terça-feira, 2 de setembro de 2008

Geologia no Verão em Torre de Moncorvo

Inscrições ainda abertas para o dia 4 de Setembro (quinta-feira) ao Vale da Vilariça.

(brevemente estarão disponíveis as fotos dos dias anteriores)

Palestra "Jazigos de Ferro Portugueses"



Encontro dos Antigos Trabalhadores da Ex-Ferrominas






Exposição "Escombros - As Minas de Trás-os-Montes"





Não deixe de visitar esta exposição patente até ao dia 21 de Setembro!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Obras do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo

Aproveitando verbas que resultaram do encerramento da AIBT-Côa (projecto que encerrámos definitivamente nos inícios de 2007), no valor de 31.193,39€, foi decidido em Julho de 2007, em reunião com o Sr. Presidente da Câmara de Torre de Moncorvo, aplicar esse remanescente financeiro acrescido de mais 50%, em equipamento e obras de requalificação do edifício do Museu, que, como se sabe, constituirá património municipal.

Em todo o caso, preferiu a Câmara que o concurso para essas obras e equipamentos fosse de iniciativa do PARM, dando a autarquia todo o apoio técnico à elaboração dos cadernos de encargos, abertura de concursos, escolha de proposta vencedora e acompanhamento de obras.
Quanto aos equipamentos, foi com esse montante que foi adquirido o novo mobiliário para o auditório (adjudicado à empresa Haworth-Cortal), bem como o equipamento sonoro também instalado no auditório (adjudicado a Carlos Mateus, de Torre de Moncorvo), e ainda um corrimão de ferro forjado, no escadório da fachada principal (obra de Irmãos Amaral, de Torre de Moncorvo). Todos estes trabalhos foram realizados ainda em 2007.

Já em 2008, para a parte de obras, foi a empreitada geral da recuperação do edifício entregue à firma Antero A. de Paiva, de Torre de Moncorvo. Esta empreitada consistiu na remodelação da cobertura que apresentava vários problemas, na eliminação de problemas de salitres, ao nível do rés-do-chão, raspagem e pintura das fachadas.

Todo o acompanhamento técnico foi prestado pela Divisão Técnica de Património do Município, sobretudo através das Srªs. Arquitecta Ana Rodrigues e Engª Marina Cavalheiro, com apoio pontual do Arqtº. Telmo Soromenho.

Embora ainda faltem alguns aspectos, como, por exemplo, o tratamento de caixilharias e tratamento das madeiras do Auditório, para já o edifício do Museu apresenta já outro aspecto(como se pode constatar pela última foto, em baixo):


Início dos trabalhos - Maio de 2008


Levantamento do telhado do lado das traseiras.


Colocação de isolamento sub-telha e ondulina.


Levantamento do telhado do lado da fachada principal, onde também foi reconstituído o beirado.


Recolocação das telhas.


A fachada principal com a pintura anterior muito degradada.


Picagem de parede do rés-do-chão para elimina o problema do salitre.


Fachada principal depois das obras, sendo colocado um "lettering" identificativo do museu, junto à entrada principal.

Palestra "A Compostagem Caseira"











(Fotos MF&RM)

Exposição Colectiva de Pintura





Actualizações

Depois de uma longa ausência no blog, voltamos a publicar as novidades e os acontecimentos do PARM e do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, no período entre o último post e hoje.

Pedimos as maiores desculpas aos nossos leitores, mas o volume de actividades foi de tal ordem que não nos tem dado tempo para actualizarmos este importante meio de comunicação da Associação.

Brevemente teremos o blog em dia!

Obrigado pela compreensão e espera.

Saudações associativas!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

"Mitos, sonhos e realidades" - Exposição de pintura, no Museu do Ferro

Informamos os nossos consócios, amigos do Museu e público em geral, que será inaugurada no próximo sábado, dia 5 de Julho, às 16;00 horas, no Auditório do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, uma exposição colectiva de pintura intitulada "Mitos, Sonhos e Realidades", da responsabilidade do Grupo Ibérico Mensagem, que se dedica à Arte, Cultura e Pensamento no Mundo.



Serão apresentados trabalhos de Júlia Guerra, Fernanda Viçoso, Perez Gabrielli e Luís Flores, artistas residentes e a trabalhar em Lisboa e Madrid, alguns dos quais contando já com várias exposições no seu curriculum.

Esta exposição ficará patente até ao dia 31 de Julho.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Novos contributos para a Biblioteca do PARM

O nosso prezado consócio João Pinto V. Costa acaba de nos oferecer vários números da revista Tellus, incluindo o último, recentemente saído (o 48º), em edição da Câmara Municipal de Vila Real e Grémio Literário vilarealense, a quem também dirigimos o nosso agradecimento e felicitamos por esta relevante publicação.
Rev. Tellus, nº. 48, Junho de 2008

Ainda por indicação do consócio João Pinto, a editora Esfera dos Livros ofereceu-nos um magnífico livro intitulado D. Teresa, a primeira rainha de Portugal, de autoria de Marsilio Cassotti.

Neste livro, profusamente ilustrado com fotografias de elementos patrimoniais e documentos medievos, há uma fotografia de autoria de João Pinto V. Costa, tirada ao túmulo de Egas Moniz, na igreja do mosteiro de Paço de Sousa. Aliás, foi a alta qualidade da fotografia, "postada" num "site" de fotografia, que levou a Esfera dos Livros a contactar o João Pinto, tendo-lhe sido garantidos os direitos autorais e a oferecidos alguns exemplares, incluindo o que nos foi enviado.
Ao sócio João Pinto V. Costa e à Esfera dos Livros, os nossos sinceros agradecimentos.

Sobre o livro referido, aqui fica esta sinopse:
Teresa de Portugal, mãe de D. Afonso Henriques, é uma personagem fundamental da História portuguesa. No entanto a sua vida é pouco conhecida. E o que se sabe tem sido distorcido por interesses políticos e por preconceitos ancestrais. Descendente de nobres portucalenses, entre outros a poderosa Mumadona de Guimarães, ao casar-se com Henrique de Borgonha, seu pai, o rei D. Afonso VI de Castela e Leão, deu-lhe em dote os ricos e estratégicos territórios a sul do Minho que constituíram a origem do Portugal actual. Viúva aos vinte e cinco anos com três filhos pequenos, durante dez anos de governo autónomo e proveitoso, soube ganhar o apoio dos colaboradores do seu marido, como Egas Moniz, repelir os ataques muçulmanos a Coimbra e vencer mais de uma vez, pela astúcia ou pelas armas, a sua meia-irmã, a rainha Urraca de Castela. Caso único da História ocidental, uma mulher pode assim colocar-se à cabeça de um regnum até então inexistente e exercer o poder com o mesmo desembaraço que os homens. Em 1116, o Papa Pascoal II reconheceu-lhe o título de Rainha de Portugal. A sua relação política e sentimental com o conde Fernando Pérez de Trava desencadeou a rejeição daqueles que, baseados numa tradição milenar, consideravam que o governo nas mãos de uma mulher era algo perigoso ou, até mesmo, diabólico. Um confronto que acabaria em 1128 com a lendária batalha de São Mamede em que D.Teresa foi derrotada pelas forças partidárias do seu filho e herdeiro. Primeira narrativa da extraordinária vida de uma das governantes mais originais, inteligentes e empenhadas da Idade Média.

Título: D. Teresa, a primeira rainha de Portugal.
Editora: Esfera dos Livros
Colecção: História Biográfica
Nº. de páginas: 256+40 extra-textos
P.V.P. - 23 € Formato: 16 x 232,5

Para outros títulos desta editora, ver: www.esferadoslivros.pt

Disponível para consulta na biblioteca do PARM / Museu do Ferro & da Região de Moncorvo.

sábado, 14 de junho de 2008

Exposição "Diversidades" - II

Aqui ficam algumas imagens da exposição de gravura "Diversidades", de autoria de um conjunto de artistas da Associação de Gravura do Porto, inaugurada no passado fim de semana:
Ainda pode apreciar esta exposição até ao final deste mês, no Auditório do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo.

Venha tomar um café ao Auditório do Museu, e, num ambiente ameno e confortável, aprecie tranquilamente esta bela exposição!
A entrada é livre!!!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Exposição Colectiva de Gravura "Diversidades"


Caros sócios e Amigos do Museu,

No próximo Sábado, dia 7 de Junho, terá lugar no Auditório do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, pelas 15.00 horas, a inauguração de uma Exposição Colectiva de Gravura intitulada "Diversidades".

Assim, vão ser expostos trabalhos de vários artistas pertencentes à "Matriz" - Associação de Gravura do Porto: Carla Marques, Céu Costa, Júlia Pintão, Mamy Higuchi, Miriam Rodrigues e Renata Carneiro.

Contamos com a vossa presença e divulgação deste evento!

Saudações Associativas.

domingo, 25 de maio de 2008

Jornada Ornitológica, Ambiental e Cultural

Conforme previsto, e apesar do mau tempo para estas coisas, realizou-se a jornada “ornitológica” anunciada para o dia 24 de Maio. Da parte da manhã, nos jardins do Museu do Ferro, pelo Sr. Norberto Santos, seus filhos e amigos, foi montada uma rede especial para apanha de pássaros, tal como fazia o Professor Santos Júnior, o pioneiro da anilhagem de aves na Europa.


Instalação da rede de captura de aves para demonstração.

Uma vez a rede instalada, o Engº. Afonso Calheiros e Meneses proferiu, no auditório do Museu, uma interessante palestra sobre as aves que povoam os céus, os beirados e as árvores da vila de Torre de Moncorvo e arredores.

Momento da palestra do Engº Afonso, sobre as aves da região

Outro aspecto da palestra e do público presente.

Sr. Norberto Santos, mostrando o material para estudo das aves.

Sr. Norberto recolhendo um pássaro que caíu na rede de captura.


Após este momento, com bastante público interessado, voltou-se aos jardins onde um Chamariz acabara de cair na rede. Foi-lhe colocada uma anilha simples (vermelha) sem outra indicação, embora na prática corrente se coloquem anilhas com identificação da instituição e um número de referência, como fazia o Professor Santos Jr.. Esta prática visava a reconstituição dos trajectos migratórios e as zonas de dispersão das aves.

Chamariz (Serinus serinus) recolhido na rede de captura montada no jardim do Museu do Ferro e que foi imediatamente libertado após identificação.


Da parte da tarde, e apesar da chuva, um grupo de “resistentes” fez o trajecto previsto do caminho pelo sopé do Roborêdo até à Quinta de Diogo Vaz (Mindel), Qtª. da Margarida, e Ecopista, de regresso a Torre de Moncorvo.

- Sobre este percurso, ver reportagem de Aníbal Gonçaves, um dos participantes, no Blog "À descoberta de Torre de Moncorvo": http://descobrirtorredemoncorvo.blogspot.com/

A vila de Torre de Moncorvo vista da antiga estrada real que seguia pelo sopé da Serra.

O caminho seguido, a partir da rua da estação de C.F., coincide com o da velha estrada real que terá sido usada, pelo menos desde a Idade Média até final do séc. XIX, pelos viandantes que quisessem ir para Mós, Freixo de Espada à Cinta ou Miranda do Douro. Uma boa parte do seu troço era calcetado com pedras ferrenhas (hematite), tal como a descreveu o Dr. João de Barros (ver "Geografia de Entre Douro e Minho e Trás-os-Montes") nos meados do século XVI: "há uma calçada toda em ferro entre a vila de Torre de Mencorvo e Mós". Infelizmente, uma parte dessa calçada foi coberta de asfalto, numa extensão de cerca de 1 km. Contudo, na parte não asfaltada, ainda se podem ver vestígios da tal calçada de hematite, até próximo da Quinta do Mindel, ou Diogo Vaz.


Mordomas da Senhora da Conceição, que encontrámos a cuidar desta capela, junto ao caminho.

Casa da Floresta (ou dos Serviços Florestais), um belo exemplar de arquitectura dos anos 40 do séc. XX, num estilo conhecido por "Português Suave". Em todo o caso é uma arquitectura integrada, que contrasta com o enorme e disforme armazém que lhe fica próximo...


Ao longo da jornada, para além das aves (um tanto recolhidas devido ao mau tempo), foi possível ver outros aspectos de interesse, como as espécies arbóreas (cedros, carvalhos, pinheiros), arbustivas (medronheiros) e vegetação rasteira com destaque para as flores campestres. Num bosque de carvalhos negrais, avistou-se um esquilo, que rapidamente se esgueirou pela árvore acima.

Os medronheiros continuam a medrar na serra, por entre o arvoredo. Já o escritor Campos Monteiro assinalara a sua presença neste local, no primeiro quartel do séc. XX.


Na quinta de Diogo Vaz fomos cordialmente recebidos pelo feitor, que nos permitiu o vislumbre da magnífica paisagem, a partir do afloramento rochoso sobranceiro à casa da quinta, pertencente ao Sr. Engº. Guerra Junqueiro. Tomando depois o caminho desta quinta para a E.N. 220, passámos depois pela Quinta da Margarida, em direcção da Ecopista, a qual aproveitou o traçado do caminho de ferro, da Linha do Sabor.


Apesar da chuva, um grupo de entusiastas cumpriu o programa da caminhada pelo Roboredo, observando aves e a natureza em geral, além dos aspectos arqueológico-históricos.

Vista geral da Quinta de Diogo Vaz, ou de Mindel, talvez com origem num pequeno paço medieval.