósio sobre Mineração e Metalurgia históricas no SW europeu, começou hoje em Vila Velha de Ródão

Teve hoje início, em Vila Velha de Rodão, o VI Simpósio Internacional sobre Mineração e Metalurgia Históricas no Sudoeste Europeu, o qual irá decorrer até dia 20 do corrente.

O Encontro terá lugar na Casa das Artes e Cultura do Tejo, com algumas visitas de campo, nomeadamente às minas da Panasqueira.

O PARM e Museu do Ferro & da Região de Moncorvo serão representados pelo consócio e membro da direcção Nelson Campos

Ver: http://nomundodosmuseus.wordpress.com/2010/05/25/vi-simposio-sobre-mineracao-e-metalurgia-historicas-18-20-jun-2010/

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Igreja matriz de Torre de Moncorvo é monumento nacional há 100 anos

.

Igreja matriz de Torre de Moncorvo (foto de N.Campos)

A tomada de consciência da importância dos chamados "monumentos pátrios" e da necessidade imperiosa da sua preservação foi uma longa odisseia, tendo decorrido emergido na Europa do século XIX, depois de os vendavais das revoluções liberais e da "política do camartelo" ter destruído imensos mosteiros, igrejas e castelos. Espíritos mais esclarecidos, como Victor Hugo, em França, ou Almeida Garrett e Alexandre Herculano em Portugal, clamaram no sentido da preservação e da recuperação dos monumentos.

Uma das medidas pensadas para se preservar o que hoje chamamos de "património" (conceito que implica a noção de "herança colectiva", a "heritage" dos ingleses), foi o seu reconhecimento e classificação.

No caso português, há que destacar o papel da Academia das Ciências, que em 1836 promoveu a criação de uma primeira comissão para o levantamento de edifícios importantes, que deveriam ser salvaguardados pelo Estado.

Mais tarde surgiu a Real Associação de Archeólogos e Architectos Civis, que viria a constituir também uma comissão de monumentos nacionais (criada em 1881), tendo em vista uma primeira inventariação de edifícios de excepção, com descrição do estado de conservação e, se possível, desenho.

Outras comissões se seguiriam, quer no âmbito do Ministério da Instrução Pública e de Belas Artes, quer do ministério das obras públicas, até que em 1901 se constituíu um Conselho de Monumentos Nacionais, responsável pela definição de um conjunto de critérios para a classificação de monumentos (decreto de 30.12.1901). - Uma primeira lista foi publicada com o decreto de 10 de Janeiro de 1907, sendo ratificada pelo decreto de 16 de Junho de 1910, faz hoje 100 anos (ver em baixo), incluindo-se neste primeiro lote de monumentos a igreja matriz de Torre de Moncorvo:

Diário do Governo, decº. de 16.06.1910, public. em 23.06.1910
Por: Nelson Campos

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Ervas Aromáticas e Medicinais

Realizou-se no dia 12 de Junho, a exposição/workshop sobre Ervas Aromáticas e Medicinais, com orientação do Eng. Afonso Calheiros e Menezes. Esta foi uma temática inovadora no quadro da programação do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, que se tornou um verdadeiro sucesso.

Veja aqui algumas fotos deste evento:



A explicação inicial do Eng. Afonso sobre as ervas aromáticas.

Uma das secções com os aromas mais fortes...


A secção bibliográfica também foi muito apreciada.

O público no final da actividade.
A exposição ficará patente até ao final do mês de Julho. Visite e divulgue!
Mais informações sobre esta actividade em: http://torre-moncorvo.blogspot.com/ (post de 14 de Junho de 2010).
.
Fotos PARM (H. Tavares, N. Campos, R. Leonardo)

terça-feira, 1 de junho de 2010

Exposição e workshop "Ervas aromáticas e medicinais"


Esta actividade consta de uma exposição fotográfica, palestra, seriação e mostra de espécies florísticas com propriedades aromáticas e medicinais, pelo nosso Presidente da Direcção, Engº. Afonso Calheiros e Menezes, técnico superior do Parque Natural do Douro Internacional.
Contamos com a vossa presença no próximo dia 23 de Maio (Sábado), pelas 15.30 horas, no Auditório do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo - venha aprender mais sobre a flora da nossa terra!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Palestra "Parque Paleozóico de Valongo", pela Prof. Doutora Helena Couto

Conforme anunciado no post anterior, decorreu ontem, dia 23, no auditório do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, a palestra "Parque Paleozóico de Valongo - exemplo de geoconservação na área metropolitana do Porto", proferida pela Prof. Doutora Helena Couto (professora associada do Departamento de Geociências, Ambiente e Ordenamento do Território da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, e coordenadora científica do Parque Paleozóico de Valongo),

Apresentação da oradora Doutora Helena Couto.

A sessão iniciou-se pelas 15.00 horas, tendo o Dr. Rui Rodrigues, coordenador da secção de geologia do PARM, apresentado a palestrante, e o motivo de oportunidade da palestra, no contexto do lançamento do Roteiro das Minas e Pontos de Interesse Mineiro e Geológico, de que o Parque Paleozóico de Valongo e o Museu do Ferro e da Região de Moncorvo, são parceiros (ver post de 18 de Maio).

Aspecto geral da assistência.

Seguiu-se a intervenção da Prof. Doutora Helena Couto, que começou por referir o processo de criação do Parque Paleozóico, no seguimento de uma candidatura ao programa LIFE (1995), tendo culminado em 1998, a que se seguiu um protocolo entre a Câmara Municipal de Valongo e a Associação para o Desenvolvimento Científico /Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, entidade que presta apoio ao parque através do seu Centro de Geologia.

Em 2002 foi emitido parecer científico com vista à obtenção da figura de área de paisagem protegida para as Serras de Valongo, tendo em vista a protecção do património geológico, paleontológico, geomineiro e biológico.

Em 2004, foi feita uma proposta mais específica para protecção do património paleontológico, intitulada: “Ordovician fossils from Valongo Anticline”.

Todo este trabalho viria a ser reconhecido através da atribuição de um prémio, em 2003, à Câmara Municipal de Valongo e, em 2005, com o Prémio de Geoconservação PROGEO (prémio a que o município de Torre de Moncorvo também concorreu, em 2008, com o projecto “Museu do Ferro & da Região de Moncorvo”, tendo obtido uma Menção Honrosa).

Uma das trilobites que existem no Parque Paleozóico de Valongo.

Antes de referir as características e os aspectos mais relevantes do Parque (nomeadamente as condições de acesso e visita, os percursos, e o centro de interpretação), e dado que a palestra foi direccionada para um tipo de público não especializado, a autora apresentou uma breve cronologia das eras geológicas, desde o Pré-Câmbrico (542-488 Milhões de anos), pormenorizando de seguida os períodos de que existe um maior conjunto de testemunhos no contexto do Parque, ou seja, o Ordovícico (488-444 M.a.) e o Silúrico (444-416 M.a.), mas também do período Carbónico (359-299 M.a.), num tempo em que a península Ibérica já estava na região do Equador. – Nas fases anteriores, a massa de terra hoje correspondente à Em consonância com estes períodos, foi mencionado o tipo de rochas existentes e à sua génese, com destaque para as trilobites (adentro do Ordovícico), até aos últimos sedimentos da fácies marinha registados em Valongo (anticlinal de Valongo), do Silúrico. Referindo-se de seguida às várias mineralizações que ocorreram (Ouro, Antimónio, mas também Ferro), foi salientada a actividade humana, em termos de exploração, ao longo dos séculos, de que se encontram vestígios desde a época romana (mineração de ouro), até ao séc. XX (extracção de lousa e de carvão).

A assistência observando as cruzianas.

A finalizar, a Doutora Helena Couto explicitou a estrutura de funcionamento do Parque, com suporte no Centro de Interpretação Ambiental (C.M.Valongo), o qual faz actividades de divulgação a partir do centro interpretativo, a partir do qual se organizam vários percursos (“percurso verde”, "percurso amarelo", "percurso vermelho") com incidência na geomorfologia e minas visitáveis, numa viagem temporal desde o séc. I d.C., além de várias publicações e uma página na internet. O P.P.V. é muito procurado, quer por estudantes universitários, investigadores, público em geral e muitas visitas escolares (cerca de 10.000 alunos por ano). Até à data as visitas são gratuitas.

A Doutora Helena Couto explicando as diferenças entre vários tipos de trilobites.

Seguiu-se um período de debate e esclarecimento de dúvidas, e por fim, foram apresentados alguns exemplares de fósseis existentes no Parque Paleozóico, que foram cedidos pelo nosso consócio Dr. Higino Tavares, para esta palestra.
.
Para mais informações sobre o Parque Paleozóico, poderão consultar: http://www.paleozoicovalongo.com/local.swf ou a página Valongo Ambiental. Para marcações ou visitas guiadas fazer deverá contactar o posto de turismo da autarquia (224227900) ou o e-mail: e-daqv@cm-valongo.pt.

Fotos PARM/MF&RM

quinta-feira, 20 de maio de 2010