



Rev. Tellus, nº. 48, Junho de 2008
Sobre o livro referido, aqui fica esta sinopse:
Teresa de Portugal, mãe de D. Afonso Henriques, é uma personagem fundamental da História portuguesa. No entanto a sua vida é pouco conhecida. E o que se sabe tem sido distorcido por interesses políticos e por preconceitos ancestrais. Descendente de nobres portucalenses, entre outros a poderosa Mumadona de Guimarães, ao casar-se com Henrique de Borgonha, seu pai, o rei D. Afonso VI de Castela e Leão, deu-lhe em dote os ricos e estratégicos territórios a sul do Minho que constituíram a origem do Portugal actual. Viúva aos vinte e cinco anos com três filhos pequenos, durante dez anos de governo autónomo e proveitoso, soube ganhar o apoio dos colaboradores do seu marido, como Egas Moniz, repelir os ataques muçulmanos a Coimbra e vencer mais de uma vez, pela astúcia ou pelas armas, a sua meia-irmã, a rainha Urraca de Castela. Caso único da História ocidental, uma mulher pode assim colocar-se à cabeça de um regnum até então inexistente e exercer o poder com o mesmo desembaraço que os homens. Em 1116, o Papa Pascoal II reconheceu-lhe o título de Rainha de Portugal. A sua relação política e sentimental com o conde Fernando Pérez de Trava desencadeou a rejeição daqueles que, baseados numa tradição milenar, consideravam que o governo nas mãos de uma mulher era algo perigoso ou, até mesmo, diabólico. Um confronto que acabaria em 1128 com a lendária batalha de São Mamede em que D.Teresa foi derrotada pelas forças partidárias do seu filho e herdeiro. Primeira narrativa da extraordinária vida de uma das governantes mais originais, inteligentes e empenhadas da Idade Média.
Título: D. Teresa, a primeira rainha de Portugal.
Editora: Esfera dos Livros
Colecção: História Biográfica
Nº. de páginas: 256+40 extra-textos
P.V.P. - 23 € Formato: 16 x 232,5
Para outros títulos desta editora, ver: www.esferadoslivros.pt
Disponível para consulta na biblioteca do PARM / Museu do Ferro & da Região de Moncorvo.

Ainda pode apreciar esta exposição até ao final deste mês, no Auditório do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo.
Instalação da rede de captura de aves para demonstração.
Momento da palestra do Engº Afonso, sobre as aves da região
Outro aspecto da palestra e do público presente.
Sr. Norberto Santos, mostrando o material para estudo das aves.
Sr. Norberto recolhendo um pássaro que caíu na rede de captura.
Após este momento, com bastante público interessado, voltou-se aos jardins onde um Chamariz acabara de cair na rede. Foi-lhe colocada uma anilha simples (vermelha) sem outra indicação, embora na prática corrente se coloquem anilhas com identificação da instituição e um número de referência, como fazia o Professor Santos Jr.. Esta prática visava a reconstituição dos trajectos migratórios e as zonas de dispersão das aves.
Chamariz (Serinus serinus) recolhido na rede de captura montada no jardim do Museu do Ferro e que foi imediatamente libertado após identificação.
Da parte da tarde, e apesar da chuva, um grupo de “resistentes” fez o trajecto previsto do caminho pelo sopé do Roborêdo até à Quinta de Diogo Vaz (Mindel), Qtª. da Margarida, e Ecopista, de regresso a Torre de Moncorvo.
- Sobre este percurso, ver reportagem de Aníbal Gonçaves, um dos participantes, no Blog "À descoberta de Torre de Moncorvo": http://descobrirtorredemoncorvo.blogspot.com/
A vila de Torre de Moncorvo vista da antiga estrada real que seguia pelo sopé da Serra.
O caminho seguido, a partir da rua da estação de C.F., coincide com o da velha estrada real que terá sido usada, pelo menos desde a Idade Média até final do séc. XIX, pelos viandantes que quisessem ir para Mós, Freixo de Espada à Cinta ou Miranda do Douro. Uma boa parte do seu troço era calcetado com pedras ferrenhas (hematite), tal como a descreveu o Dr. João de Barros (ver "Geografia de Entre Douro e Minho e Trás-os-Montes") nos meados do século XVI: "há uma calçada toda em ferro entre a vila de Torre de Mencorvo e Mós". Infelizmente, uma parte dessa calçada foi coberta de asfalto, numa extensão de cerca de 1 km. Contudo, na parte não asfaltada, ainda se podem ver vestígios da tal calçada de hematite, até próximo da Quinta do Mindel, ou Diogo Vaz.

Mordomas da Senhora da Conceição, que encontrámos a cuidar desta capela, junto ao caminho.

Casa da Floresta (ou dos Serviços Florestais), um belo exemplar de arquitectura dos anos 40 do séc. XX, num estilo conhecido por "Português Suave". Em todo o caso é uma arquitectura integrada, que contrasta com o enorme e disforme armazém que lhe fica próximo...
Ao longo da jornada, para além das aves (um tanto recolhidas devido ao mau tempo), foi possível ver outros aspectos de interesse, como as espécies arbóreas (cedros, carvalhos, pinheiros), arbustivas (medronheiros) e vegetação rasteira com destaque para as flores campestres. Num bosque de carvalhos negrais, avistou-se um esquilo, que rapidamente se esgueirou pela árvore acima.
Os medronheiros continuam a medrar na serra, por entre o arvoredo. Já o escritor Campos Monteiro assinalara a sua presença neste local, no primeiro quartel do séc. XX.Na quinta de Diogo Vaz fomos cordialmente recebidos pelo feitor, que nos permitiu o vislumbre da magnífica paisagem, a partir do afloramento rochoso sobranceiro à casa da quinta, pertencente ao Sr. Engº. Guerra Junqueiro. Tomando depois o caminho desta quinta para a E.N. 220, passámos depois pela Quinta da Margarida, em direcção da Ecopista, a qual aproveitou o traçado do caminho de ferro, da Linha do Sabor.
Apesar da chuva, um grupo de entusiastas cumpriu o programa da caminhada pelo Roboredo, observando aves e a natureza em geral, além dos aspectos arqueológico-históricos.

Vista geral da Quinta de Diogo Vaz, ou de Mindel, talvez com origem num pequeno paço medieval.

O encarregado do Museu e secretário da direcção do PARM no uso da palavra.
Como disse na ocasião o Encarregado do Museu, esta foi uma forma de homenagear e agradecer às inúmeras pessoas que têm ajudado o Museu do Ferro, desde os tempos do núcleo museológico da Ferrominas, sedeado no Carvalhal, assim como às entidades que contribuíram para a sua concretização e afirmação, ou ainda aos patrocinadores mais regulares dos eventos realizados, que têm colaborado oferecendo produtos ou serviços das suas áreas de actividade.
Aspecto parcial da Exposição e do público presente durante a sessão de criação dos Amigos do Museu
Foram agraciadas 37 pessoas e instituições, incluindo um caso a título póstumo, que foi o do Director da Ferrominas em Torre de Moncorvo, Engº. Gabriel Monteiro de Barros, um entusiasta e impulsionador da criação do Museu do Ferro daquela empresa mineira.
Os responsáveis presentes, do PARM e do município de Torre de Moncorvo, manifestaram ainda a intenção de, em cada ano, no dia internacional dos Museus, adicionarem novos Amigos à lista actual, conforme a colaboração prestada, esperando-se que um dia todos os moncorvenses (e não só) possam caber nesta classificação. Ou seja, pode-se "perder" em ingressos o que se ganhou em outras formas de colaboração, mas com acréscimo de um aspecto muito importante: as pessoas passarão a sentir o museu como "mais seu", conforme o "slogan" adoptado: "O Museu é Seu!"...
Caros Sócios,
Quanto ao livro, como escreveu a propósito o Prof. Doutor João David Pinto Correia (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e do Centro de Tradições Populares portuguesas), "o estudo de Maria da Assunção Anes Morais (...) constitui apreciável contributo para o aprofundamento de um dos vectores mais importantes na obra de Miguel Torga (...). Percorrem-se atentamente as centenas de páginas da obra do escritor transmontano e, a partir da sistematização das oportunas e abundantes ocorrências, consideram-se com pertinência e muito cuidado os costumes, as crenças, as festas, as romarias, as composições orais tradicionais (canto das malhas, teatro popular, lendas), tudo quanto, nesse "reino maravilhoso" impressionou o saber e a sensibilidade do médico e escritor, mas, poder-se-á acrescentar, de um muito atento observador de vocação etnográfica, com curiosidade de antropólogo (...)".
Embora a hora seja pouco propícia, fica o convite aos nossos associados e ao público em geral para participarem nesta apresentação, dado o aliciante do tema, e num tempo em que a Trasmontânia parece estar a definhar, exaurida de gentes e esquecida das suas tradições de antanho...
Ficha Técnica:
Título: "Entre quem é! Tradições de Trás-os-Montes e Alto Douro no Diário de Miguel Torga"
Autora: Maria da Assunção Anes Morais
Ano de publicação: 2007
Editora: Pé de Página - http://www.pedepagina.pt/

Do programa do "Sons e Ruralidades", retiramos este excerto: "O conhecimento tradicional é um factor de consciência ecológica no seu papel de formação e conservação do ambiente. O festival Sons & Ruralidades, pretende ser um novo modelo de festival cultural, superando o espaço e tempo do festival para revitalizar e regenerar a região rural do nordeste transmontano."
E ainda: "Este festival faz parte de um programa de desenvolvimento para esta região, procurando que a arte e a cultura sejam a causa para a revitalização da região, procurando novas aproximações artísticas, sociais e económicas. Estimulando sinergias entre o património faunistico e floristico e o património cultural, material e imaterial. Pensando os humanos como parte da natureza e a biodiversidade como um todo. Criando novas oportunidades de criar e de reflectir colectivamente sobre o desenvolvimento local e proporcionando novas visões de futuro. Paralelamente ao processo de globalização e da suposta homogeneização cultural à escala mundial, instala-se a revalorização da diversidade, tornando-se necessário respeitar e incorporar nos processos de desenvolvimento a cultura das populações destinatárias. Segundo David Barkin, a sustentabilidade não é apenas um assunto de protecção do ambiente, de justiça social e de desenvolvimento mas trata sobretudo das pessoas e da nossa sobrevivência como indivíduos e cultura."
Porque este é também o nosso entendimento, aqui fica o nosso apoio e as nossas felicitações à organização do Sons e Ruralidades.
E aqui vai o programa das festas (se bem que o dia 1 já tenha passado, ainda podem aproveitar os seguintes):
PROGRAMA "SONS E RURALIDADES":
Dia 1 de Maio, Quinta – feira
16.30h – Recepção dos participantes
18.00h – Exposição Fotográfica de João Pedro Marnoto – "Nove Meses de Inverno e Três de Inferno", Pavilhão Multiusos
Tomando partido numa expressão popular oriunda do Douro e Trás-os-Montes, o trabalho reflecte sobre as gentes que se perdem para lá das encostas do rio Douro, enraizadas na terra que lhe sustenta a fome e na fé que lhe aponta aos céus, numa vertigem agreste e íngreme na temperatura da alma, do corpo e da natureza. Mais informações: http://www.jpmarnoto.com/jpp.html
21.30h – ABERTURA DO FESTIVAL, comemoração do "Dia da Dança"
Arraial Tradicional
Dia 2 de Maio, Sexta-feira:
10.00h: Actividades para crianças, Pavilhão Multiusos
10.00h:Workshop de Iniciação "Paisagens sonoras, recolha e edição"
Os artistas sonoros (membros do colectivo da Associação Cultural - Binaural) Rui Costa (http://www.myspace.com/ruigcosta) e Maile Colbert (http://www.myspace.com/colbertmaile) levarão a cabo um workshop de iniciação à recolha e edição paisagens sonoras. Serão abordados aspectos centrais como as diversas tecnologias de captação sonora (quer gravadores, quer microfones), as metodologias de escolha temática e de trabalho de campo e os processos de edição e masterização sonora.
Das 14.30h às 18.30h: Palestras / Debates, Pavilhão Multiusos
"Cozinha vegetariana" - dicas e truques" com Filipa Carrêtas
"Promoção do Ordenamento e Gestão Florestal" com Letícia Diegues, Agriarbol
"Ecoturismo e Valorização dos Produtos Locais na Conservação do Lobo" com Clara Espírito Santo, Montes de Encanto
"Campanha roupas limpas", apresentação e projecção de filme/vídeo sobre Transgénicos (OGM´s), Sara Leão, GAIA
"Como fazer o licor da Avó" Manuela Rosário, Licores para Escorropichar, Santulhão
15.00h: Actividades para crianças: Ateliers de Expressão Plástica/Expressão Dramática/Educação Ambiental, Pavilhão Multiusos
Pretende-se com estas actividades dirigidas ás crianças educar através da arte. Nestes ateliers as crianças poderão pintar, construir instrumentos e outros objectos com materiais reciclados/recicláveis assim como participar em vários jogos didácticos. Propomos assim despertar a criatividade/espírito crítico, incutir uma consciência ecológica e despertar o interesse pelo riquíssimo património cultural e natural da região. Orientada por Miguel Ferreira, Verónica Tiago e Alejandra Kirmayer.
Das 15.00h às 17.00h: Projecção de vídeos, Pavilhão Multiusos
A Binaural – Associação Cultural apresenta uma selecção de vídeos realizados entre 2006 e 2007 no Centro de Residências Artísticas de Nodar. Estes vídeos resultam de projectos artísticos desenvolvidos em articulação com o contexto geográfico e/ou sócio-cultural de Nodar, uma pequena aldeia rural situada no vale do Rio Paiva, entre as serras da Gralheira e do Montemuro (distrito de Viseu, Concelho de S. Pedro do Sul). Mais informações: http://www.binauralmedia.org/.Souvenirs de Carmella. De Vered Dror (Israel). 2007Contos do Paiva. De Martin Clarke (Reino Unido) e Alicja Rogalska (Polónia). 2007 Diálogos Tácteis. De Xesús Valle (Galiza, Espanha). 2007Nodar Fora do Tempo. De Colectivo Fora do Tempo (León, Espanha) (dirigido por Nilo Gallego). 2006Split Pea Soup. De Suzanne Caines (Canadá). 2007Over the Eyes. De Maile Colbert (EUA). 2007
Outros:
Ls Piolho
15.00h: Danças Tradicionais Mirandesas Pavilhão Multiusos
16.30h: Jogo do Pau Pavilhão Multiusos
O Jogo do Pau é a arte marcial Portuguesa por excelência, em todo o seu esplendor, dinâmica e eficácia. O jogo do Pau surgiu numa altura em que a espada era para alguns um elemento sagrado, contudo, apenas acessível à nobreza. Estando esta interdita ao povo, este aperfeiçoava habitualmente, sistemas de combate alternativos, geralmente com recurso a ferramentas do dia-a-dia. Foi nesta altura que o povo desenvolveu um sistema de combate utilizando como arma o cajado que acompanhava o seu portador para todo o lado, em especial pastores e camponeses. Associação de Jogos Tradicionais da Guarda.
17.00h: Abertura da Feira - Mostra de Associações e Artesanato
18.00h: Oficina de Danças Tradicionais Pavilhão Multiusos
O reencontro das culturas do mundo, poderá estar presente na música e na dança. Neste workshop as Danças Tradicionais marcam a sua presença, em que pode-se aprender danças de pares e de grupo, na sua maioria oriundas do centro da Europa. Danças de pares, como é o caso da valsa, mazurka, scottisch, polska e bourrée, e danças de grupo como é o caso do andró, circulo circassiano, reel, chapelloise, mardi gras, gavotte l'aven, viras portugueses. Orientada por Alexandre Matias membro do Mosca Tosca.
21.30h: Concertos
Mosca Tosca
"... e no início era só música, nem palavras, nem actos, nem sabores, imagens..."
Ninguém se lembraria de nada semelhante. É tosca, claro, é mosca, o que pode ser aborrecido, mas é única e é um convite à dança. Uma fusão grotesca como uma pintura de Brueghel, uma viagem no tempo, em todas as épocas, em todos os gestos. Ó tu, que me lês, aceita o convite, danças? Alexandre Matias; Vitor Cordeiro; Luisa Corte; Mário Dias; Carlos Alves. Mais informações: http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendID=193913265
Trasgo "Música electrónica mirandesa"
Projecto criado por Manuel Meirinhos, tem como ideia base fundir os instrumentos e a música tradicional com os sons e ritmos electrónicos. Porque as casas de pedra no planalto mirandês já tem internet e ouvem-se na rua gaiteiros a tocar à volta da fogueira de Natal como manda a tradição. Porque não juntar à festa uns sintetizadores e ligar ao presente a música intemporal que nos deixaram os nossos avós?
Manuel Meirinhos, Alexandre Meirinhos e Camões.
Mais informações: http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendID=106573236
Dia 3 de Maio, Sábado:
10.00h: Visita à Aldeia de S. Joanico
Actividades tradicionais rurais (produção de pão em forno de lenha, fiar a lã, produção de mel, tricotar…)
Percurso Pedestre pelo Rio Angueira.
12h00: Aula de STRETCHING (local a confirmar). Orientada por Romana Braga.
O STRETCHING é uma ginástica de alongamento. Nos animais, o alongamento é instintivo mas os homens, através da civilização, perderam esse instinto. O STRETCHING não pode ser encarado como uma actividade isolada e, por este motivo, é incluído na prática de qualquer actividade física. Experimente!
14.30h: Oficina de Cantares Tradicionais, Pavilhão Multiusos
Os Cantares Tradicionais reflectem raízes profundas amealhadas ao longo de sucessivas gerações e que se mantêm, na sua essência, na prodigiosa memória de uma mão cheia de pessoas idosas. Esta oficina será uma oficina de recolhas como uma forma de reviver as raízes dos cantares, com a presença das cantadeiras da aldeia de Caçarelhos Ti Adélia, Ti Beatriz e Ti Avelina.
14.30h:Oficina de pequenas percussões de acompanhamento, Pavilhão Multiusos
As pequenas percussões são pandeiros, pandeiretas, tracanholas, castanholas, charrascas (conchas), entre outras, geralmente usadas para acompanhar o canto. Orientada por Paulo Meirinhos membro do Galandum Galandaina
Das 15.00h às 17.00h: FOLK-LORE, filme de Tiago Pereira (Estreia)
Um realizador de vídeo guarda imagens; elas são o seu material de trabalho. Depois entretém-se com elas: corta, cola, mistura, faz andar p'rá frente, p'ra trás… A ideia é contar histórias, as dos outros e a sua. Tiago Pereira , realizador de vídeo com mais de cem horas de recolhas vídeo gravadas, decidiu dar-lhes uso, usando-as de forma livre e criativa. Se as recolhas ficarem na fita ou no computador (hoje as gavetas já pouco guardam) seremos uns monstros que comem tradições mas não as digerem, não as transformam. É urgente usar as tradições e transformá-las para que não fiquem nas barrigas dos monstros.
Folk - Lore Vídeo Magazine estará disponível em http://modularvideo.blogspot.com/ e em http://www.myspace.com/tiagopereira.
15.30h: Oficina de Danças Tradicionais orientada por Alexandre Matias, Pavilhão Multiusos
15.30h: Oficina de Percussão, Pavilhão Multiusos
"O objectivo desta oficina é a comunicação através de sons e fomentar a imaginação e a improvisação criativa." Orientada por Tiago Soares membro do "Pé na Terra".
16.30h: Jogo do Pau (Terreiro do Pavilhão Multiusos)
Das 16.00h – 18.00h: Actividades das Associações:
Cogumelos Silvestres – Conservação e Gastronomia com Porfírio Lima
Ambiente, cultura e sustentabilidade com Paulo Pereira
Paisagens Sonoras com Luís Costa, Binaural Associação Cultural (http://www.binauralmedia.org/)
17.00h: Abertura da Feira e mostra de Associações e Artesanato
18.00h – Teatro (a confirmar)
21.30h – Concertos:
Mayalde, Espanha
"Os concertos de Mayalde são dificeis de explicar porque o mundo das sensações não se podem meter numas linhas" Mais informações: http://www.aepga.pt/portal/PT/256/default.aspx
Pé Na Terra, Portugal
Os Pé na Terra nascem em 2005 com três elementos: Cristina Castro, Ricardo Coelho e Tiago Soares. Com forte influência na recolha e interpretação de temas tradicionais portugueses e na criação de temas originais, este projecto usava apenas instrumentos das nossas terras. Em 2006 partem para uma nova formação. Integram, então, o grupo, Tânia Pires, Rui Leal e Rui Pedro, percorrendo Portugal e Espanha em diversos palcos, bares e festivais. Em 2007 o grupo sofre novas mudanças. Mantendo-se os membros iniciais e juntando-se a eles Adérito Pinto e Hélio Ribeiro, que chegados de meios musicais muitos distintos como o rock e o metal, trazem na bagagem um baixo eléctrico e uma guitarra electro-acústica que contribuem para uma nova sonoridade do grupo. Esse entrelaçado de ideias vai de encontro ao actual movimento de revolução da música tradicional, tendo uma grande aceitação no público em geral, levando assim, o grupo, no final do ano, à gravação e publicação do seu primeiro álbum. Mais informações: http://www.myspace.com/penaterra
Dia 4 de Maio, Domingo
10.00h: Viagem até Algoso
FEIRA DE BURROS EM ALGOSO
JOGOS TRADICIONAIS
ANIMAÇÃO MUSICAL
DESFILE
GINCANA DE BURROS