segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Ciência Viva no Verão - Minas da Carvalhosa

O PARM realizou, no passado sábado, a segunda de três actividades relacionadas com o Programa Ciência Viva no Verão, desta vez nas minas de ferro de Moncorvo - zona da Carvalhosa. A orientação da sessão ficou a cargo dos Drs. Nelson Campos e Rui Leonardo, e com a excelente colaboração do geólogo, Dr. Higino Tavares.

Aqui ficam as imagens do evento que reuniu 30 pessoas de vários pontos do país, preenchendo a totalidade das vagas. Agradecemos, desde já, a sua participação.







(imagens: Arquivo PARM)

Para saber mais sobre as minas de Moncorvo, ver a excelente reportagem de autoria de Lígia Meira e Marcos Prata, para a Localvisão

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Palestra "Geologia como Ciência Forense"



Convidam-se todos os interessados para assistirem à palestra "A Geologia como Ciência Forense", pelo Prof. Doutor Fernando Noronha, no próximo dia 6 de Setembro (Sábado), pelas 15.30 horas, no Auditório do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo.


O Prof. Doutor Fernando Noronha, é Professor Catedrático da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, com vasta obra publicada no âmbito da Geologia. Temos a honra de o receber, pelo segundo ano consecutivo, no Museu do Ferro com uma palestra de particular relevância. Recorde-se que no ano transacto proferiu a palestra "Jazigos de Ferro Portugueses", com grande destaque para o Jazigo de Ferro de Moncorvo.

Contamos com a vossa presença e a melhor divulgação deste evento!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Feiras de Asininos em terras de Mogadouro e Miranda

Os nossos amigos do Planalto, a AEPGA (Assoc. para o Estudo e Protecção do Gado Asinino) vão promover, nos próximos dias 5 e 6 de Setembro, duas importantes actividades relacionadas com a divulgação e promoção do burro de raça mirandesa. Aqui ficam os cartazes:



É de salientar que os asininos de raça mirandesa se encontram em risco de extinção, pelo que devemos contribuir para a sua preservação.
Por outro lado, as antigas feiras do Naso e de Azinhoso, estas últimas conhecidas desde a Idade Média, eram o grande ponto de encontro dos povos do planalto, onde "mercavam" as suas reses (não só burros, mas muares, gado vacum mirandês, e naturalmente outras coisas). Aí se comia a famosa "posta mirandesa" e se convivia. Por isso, aqui fica também a nossa recomendação para que visite e participe nestes eventos.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Ciência Viva no Verão - Fraga do Arco

No passado sábado, dia 22 de Agosto, teve lugar a primeira das três actividades programadas pelo PARM para o Programa Ciência Viva no Verão 2009, que se centrou na Fraga do Arco, em Maçores.
A explicação geológica ficou a cargo do geólogo Dr. Rui Sousa e Rodrigues, que demonstrou como teria origem a formação quartzítica que consitui este monumento geológico.
Aqui ficam as imagens do evento que contou com a participação de 20 pessoas, originárias do concelho de Moncorvo, assim como de outros pontos do país.
A organização agradece aos participantes todo o empenho e interesse demonstrado no decorrer da acção.

A fraga do Arco, vista do ponto de explicação da formação quartzítica, onde se insere.

Os participantes atentos à explicação do Dr. Rui Sousa e Rodrigues



A chegada...


Fotografia de grupo com os participantes da acção.

Os jovens na Fraga.


Um momento de descanso e de apreciação da envolvente...


Formação quartzítica que se encontra defronte da fraga do Arco,
na margem direita do ribeiro de Vale de Cerejais.
(Fotos: Arquivo do PARM)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Programa Ciência Viva - Geologia e Biologia no Verão 2009

Pelo terceiro ano consecutivo o PARM organiza actividades no âmbito do Programa Ciência Viva. No corrente ano decidimos organizar uma actividade no âmbito da Biologia no Verão, associada a outras duas relacionadas com a Geologia.

A inscrição nas actividades é obrigatória, com o máximo de 30 participantes por actividade. Podem efectuar as inscrição através dos seguintes meios:

- Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, no Largo Dr. Balbino Rego
- pelo telefone: 279 252 724
- por e-mail: parmoncorvo@gmail.com ou museu-ferro@hotmail.com
- pelo site do Programa Ciência Viva: http://www.cienciaviva.pt/veraocv/2009/

Recomendamos aos participantes trazerem roupa e calçado apropriado, bem como protector solar, dada as elevadas temperaturas e intensidade do raios ultra-violetas.

Contamos com a vossa participação e a melhor divulgação deste evento!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Palestra sobre Património do concelho de Torre de Moncorvo - em jeito de balanço

Mesa da conferência, no início da sessão
Como foi anunciado, realizou-se no sábado passado, dia 8 de Agosto, no auditório do Museu do Ferro e no contexto da Exposição "VESTÍGIOS...", a palestra sobre o Património Arqueológico e Arquitectónico do concelho de Moncorvo.
Aberta a sessão pelos representantes do município (Sr. João Rodrigues, em representação do Sr. Presidente da Câmara) e do PARM (Engº. Afonso Calheiros e Menezes, Presidente da Direcção), seguiram-se as intervenções do Sr. Prof. Doutor Adriano Vasco Rodrigues, Sr. Norberto Santos e Drs. Nelson Campos e Rui Leonardo.
O Professor A. Vasco Rodrigues, Amigo do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, referiu-se aos seus trabalhos pioneiros, em co-autoria com sua esposa, Drª. Maria da Assunção Carqueja (natural do Felgar), sobre a problemática da metalurgia antiga na região, partindo do estudo dos escoriais e da documentação (nomeadamente pergaminhos medievais actualmente guardados no Arquivo Histórico de Torre de Moncorvo), tendo realizado escavações e até uma reconstituição de um forno de fundição, no que pensamos ter sido o primeiro caso de Arqueologia Experimental em Portugal (1963). Referiu-se ainda aos seus trabalhos em colaboração com o insigne epigrafista D. Domingos de Pinho Brandão, no Vale da Vilariça (Missão de estudo arqueológico, em 1962), e a descoberta da ara dedicada a Denso, em Silhades, no vale do Sabor, entre outros valiosos contributos para a arqueologia e história da nossa região.


Imagem da apresentação, com evocação dos pioneiros da Arqueologia da região.

O Sr. Norberto Santos, filho do Prof. Santos Júnior, residente em Torre de Moncorvo (e também Amigo do Museu do Ferro) relatou algumas andanças de seu pai, nomeadamente em Moçambique, onde partiu uma perna na sequência de um ataque de abelhas bravias, quando procedia ao levantamento de uma gruta com pinturas rupestres. A partir desse acidente o Prof. Santos Júnior passou a ter de usar uma bengala, a qual usava como escala, nos seus registos arqueológicos.

Os organizadores desta sessão fizeram questão de referir ainda o contributo de outros pioneiros da arqueologia da região, como o abade José Augusto Tavares (1868-1935), e, a nível mais local, as recolhas do Dr. Horácio Simões, Sr. Almiro Sotta e Sr. Amílcar Pinto Rebelo. Como parece que em Portugal a memória dos novos investigadores é normalmente curta e não-raro depreciativa relativamente aos contributos anteriores, ao contrário, os investigadores do PARM,querendo marcar a diferença, entendem ser da maior justiça mencionar todo o trabalho anterior, o que possibilitou que a Carta Arqueológica do concelho seja particularmente rica, apesar de muitos dos achados, infelizmente, não se encontrarem na região, devido ao facto de não ter existido, até tempos bem recentes, um Museu local onde essas peças ficassem resguardadas. Foram referidos vários casos de objectos arqueológicos em Museus nacionais, como o Museu Nacional de Arqueologia (onde se encontram os berrões das Cabanas, um dos quais é emblema do PARM, a ara do Baldoeiro, a estela calcolítica do Couquinho e o ídolo de Moncorvo), além de outras peças dispersas pelo Museu Geológico de Portugal, Museu do Abade de Baçal, etc..

Professor Adriano Vasco Rodrigues, no uso da palavra, e Sr. João Rodrigues, assessor e representante do Sr. Presidente do Município

Segundo Nelson Campos, o objectivo desta sessão foi também o de se fazer um balanço (ainda que necessariamente breve e muito preliminar) do estado dos conhecimentos sobre o património arqueológico e arquitectónico existente (e identificado até à data) no concelho de Torre de Moncorvo. A partir daí, tentou-se traçar um quadro da ocupação humana do nosso território (que obviamente não se confina às fronteiras artificiais do concelho), pelo menos nos últimos 5.000 anos, já que os dados para épocas anteriores são bastante escassos. Assim, a palestra visava dar um pouco mais de substância à Exposição "VESTÍGIOS...", funcionando como um complemento, ou como outra face de uma mesma moeda, tendo em vista a organização de uma futura sala de Arqueologia & História, prevista desde o início, nos espaços do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo.

O mesmo responsável do PARM e do Museu do Ferro referiu os primórdios dos trabalhos de Carta Arqueológica do concelho de Torre de Moncorvo, por si iniciada em 1981, ainda como trabalho pessoal de foro académico, no 1º ano da FLUP, tendo acabado por se incorporar no inventário arqueológico do concelho desenvolvido a partir de 1983, quando o PARM se organizou como grupo (ainda que informal), com vários colegas de curso da mesma Faculdade (Alexandra Lima, Miguel Rodrigues, Paulo Dordio, Ricardo Teixeira, Joaquim Henriques, Paulo Amaral e outros). Colaboraram ainda nesses trabalhos Higino Tavares, Carlos Ferreira, Alberto Castelo, entre outras pessoas que nos forneceram preciosas informações e ofereceram vários objectos arqueológicos. Este registo, com base em prospecções e identificação cartográfica de informações recolhidas, culminaria num primeiro relatório e ficheiro fornecidos à Câmara Municipal de Torre de Moncorvo em 1993, para inclusão no PDM (Plano Director Municipal).

Sr. Norberto Santos, filho do Professor Santos Júnior, no uso da palavra

Por solicitação do município de Torre de Moncorvo ao PARM, durante o ano de 2008 procedeu-se à revisão e aditamento do anterior inventário arqueológico do concelho, tendo em vista a revisão do PDM concelhio. Foram entregues em Janeiro de 2009 três volumes (sendo um de Relatório introdutório, chaves de leitura e bilbiografia geral + 2 vols. de ficheiro, incluindo localizações e definição de perímetros de protecção em cartografia digital), tendo-se ampliado consideravelmente o documento anterior, isto apesar de haver consciência de que falta ainda muita coisa, uma vez que, como foi dito, "um inventário arqueológico é um documento sempre em aberto".

A pormenorização das partes constituintes do Inventário Arqueológico do concelho esteve a cargo de Rui Leonardo, licenciado em Arqueologia, membro da Direcção do PARM e que também trabalhou nesta fase de revisão do dito Inventário. Foi dada a conhecer a ficha de levantamento utilizada e substancialmente melhorada em relação à versão anterior, referindo-se cada um dos campos, além de todos os processos metodológicos que estiveram na base do trabalho.

Em jeito de síntese, foi referido que o ficheiro do inventário do concelho entregue para o novo PDM, incluía um total de 165 sítios arqueológicos e outros valores patrimoniais (incluindo a área do Douro classificada como Património Mundial/Alto Douro Vinhateiro, na freguesia da Lousa). Não se entrou em detalhes na área do vale do Sabor, onde se realizaram estudos de pormenor por outras equipas a soldo da EDP, visto que, como será uma área a ser submersa pela albufeira de uma grande barragem, não fazia sentido incluir a totalidade dos sítios detectados num documento que se pretende de gestão futura do território (solo utilizável), como é o PDM. Em todo o caso, como foi dito, esse registo poderá ser incluído na publicação final, como forma de se entender a totalidade do património e a articulação das redes de povoamento numa visão mais global.

Dr. Rui Leonardo durante a sua intervenção
Através de vários gráficos, Rui Leonardo mostrou as diferentes tipologias de património registado e sua valoração (classificado/não classificado, e, dentro dos não classificados, os graus de importância atribuídos). Houve uma tentativa de distinção de dois grupos principais (tendo em conta até o título do documento: a) Património Arqueológico; b) Património Edificado (cabendo neste o património construído erudito e o rural ou vernacular). Assim, no primeiro grupo consideraram-se 70 sítios arqueológicos (de diversos períodos) e no 2º grupo 76 elementos patrimoniais de tipo construído, sendo certo que não se incluíram muitas capelas, nem todas as casas de traça solarenga, faltando ainda muitos moinhos, pombais, apiários etc., razão pela qual o PARM pretende dar continuação a este trabalho e propôr uma actualização temporária e sistemática do referido inventário.

Em termos de património classificado, foi referido que existem 3 Monumentos Nacionais (igreja matriz de Torre de Moncorvo, igreja matriz de Adeganha e ruínas de Santa Cruz da Vilariça), 14 Imóveis de Interesse Público (com predomínio de capelas, embora com dois sítios arqueológicos e ainda os vestígios do castelo de Mós) e ainda uma pequena extensão do Património Mundial equivalente à paisagem cultural do Alto Douro Vinhateiro, na vertente sul da freguesia da Lousa. Estão em vias de classificação há vários anos, o sítio arqueológico de Silhades (Felgar), que, pelos vistos, acabará submerso pela albufeira do baixo Sabor, as peças originais do chafariz filipino recolocado há poucos anos na praça Francisco Meireles, e a igreja matriz do Larinho, proposta pelo PARM. Foi ainda sob proposta ou em colaboração com o PARM que se classificaram os sítios arqueológicos do Baldoeiro e Alfarela e o santuário do Santo Apolinário de Urros, além da proposta (que não se efectivou) do conjunto arqueológico e edificado de Silhades.

Apresentação da cartografia de síntese e conclusões sumárias do trabalho

No final, Nelson Campos apresentou uma tentativa de síntese cartográfica dos sítios arqueológicos conhecidos por períodos e tipologia, desde a pré-história recente ao período medieval, evidenciando os modelos de povoamento característicos das diferentes fases.
Se, por um lado, se detectaram algumas constantes entre o povoamento da Pré-história Recente e a Idade do Ferro em relação aos períodos posteriores a correlação continua a notar-se em vários pontos, embora sem uma sobreposição exacta, entre o período dito "castrejo" (Idade do Ferro) e a época romana, em que se nota, tal como em muitos casos no Noroeste, uma "descida" dos habitantes indígenas dos seus promontórios fortificados para os povoados romanos ("villas" ou "vicus") em zonas abertas, de vale. Poucos são aqui os "castros" em que se encontram vestígios abundantes da época romana no interior dos seus recintos.
Do mesmo modo, o período pós-"Reconquista" parece fazer deslocar o povoamento, de novo, para os pontos mais altos e defensáveis. Feito o balanço da ocupação medieval, foi abordada a questão específica dos escoriais de ferro, que vão desde as coincidências com vestígios desde a época romana até ao período medieval e posteriores. Só escavando esses escoriais se podem "afinar" as cronologias e também saber mais sobre os processos tecnológicos - outra grande via de pesquisa, segundo o PARM. Foram referidos, neste passo, além dos estudos pioneiros do professor Adriano Vasco Rodrigues, os últimos trabalhos do Sr. Prof. Engº. (jubilado) Horácio Maia e Costa, em vias de publicação. Tivemos a honra de acompanhar as recolhas que fez, no terreno, no ano passado, tendo-nos o autor já comunicado os resultados preliminares, com muitas novidades interessantes, pelo que se impõe a classificação de todos os escoriais de ferro do concelho, pelo menos e para já, como Valores Concelhios.

Várias outras conclusões foram tiradas, além do alerta que foi deixado para a necessidade de preservação destes vestígios, como um imperativo de cidadania, pois são estes testemunhos, frágeis em muitos casos, que nos permitem responder à grande questão: quem somos e para onde vamos? N. Campos disse ainda, apontando para o computador portátil, que somos como esta máquina: sem memória não funcionamos; uma sociedade desmemorializada, seria uma sociedade amnésica, alzheimerizada, sem consciência de si própria, uma não-sociedade, ou no mínimo, uma sociedade de seres irracionais. Daí a importância da preservação destes "VESTÍGIOS...", podendo ser o PDM um grande instrumento para esse efeito, dentro de uma política de gestão coerente do território.

Foi ainda dito que sem o apoio da autarquia de Torre de Moncorvo, não só de agora, mas ao longo de todos estes anos, este trabalho não seria possível, pois o amor à camisola dos membros do PARM, não seria suficiente. Esta mesma ideia foi expressa pelo Professor Adriano Vasco Rodrigues, que felicitou o PARM por todo o trabalho realizado e por estas iniciativas.
Há ainda a referir o apoio que foi dado, noutros tempos e para trabalhos de campo, pelo ex-IPPC, depois IPPAR, e ex-FAOJ, depois IPJ (Instituto Port. da Juventude).

Um aspecto da audiência que acorreu ao Museu para participar na sessão e visitar a exposição


A terminar, os presentes puderam visionar uma apresentação de imagens de diversos sítios arqueológicos e outros valores patrimonais do concelho de Torre de Moncorvo, montada por Rui Leonardo, com imagens do Arquivo Fotográfico do PARM, algumas com mais de 20 anos. Assim, alguns desses vestígios, nomeadamente de velhos caminhos medievais, já foram irremediavelmente perdidos, tendo apenas ficado silenciosas fotografias a preto e branco. Algumas dessas mesmas imagens podem ser apreciadas na Exposição "VESTÍGIOS... " que continua patente no auditório do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, aguardando a sua visita!

Vandalismo em redor da igreja matriz de Torre de Moncorvo

A igreja matriz de Torre de Moncorvo, monumento nacional desde 1910, é, justamente, o ex-libris desta vila. Uma obra grandiosa que custou um esforço colossal aos nossos antepassados, que carregaram alguns milhares de toneladas de pedras de granito, desde pedreiras algo distantes, localizadas algures no termo do Larinho, com os meios rudimentares da época (carros de bois), e as esculpiram à mão, com o saber e a arte de homens que tiveram uma longa aprendizagem, normalmente passada de pais para filhos ou de mestres para discípulos.
Por tudo isto, independentemente do aspecto religioso, este monumento deveria merecer-nos o maior RESPEITO. Todavia, infelizmente, como bem diz o nosso conterrâneo e Amigo, Professor Rentes de Carvalho, parece que o respeito morreu, ou, no mínimo, se "acanalhou" (ver, a propósito: http://tempocontado.blogspot.com/2009/08/respeitinho.html)

Vem este arrazoado a propósito dos diversos atentados de que a nossa igreja tem sido vítima. Há uns anos a esta parte, são os "graffitis" nas traseiras, cujos casos já têm culminado em Tribunal, dando lugar depois a complexas e dispendiosas operações de remoção. Tudo isto porque há quem não se preocupe em vender latas de tinta em spray a adolescentes "inconscientes" e, por outro lado, estes, parece que cada vez mais inconscientes e desresponsabilizados, não encontram melhor lugar do que este para escreverem o que lhes vem à cabeça.

Mas, para além dos "graffitis", agora são também os elementos escultóricos que são atingidos. No ano passado (2008) foi atirado abaixo um pináculo rematado por uma bola de pedra, tendo partido, ao cair. alguns degraus das escadas de acesso ao adro, próximo da fachada principal.
Mais recentemente, a empresa que fez a obra de rectificação do adro do lado Poente, deixou outros pináculos e respectivos remates esféricos em granito, encostados às traseiras da igreja. Os jovens noctívagos não encontraram melhor passatempo do que rolar as bolas de pedra pelas ruas da vila, obrigando posteriormente à sua recolha no alpendre do lado Sul.
No entanto, como parece que não houve quem tivesse solicitado à dita empresa o resguardo dos ditos elementos escultóricos, temporariamente retirados dos seus locais próprios, para onde ninguém lhes mexesse (como p. ex. o referido alpendre do lado Sul), era facilmente previsível que a sanha vandálica se viesse a exercer sobre estas peças. Resultado: foi há dois dias partido um dos pináculos, o mesmo podendo acontecer com os dois restantes.
De resto, parece que a falta de cuidado da empresa que executou a obra (muito deficientemente, diga-se de passagem), já tinha estropiado a extremidade de um dos remates triangulares de um dos pináculos.
A peça derrubada acabou por partir-se em três fragmentos, sendo agora praticamente impossível de se emendar, pelo que a solução terá de passar pela substituição da peça antiga por uma nova, sem valor histórico. É caso para se dizer que em Portugal, onde não houve guerras com a violência da Guerra Civil espanhola, nem fomos atingidos pelas Guerras Mundiais, conflitos que lesaram gravemente o património do resto da Europa, a pontos de serem poucos os monumentos que possuem integralmente originais, nós por cá, não tendo isso, temos em contrapartida a ignorância e a falta de cidadania de um povo que não estima nem ama o seu Património.
E quando julgávamos que as gerações mais novas poderiam ter outra atitude, deparamo-nos com estas tristes situações.
Há ainda os vidros de garrafas partidos, juncando o adro, a urina e a conspurcação pelos cantos.
Defendemos, em dado momento, que uma forma de animar o Centro Histórico seria a abertura de bares e cafés, com respectivas esplanadas, que atraísse gente, nomeadamente juventude para estas zona, como víramos em outras cidades europeias e peninsulares (p. ex. Salamanca, Santiago de Compostela, etc.). Hoje estamos a pontos de rever essa nossa ideia e a confessar a nossa desilusão, quando constatamos o impacto negativo que está a acontecer no Património e no asseio das vias públicas, para além do adro da igreja.

Na ausência de civilidade, é caso para se perguntar: por onde andam as autoridades?
Sendo certo que não é com repressão que se resolvem estes problemas, mas sim através do processo educativo (que começa em casa) e pela consciencialização progressiva, não deixa de ser também verdade que uma maior vigilância poderia dissuadir certo tipo de desacatos e de "divertimentos"...
Talvez também seja necessário rever os horários destes bares, nesta zona.

Bem perto deste muro do adro há caixotes metálicos onde se poderiam meter as garrafas vazias (algumas ainda semi-cheias). Fica o apelo aos jovens: será que é muito difícil meterem este vasilhame nos ditos contentores?

Por outro lado, não seria melhor acariciar as pedras antigas, em vez de as deitarem abaixo, deixando cicatrizes insanáveis em degraus desgastados pelo tempo e pelos milhões de pés que por eles passaram, dando-lhes precisamente esse valor histórico que lhes vem da sua antiguidade?
O que temos agora são pedras magoadas, como magoadas são estas nossas palavras, ao constatarmos esta falta de respeito pelo que é nosso, pelo que é de todos, pelo monumento mais importante que sempre deu carácter a esta vila...
Fica o apelo: divirtam-se, mas sem estragar! Respeitem um Património que é vosso também, Ok?

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Palestra Património Arquitectónico e Arqueológico de Moncorvo


Não percam no próximo sábado, dia 8 de Agosto, pelas 16.00 horas, a palestra "PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO e Arquitectónico da Região de Moncorvo", pelos nossos consócios Nelson Campos e Rui Leonardo, a qual terá lugar no Auditório do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo.

Esta palestra tem por base os dados recolhidos ao longo de mais de 25 anos de actividade da associação PARM, tendo sido recentemente (2008) compulsados e acrescentados no âmbito da revisão do Inventário Arqueológico do Concelho, com vista à sua inclusão no PDM (Plano Director Municipal).


Contamos com a vossa presença!

sábado, 25 de julho de 2009

Exposição "Vestígios..." - ecos na imprensa e na internet

A exposição "VESTÍGIOS... - Património Arqueológico e Arquitectónico da região de Moncorvo", inaugurada no passado Sábado (dia 18 de Julho) teve alguns ecos na imprensa, assim como em alguns "sites" de que aqui lhe damos conta:

  • No "Jornal de Notícias" (Porto), 2009.07.23, secção "Tome Nota", página 45. Há a anotar que o título apresentado pelo JN é erróneo: o tema da exposição é a Arqueologia em geral (da Pré-história ao período industrial) e o Património Edificado e não exclusivamente a "exploração mineira e o trabalho do ferro". Há referências, obviamente, ao trabalho do ferro no período romano, e, no último painel, à exploração realizada pela Ferrominas, mas o objectivo da exposição é mais abrangente. Congratulamo-nos, no entanto, pelo facto do nosso museu ser sumamente conhecido pelo tema do Ferro, o que diz do peso que nele tem esta vertente específica (patente na Sala do Ferro/exposição permanente).

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  • Mensageiro Notícias (Bragança/Vila Real), 2009.07.24, secção Cultura, pág. 24 - artigo de Carla Gonçalves, intitulado: "'Vestígios'da Terra do Ferro em exposição". Artigo excelente e com grande destaque ao nosso evento. Só há a anotar um lapso na última coluna, 3º. parágrafo: onde se diz que temos intenção de passar a exposição para a casa contígua ao Museu, onde o PARM pretende instalar a sua sede, não é bem assim. O que quisemos dizer, na informação prestada à jornalista, é que a referida exposição deveria passar depois para a sala do Museu que está a ser ocupada pela sede provisória do PARM, quando esta passar para a referida casa, depois de se consumar a negociação com o referido proprietário. Fica a rectificação com as nossas desculpas, pois é possível que não tenhamos sido bem explícitos.

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Endereços electrónicos com mais informação sobre a exposição "Vestígios... " na internet:

Descontando os eventuais lapsos, o PARM e o Museu agradecem toda a colaboração prestada pelos órgãos ou espaços de comunicação social acima mencionados, bem como aos(às) jornalistas e amigos(as) divulgadores(as). O nosso Muito Obrigado!


VISITE A EXPOSIÇÃO E DEIXE-NOS A SUA OPINIÃO!!
AGUARDAMOS A SUA VISITA!



Ainda sobre esta Exposição, pode visionar a seguinte reportagem, de Lígia Meira e Marcos Prata, para a LocalVisão

Congresso de Coria (Cáceres, Espanha), 24-27 de Setembro

Recebemos o folheto que abaixo reproduzimos sobre o
X CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE PATRIMONIO GEOLÓGICO Y MINERO, o qual se realizará entre 24 e 27 de Setembro de 2009 em CORIA (Cáceres, Espanha).

Esta é a XIV sessão científica da SEDPGYM, sob o tema: "UNA VISIÓN MULTIDISCIPLINAR DEL PATRIMONIO GEOLÓGICO Y MINERO":


Para mais informações, ver: http://www.igme.es/internet/XCIPGyM/

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Da Exposição "Vestígios..." - objectivos e oportunidade

Foi inaugurada no passado dia 18 de Julho a exposição "VESTÍGIOS..." - Património Arqueológico e Arquitectónico da região de Moncorvo, contando com a presença dos Srs. Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Presidente da Direcção do PARM, Presidente da Mesa da Assembleia Geral também da nossa associação, funcionários do Museu, estagiárias, vários associados, e outras pessoas interessadas.

Painel de abertura, com o título, texto introdutório e uma imagem da mítica Santa Cruz da Vilariça, onde fizémos escavações entre 1989-1992 e onde temos feito inúmeras visitas guiadas (foto Patrick Esteves/Foto-Bento)

Esta exposição constitui, fundamentalmente, um olhar fotográfico a partir do arquivo do arquivo da nossa associação, reunindo imagens de elementos arqueológicos e patrimoniais de maior relevo identificados na região de Moncorvo, com alguns textos de enquadramento sobre os períodos cronológicos a que dizem respeito, e complementada com diversos objectos arqueológicos recolhidos em actividades de prospecção e escavação, nos anos 80 e 90 do séc. XX.

O Dr. Rui Leonardo (co-organizador da exposição) explicando o período "castrejo" (Idade do Ferro), em que se situa o achado dos sete berrões das Cabanas de Baixo, há mais de um século, pelo abade Tavares (foto de Patrick Esteves/Foto-Bento)

A ideia da exposição começou a germinar nos inícios de 2009, depois de dois elementos do PARM (N.Rebanda e Rui Leonardo) terem compulsado os ficheiros do Inventário Arqueológico do concelho desenvolvido pelo PARM nos últimos 25 anos e os respectivos arquivos fotográficos, trabalho que fizeram em finais de 2008 com vista à actualização da Carta Arqueológica para o PDM (entregue nos inícios de Janeiro), dando conta da necessidade de se fazer um novo balanço do que se fizera em todos estes anos. Na verdade, nos primórdios da nossa actividade, logo em 1985, foi feita uma mostra de Arqueologia num espaço anexo à igreja da Misericórdia, organizado por N.Rebanda, com apoio da Câmara Muncipal e do GAT (Arqtª. Ana Maria Rodrigues), no contexto de umas comemorações sob o tema "Os portugueses e o mundo". Depois, em 1986, no Mercado Municipal, foi feita nova exposição, consideravelmente ampliada, a qual foi reeditada em 1987, aquando de uma visita do então presidente da República, Dr. Mário Soares. Muitas das fotografias agora utilizadas foram aproveitadas dessa exposição de 1986, já que muitos dos motivos representados ou já desapareceram ou foram transformados.

Explicando o período da Romanização, em que se destaca o habitat romano de Vale dos Ferreiros, destruído em 1983 por uma barragem (foto Patrick Esteves/Foto-Bento)


Como se diz logo ao início da Exposição, somos tributários do trabalho realizado por pioneiros como o Abade José Augusto Tavares (1868-1935), Prof. Doutor Santos Júnior (1901-1990), Prof. Doutor Adriano Vasco Rodrigues, entre outros. No entanto, a nossa actividade foi a que teve maior continuidade no tempo, envolvendo a realização da Carta Arqueológica do concelho e um projecto de investigação centrado no período medieval, com várias prospecções e escavações.

Da acção directa do PARM ou dos seus membros resultaram descobertas da maior importância para Arqueologia portuguesa, como foram o caso das gravuras rupestres paleolíticas do cavalo de Mazouco (concelho de Freixo de Espada à Cinta), de Foz Côa, e Ribeiro da Sardinha (Felgar), das estelas calcolíticas de Assares (concelho de Vila Flor), da estela-menir da Vila Maior (concelho de Torre de Moncorvo), entre outros achados, durante os anos 80 e 90.

Grupo de visitantes observando o painel sobre o Castelo de Torre de Meem Corvo (foto N.Campos)

A somar a isto também houve alguma intervenção na defesa do património, um vector sempre problemático e polémico, infelizmente nem sempre compreendido pelo comum das pessoas.
Na medida do possível foram feitas acções de divulgação do património, junto das escolas, com inúmeras visitas guiadas por todo o concelho. Destacamos, nos últimos anos, a título de exemplo, os Passeios Culturais e a participação no programa Ciência Viva. Presentemente este aspecto tem sido desenvolvido sobretudo no quadro do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, gerido segundo um protocolo entre o Município de Torre de Moncorvo e o PARM, como se sabe.



Vitrina com diversos objectos recolhidos nas escavações de Santa Cruz da Vilariça (dirigidas por N.Rebanda) e no Castelo de Moncorvo (dirigidas por N.Rebanda e, posteriormente, pela equipa de Pedro Sobral/ArqueoHoje) - Foto Patrick Esteves/Foto-Bento)

Todavia, estes aspectos não são referidos na Exposição, visto que o objectivo foi dar uma noção do património arqueológico e arquitectónico que existe no concelho e região e não propriamente contar aqui a história do PARM. Há, na verdade, uma história implícita, que nos chega através destes testemunhos, ou "Vestígios", e essa é a do Homem que através dos tempos aqui sempre viveu e sobreviveu...

"Vestígios" recolhidos em intervenções urbanas na vila de Torre de Moncorvo (séc. XVI-XVIII) - Foto Patrick Esteves/Foto-Bento

Uma história feita da luta quotidiana pela mantença, mas também de algumas invasões, como a romana, a dos bárbaros, a dos "mouros", ou, mais tarde, de castelhanos ou espanhóis. Daí as muralhas e os castelos, mas também houve lugar à afirmação da espiritualidade pela arquitectura (igrejas de Adeganha e Torre de Moncorvo, igreja da Misericórdia, capelas) e pela arte (recheio de igrejas e capelas, ou pinturas do eremitério da Srª da Teixeira), ou seja, o facto cultural em última instância. Essa cultura erudita deu trabalho a mestres canteiros e humildes pedreiros, que não só edificavam igrejas, fontes e chafarizes, mas também foram erigindo e transformando os solares das classes possidentes. Aqui terá surgido uma verdadeira escola de mestres canteiros e de outras artes. que se sabe terem arrematado trabalhos na Sé de Miranda (desde o séc. XVI e XVII) e, um deles, o mestre António Lopes de Sousa, na segunda metade do séc. XVII, ter construído a ponte de Remondes (sobre o rio Sabor) entre os concelhos de Mogadouro e Macedo de Cavaleiros.




Visitantes observando diversos vestígios da chamada "cultura material" do período medieval (foto Patrick Esteves/Foto-Bento)


Nos painéis finais há referência à viária, nomeadamente aos belíssimos "caminhos antigos", alguns registados fotograficamente há mais de 20 anos, e hoje irremediavelmente perdidos, devido ao sistemático labor de destruição empreendido por entidades públicas e privadas, em nome de uma maior comodidade para se levar a carrinha ou o tractor aos prédios (alguns deles hoje ao abandono). Um desses troços, em lajes de xisto colocadas de cutelo, foi registado em fotografia a preto e branco, nos anos 80, pouco antes de ser "varrido" pelo troço do IP-2 entre o Pocinho e a ponte do Sabor. Curiosamente a parte terminal desta estrada vai em breve ser submersa, tendo funcionado menos de 20 anos...

Vista geral da Exposição, no Auditório do Museu do Ferro (foto Patrick Esteves/Foto-Bento)

O último painel é dedicado à Arqueologia Industrial e Mineira. Em rigor, o "industrial" aqui é apenas o proto-industrial (com a ferraria-forja de Chapa-Cunha, do séc. XVIII-inícios de XIX), alguns lagares de azeite do final do séc. XIX/inícios de XX (hoje ao abandono e em ruínas), a fábrica de cobertores do Felgar (de que, infelizmente, parece ter desaparecido a grande roda hidráulica, levada pelos sucateiros, segundo nos informaram dois felgarenses que estiveram presentes à inauguração), e, finalmente, as infraestruturas da Ferrominas no alto da Carvalhosa, cujo processo de vandalização e de saque ainda não terminou...

Espera-se que esta exposição funcione também como um alerta pela preservação do pouco que ainda resta, em termos de património arqueológico e arquitectónico. Desde a abertura do Museu na sede do concelho tivémos sempre presente a ideia de se constituir uma pequena mostra didáctica, mostrando e explicando a Arqueologia e História do nosso concelho através de objectos recolhidos na região, com imagens de locais de interesse e dos monumentos existentes.

Quanto a objectos, lamentavelmente, nos últimos 100 anos, por não existir um museu em Torre de Moncorvo, muitos foram os que acabaram por ir parar a Lisboa ou a Bragança (e alguns de grande importância!). Esta exposição pode ainda ser um atractivo para que algumas pessoas possam vir a doar ao Museu objectos de interesse que tenham recolhido em trabalhos agrícolas, em obras, ou noutro qualquer contexto.
Dado o seu alcance pedagógico, é nossa intenção manter esta exposição com cariz permanente, como instrumento de apoio aos programas escolares e potenciando mais as visitas de estudantes e professores. A batalha do património ou se ganha com a Educação e com as novas gerações, ou está indefectivelmente perdida. Assim, teremos de escolher entre uma mera "Arqueologia de registo" do que vai ser destruído (muito pesarosa para nós, os que gostamos disto e que amamos estes pobres vestígios que nos deixaram os nossos antepassados, chorando depois sobre eles como sobre leite derramado) ou, em contrapartida, uma Arqueologia da Salvaguarda, de Preservação, de Valorização, de Recuperação, de Fruição... E é já um lugar comum dizer-se que só podemos amar o que conhecemos.

Temos uma História grandiosa que passa muito pela história do Ferro (aí estão também os escoriais para o atestar e as obras de ferreiro), mas que não é tudo. Daí que o conceito museológico que aqui sempre procurámos implementar tenha em conta a vertente ex-librística (Ferro), mas também o seu enquadramento histórico, as outras actividades, agrícolas (e agro-industriais inclusive, com a história do Cânhamo, que também está por contar), pastoris, mercantis, artesanais (ofícios), proto-industriais (molinologia, ferraria de Chapa-Cunha, indústria têxtil), serviços, etc..

- Brevemente (dia 8 de Agosto) contamos realizar uma palestra que tem por pano de fundo esta mesma mostra. Mantenha-se atento e... entretanto visite a Exposição!

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NOTA DE AGRADECIMENTOS

A Direcção do PARM e Organizadores da Exposição agradecem:
- à Câmara Municipal de Torre de Moncorvo pelo suporte financeiro que tornou possível esta exposição e pelo apoio logístico (transporte e motorista para transportar uma pedra decorada desde a Qtª. da Portela, e empréstimo de vitrinas da Biblioteca Municipal);
- à família Morais Vaz/Quinta da Portela, Amigos do Museu, pela cedência a título de empréstimo de uma pedra decorada românica proveniente da Canteira/Baldoeiro, sua propriedade;
- ao Encarregado de Pessoal da Câmara Municipal, Sr. António Manuel Gonçalves, pelo seu esforço na condução, carregamento e transporte da pedra decorada da Qtª. da Portela (peça com cerca de 200kg);
- à Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo, pela cedência da viatura e do seu funcionário, Sr. Daniel … , para transporte das vitrinas da Biblioteca;
- à FotoBento (Torre de Moncorvo), na pessoa dos Srs. Tony Bento e Patrick Esteves, por toda a dedicação e empenho na qualidade do trabalho fotográfico e de impressão, tendo o Tony aguentado uma “noitada” desde as 21;00h até às 6 horas da manhã, a fim de se aprontar os painéis;
- à serralharia Irmãos Amaral, Amigos do Museu, em especial ao Zé Amaral, pela sua prontidão e eficiência na construção de suportes para materiais pétreos;
- ao Sr. Manuel Cândido, também Amigo do Museu, pela sua colaboração sempre pronta;
- ao restaurante “O Lagar” pela oferta de um almoço ao pessoal do Museu e do PARM no dia da inauguração da Exposição;
- ao pessoal do Museu e do PARM: António Botelho, Fátima Dias, as estagiárias Ana Teixeira e Lucy Pissarra, Higino Tavares.
Pedimos desculpas antecipadas por alguma omissão, na certeza de que será involuntária.
Para todos, um grande abraço!