Inscrições ainda abertas para o dia 4 de Setembro (quinta-feira) ao Vale da Vilariça.(brevemente estarão disponíveis as fotos dos dias anteriores)









Rev. Tellus, nº. 48, Junho de 2008
Sobre o livro referido, aqui fica esta sinopse:
Teresa de Portugal, mãe de D. Afonso Henriques, é uma personagem fundamental da História portuguesa. No entanto a sua vida é pouco conhecida. E o que se sabe tem sido distorcido por interesses políticos e por preconceitos ancestrais. Descendente de nobres portucalenses, entre outros a poderosa Mumadona de Guimarães, ao casar-se com Henrique de Borgonha, seu pai, o rei D. Afonso VI de Castela e Leão, deu-lhe em dote os ricos e estratégicos territórios a sul do Minho que constituíram a origem do Portugal actual. Viúva aos vinte e cinco anos com três filhos pequenos, durante dez anos de governo autónomo e proveitoso, soube ganhar o apoio dos colaboradores do seu marido, como Egas Moniz, repelir os ataques muçulmanos a Coimbra e vencer mais de uma vez, pela astúcia ou pelas armas, a sua meia-irmã, a rainha Urraca de Castela. Caso único da História ocidental, uma mulher pode assim colocar-se à cabeça de um regnum até então inexistente e exercer o poder com o mesmo desembaraço que os homens. Em 1116, o Papa Pascoal II reconheceu-lhe o título de Rainha de Portugal. A sua relação política e sentimental com o conde Fernando Pérez de Trava desencadeou a rejeição daqueles que, baseados numa tradição milenar, consideravam que o governo nas mãos de uma mulher era algo perigoso ou, até mesmo, diabólico. Um confronto que acabaria em 1128 com a lendária batalha de São Mamede em que D.Teresa foi derrotada pelas forças partidárias do seu filho e herdeiro. Primeira narrativa da extraordinária vida de uma das governantes mais originais, inteligentes e empenhadas da Idade Média.
Título: D. Teresa, a primeira rainha de Portugal.
Editora: Esfera dos Livros
Colecção: História Biográfica
Nº. de páginas: 256+40 extra-textos
P.V.P. - 23 € Formato: 16 x 232,5
Para outros títulos desta editora, ver: www.esferadoslivros.pt
Disponível para consulta na biblioteca do PARM / Museu do Ferro & da Região de Moncorvo.

Ainda pode apreciar esta exposição até ao final deste mês, no Auditório do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo.
Instalação da rede de captura de aves para demonstração.
Momento da palestra do Engº Afonso, sobre as aves da região
Outro aspecto da palestra e do público presente.
Sr. Norberto Santos, mostrando o material para estudo das aves.
Sr. Norberto recolhendo um pássaro que caíu na rede de captura.
Após este momento, com bastante público interessado, voltou-se aos jardins onde um Chamariz acabara de cair na rede. Foi-lhe colocada uma anilha simples (vermelha) sem outra indicação, embora na prática corrente se coloquem anilhas com identificação da instituição e um número de referência, como fazia o Professor Santos Jr.. Esta prática visava a reconstituição dos trajectos migratórios e as zonas de dispersão das aves.
Chamariz (Serinus serinus) recolhido na rede de captura montada no jardim do Museu do Ferro e que foi imediatamente libertado após identificação.
Da parte da tarde, e apesar da chuva, um grupo de “resistentes” fez o trajecto previsto do caminho pelo sopé do Roborêdo até à Quinta de Diogo Vaz (Mindel), Qtª. da Margarida, e Ecopista, de regresso a Torre de Moncorvo.
- Sobre este percurso, ver reportagem de Aníbal Gonçaves, um dos participantes, no Blog "À descoberta de Torre de Moncorvo": http://descobrirtorredemoncorvo.blogspot.com/
A vila de Torre de Moncorvo vista da antiga estrada real que seguia pelo sopé da Serra.
O caminho seguido, a partir da rua da estação de C.F., coincide com o da velha estrada real que terá sido usada, pelo menos desde a Idade Média até final do séc. XIX, pelos viandantes que quisessem ir para Mós, Freixo de Espada à Cinta ou Miranda do Douro. Uma boa parte do seu troço era calcetado com pedras ferrenhas (hematite), tal como a descreveu o Dr. João de Barros (ver "Geografia de Entre Douro e Minho e Trás-os-Montes") nos meados do século XVI: "há uma calçada toda em ferro entre a vila de Torre de Mencorvo e Mós". Infelizmente, uma parte dessa calçada foi coberta de asfalto, numa extensão de cerca de 1 km. Contudo, na parte não asfaltada, ainda se podem ver vestígios da tal calçada de hematite, até próximo da Quinta do Mindel, ou Diogo Vaz.

Mordomas da Senhora da Conceição, que encontrámos a cuidar desta capela, junto ao caminho.

Casa da Floresta (ou dos Serviços Florestais), um belo exemplar de arquitectura dos anos 40 do séc. XX, num estilo conhecido por "Português Suave". Em todo o caso é uma arquitectura integrada, que contrasta com o enorme e disforme armazém que lhe fica próximo...
Ao longo da jornada, para além das aves (um tanto recolhidas devido ao mau tempo), foi possível ver outros aspectos de interesse, como as espécies arbóreas (cedros, carvalhos, pinheiros), arbustivas (medronheiros) e vegetação rasteira com destaque para as flores campestres. Num bosque de carvalhos negrais, avistou-se um esquilo, que rapidamente se esgueirou pela árvore acima.
Os medronheiros continuam a medrar na serra, por entre o arvoredo. Já o escritor Campos Monteiro assinalara a sua presença neste local, no primeiro quartel do séc. XX.Na quinta de Diogo Vaz fomos cordialmente recebidos pelo feitor, que nos permitiu o vislumbre da magnífica paisagem, a partir do afloramento rochoso sobranceiro à casa da quinta, pertencente ao Sr. Engº. Guerra Junqueiro. Tomando depois o caminho desta quinta para a E.N. 220, passámos depois pela Quinta da Margarida, em direcção da Ecopista, a qual aproveitou o traçado do caminho de ferro, da Linha do Sabor.
Apesar da chuva, um grupo de entusiastas cumpriu o programa da caminhada pelo Roboredo, observando aves e a natureza em geral, além dos aspectos arqueológico-históricos.

Vista geral da Quinta de Diogo Vaz, ou de Mindel, talvez com origem num pequeno paço medieval.