
Mais informamos que o distinto orador é professor universitário jubilado da Universidade de Amesterdão, onde foi professor de Literatura Portuguesa, de 1964 a 1988. Natural de Vila Nova de Gaia, tem as suas origens em Estevais de Mogadouro e, mais remotamente, numas quintas hoje abandonadas, algures no limite da freguesia de Carviçais (concelho de Torre de Moncorvo).
Tendo saído de Portugal por motivos políticos em 1945, depois de uma passagem pelo Brasil, fixou-se na Holanda em 1956, onde trabalhou inicialmente no departamento comercial da embaixada brasileira. No âmbito da sua actividade universitária e como escritor, na Holanda, deu a conhecer vários clássicos da literatura portuguesa (por exemplo Eça de Queiroz e Raul Brandão), e aí escreveu obras que foram "best sellers", tais como os livros Com os Holandeses (1972) e Ernestina (1998), para já não falar de Portugal: um guia para amigos (Portugal, een gids voor vrienden, ed. De Arbeiderspers, 1ª ed., 1989), que nunca teve versão portuguesa, e que é responsável pela procura de Portugal por parte de muitos turistas holandeses.
Apesar de ser muito conhecido e estimado na Holanda, Rentes de Carvalho é um autor quase desconhecido em Portugal, apesar de se ter estreado há exactamente 40 anos, com o seu romance Montedor.
Assim, esta Conferência é uma proposta que lhe fazemos para conhecer um país da Europa do Norte com o qual Portugal nem sempre teve as melhores relações no passado e do qual pouco mais conhecemos que as tulipas e a selecção de futebol. E é uma proposta de descoberta através de um olhar autorizado e (escalpelizador) de um português, nosso conterrâneo, que (con)vive há várias décadas com esse enigmático povo do Norte, onde fez carreira sem ser como estivador ou operário de construção civil, como muitos dos nossos patrícios honradamente fizeram/fazem e que ele tão bem retrata (por exemplo em A amante holandesa, ed. port., 2003).

Em resumo, ouvir falar da Holanda através das palavras do Prof. Rentes de Carvalho, com a sua argúcia, fina ironia e permanente bom humor, além do muito saber, não só livresco mas sobretudo vivido, é um privilégio único!
Além disso, o objectivo deste encontro, no Museu do Ferro, é ainda prestar uma homenagem ao Homem e Escritor que infelizmente tão pouco valorizado tem sido no seu país de origem (apesar de lhe ter sido atribuída a comenda da Ordem do Infante D. Henrique em 1991 e de ter recebido a Medalha de Ouro da cidade de Vila Nova de Gaia, sua terra natal, em 1992), por ocasião da celebração dos 40 anos da sua carreira literária, firmada com o lançamento de Montedor.
Durante a sessão serão apresentados filmes promocionais e distribuídos folhetos sobre a Holanda que nos foram gentilmente cedidos pela Embaixada do Reino dos Países Baixos em Lisboa (designação oficial da Holanda), a quem agradecemos toda colaboração prestada.
Para os interessados, estarão ainda disponíveis para venda alguns livros do professor Rentes de Carvalho.
Contamos com a sua presença no próximo Sábado à tarde!
Não se esqueça, e traga um(a) Amigo(a) também!...
Para mais informações sobre Rentes de Carvalho, ver:
http://www.jrentesdecarvalho.nl/port/index.htm,
ou o seu blog: http://tempocontado.blogspot.com/ (temos um link no nosso blog)





Conforme dissemos no "post" anterior, será realizado no próximo Sábado, dia 29 de Março, um Passeio da Pascoela, organizado pelo Museu do Ferro & da Região de Moncorvo/Câmara Municipal de Torre de Moncorvo/PARM e Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo.

A obra está provisoriamente exposta na galeria de passagem do Museu, devendo depois constituir acervo da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, que patrocinou o trabalho.



Foi inaugurada nos jardins do Museu do Ferro, no passado dia 1 de Março (sábado), uma exposição intitulada: “Amendoeira em Flor, uma abordagem artística”, que consta de várias esculturas (ou instalações) reproduzindo amendoeiras floridas, executadas em diversos materiais, desde arame, ferro, madeira, papel, “caricas” e até pipocas.


O facto de se ter feito esta inventariação, com tratamento das peças artísticas e, sobretudo, uma Exposição que acabou por conferir valor social a um património esquecido é de se louvar e apoiar. Apesar da rusticidade de algumas imagens (o que lhes dá um certo ar naïf), a sua antiguidade (entre o século XVII e XVIII) e o facto de serem uma manifestação da religiosidade popular que se inscreve na devotio e no pietismo do Barroco, conferem à exposição um particular significado antropológico e sociológico.










