sexta-feira, 28 de março de 2008

Passeio da Pascoela, dia 29 de Março - Programa

Conforme dissemos no "post" anterior, será realizado no próximo Sábado, dia 29 de Março, um Passeio da Pascoela, organizado pelo Museu do Ferro & da Região de Moncorvo/Câmara Municipal de Torre de Moncorvo/PARM e Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo.

Aqui fica o programa, com alguns apontamentos à margem:

15;00 horas - Concentração no Jardim Municipal Dr. Horácio de Sousa, de todos interessados em participar nesta jornada;

15;15 horas - início da marcha, a pé, pela rua de Sant'Iago, cortando ao lado do cemitério para as Aveleiras e tomando o caminho velho para a Senhora da Esperança. - Este seria o trajecto mais antigo que os moncorvenses tomavam para a Srª da Esperança, antes de haver a Estrada Real (do século XIX) depois designada por E.N.220. O caminho velho, de origem medieval, ia da vila da Torre de Mem Corvo ou Mencorvo (como dantes se dizia e escrevia) para o Pocinho, no Douro, que era atravessado numa barca, com destino às terras do Sul, pelas Beiras. Pouco antes da Srª da Esperança, havia um desvio, por outro caminho que levava quer à Açoreira, quer à barca do Peredo dos Castelhanos, pela Srª da Teixeira e Santa Marinha. Estas capelas, tal como a de Srª da Esperança, possuem alpendres para abrigo dos viandantes ou peregrinos colhidos por alguma chuvada, ou simplesmente pela noite, onde pernoitavam. São, por isso, Caminhos de Santiago, que passavam por Torre de Mencorvo, o que explica o facto de este ter sido o primeiro orago (padroeiro) da vila. Nos meados do século XIII, no tempo em que a sede do concelho ainda era na "Vila velha" (Santa Cruz da Vilariça), existia já uma aldeia chamada Torre de Mendo Corvo com uma igreja dedicada a Santiago, a qual ficava junto da entrada actual do cemitério (cujo portão tem a data de 1869). Foi depois chamada de Santo Cristo (daí o nome de um olival, mais abaixo, onde viria a surgir o bairro deste nome, nos anos 70 do século XX) e finalmente demolida por volta de 1880. Os únicos testemunhos que ficaram foram o topónimo Santiago, aplicado à rua que vai do Jardim até ao cemitério e uma escultura medieval do Santiago Mata-mouros, que foi colocada sobre a Fonte de Santiago. Esta escultura é muito anterior à fonte filipina (do séc. XVII) e para ela chamámos a atenção, nos idos anos 80 (ver livro Alto Douro-Douro Superior, de F. de Sousa e Gaspar M. Pereira, Presença, 1988). Eis a razão da nossa proposta para este trajecto: reconstituir o percurso do Caminho de Santiago, e, ao mesmo tempo, retomar a tradição de "desfazer o folar" (é uma espécie de 2 em 1!)

16;15 h - Visita à capela de N. Srª da Esperança, convívio e merenda. - Como dissemos atrás, a capela de N. Srª. da Esperança fica situada ao lado do antigo caminho medieval que ia de Torre da Moncorvo para o Douro, o qual atravessava o adro e seguia pela cumeada deste braço da serra, atravessando a actual E.N. 220 junto de um eucalipto da Qtª da Ventosa. É uma construção singela, mas de grossas paredes, assente sobre um afloramento rochoso. Tem um pórtico em arco quebrado (ogival) o que, a par de outros elementos, nos faz pensar que a sua construção remonta ao fim da Idade Média (século XV). A capela-mor destaca-se da nave através de um arco triunfal com aduelas em granito, decorado com motivos perlados. Durante obras realizadas nos finais dos anos 80 do século XX, descobriram-se, no interior da capela-mor, sob a cal, umas pinturas a fresco representando frades e outros motivos, de grande perfeição e com alguma semelhança com as de N. Srª da Teixeira. Alertámos então o Instituto Português do Património Cultural e o Instituto José de Figueiredo (ligado à conservação e restauro) e propusémos a classificação da capela como Imóvel de Interesse Público. Este processo arrastou-se durante anos, tendo como desfecho a não classificação, porque, entretanto, as pinturas voltaram a "desaparecer", ou sob a tinta plástica, ou picadas e rebocadas, apesar do apelo que fizemos junto do então presidente da Junta. Em boa hora a actual presidente da Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo, com o apoio do município, está a cuidar de outra maneira o património desta instituição, como se pôde ver pela exposição "Memórias de Fé" de que demos conta num "post" anterior. Poderíamos dizer: "sinal dos tempos!", se não se continuassem a fazer por aí tantos atentados que até parece que isto é mais sinal da sensibilidade de quem está à frente das instituições, do que propriamente dos tempos...


Aproveitamos para referir que a exposição "Memórias de Fé", promovida pela Junta, com algum apoio técnico do PARM, foi o corolário de um inventário de arte sacra e alfaias religiosas, desenvolvido pelo Dr. Luís Miguel Lopes (também nosso associado) e pode ainda ser visitada no Centro de Memória (na rua Visconde de Vila Maior, em Torre de Moncorvo). Aí se encontram, por exemplo, as imagens dos Santos da capela de Srª. da Esperança, o que torna ainda mais pertinente esta visita.

Voltando à N. Srª da Esperança, temos que dizer que não era só na Pascoela que os moncorvenses acorriam a este lugar. Por alturas do Outono aqui se fazia também uma festa dedicada à patrona da capela, como se depreende da narrativa do nosso escritor Campos Monteiro (1876-1933), intitulada "A tragédia de um coração simples" (in Ares da minha serra, 1ª ed. 1933): Logo no início da história aparece a cobrideira de amêndoa ti'Ana, trabalhando à porta de casa, e preparando uma encomenda de nove arrobas de amêndoa coberta para a dita festa. E, mais tarde, depois de injustamente preso, vemos o João Caramês, muito triste, espreitando pelas grades da cadeia os foguetes que estralejavam na noite, na festa de Senhora da Esperança. Por estas passagens depreende-se que a festa ainda se fazia nos inícios do século XX.
N.R.

***

Esperamos que nos acompanhe, no próximo Sábado, nesta jornada que, da nossa parte, se pretende cultural, lúdica e desportiva, independentemente de motivações íntimas de cada um
(referimo-nos ao aspecto devocional, que obviamente devemos respeitar).


Por razões logísticas, agradecemos que proceda à sua inscrição até ao dia 28 (sexta-feira), através dos contactos do Museu do Ferro (tel. 279 252 724) ou Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo (tel. 279 252 689).

A TRADIÇÃO DE “DESFAZER O FOLAR” NA REGIÃO DE TORRE DE MONCORVO

Informamos os nossos consócios e público em geral que se vai realizar no próximo Sábado, dia 29.03.2008, um percurso pedestre que designámos como Passeio da Pascoela, visto que nos inspirámos na antiga tradição moncorvense de se desfazerem os folares junto da capela de N. Srª da Esperança, a poucos quilómetros da vila de Torre de Moncorvo.

Capela de N. Srª da Esperança (pertencente à Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo)

Nesses tempos, este convívio era feito na segunda-feira da Pascoela, o que agora se torna mais difícil por causa dos horários de trabalho, pelo que optámos pelo passeio pedestre no Sábado.

Esta é uma iniciativa conjunta do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, tutelado pela Câmara Municipal de Torre de Moncorvo e pela associação do PARM, e da Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo.

A propósito deste evento, aqui ficam algumas notas sobre a sua razão de ser:


Segundo diz o saudoso Padre Joaquim Manuel Rebelo (1922-1995), nosso Mestre, no seu livro A Terra Trasmontana e Alto Duriense. Notas Etnográficas (1995): “Depois da Páscoa era a festa dos folares, em lugares geralmente junto de velhas capelinhas, que a fé dos nossos avoengos espalhou por vales e montes. / Na segunda-feira da Pascoela muitos habitantes de Torre de Moncorvo deslocavam-se, a pé, até à Senhora da Esperança, mas sobretudo, à Senhora da Teixeira, carregados com os seus farnéis. / Na Senhora da Teixeira (…) havia missa cantada e depois no adro dançava-se animadamente ao som dos acordes da filarmónica de Torre de Moncorvo ou do realejo e concertina e saboreavam-se, à sombra das amendoeiras, as merendas, onde as empadas recheadas do apetitoso presunto e do saboroso salpicão eram o principal manjar./ As azeitonas, o queijo e o vinho faziam o acompanhamento. / Ao entardecer, depois de um dia bem passado, a nível espiritual, físico e lúdico, mais um bailarico, uns beijinhos dos namorados, às escondidas, e regresso a casa com um voto de ‘qu’eu pr’ò ano lá hei-de-ir’.”

Depois de mencionar o caso de Urros, onde a romaria para se “desfazer o folar” se realizava na capela de N. Srª do Castelo (um antigo “castro”), acrescenta o Padre Rebelo que também “havia em Freixo de Espada à Cinta O Desfazer dos Folares. / Anos atrás, grande número dos seus habitantes iam para o lugar chamado Salto nas proximidades da barragem espanhola de Saucelle servindo-se de todos os meios de locomoção e aí comiam ‘o folar, fogaças, empadas, etc. acompanhadas da respectiva pinga’/ Não faltavam os bailes e descantes e alegria a jorros”.

Capela do extinto ermitério de N. Sª da Teixeira (freguesia de Açoreira)

Como vimos, pelo testemunho do Padre Rebelo, algumas pessoas de Torre de Moncorvo também iam desfazer os seus folares à capela de N. Srª da Teixeira (junto de Sequeiros), que era muito mais longe do que a Senhora da Esperança (e já noutra freguesia – Açoreira), embora se pudessem deslocar de de burro, ou de mula, ou a cavalo). A capela de Srª da Teixeira é conhecida pelos seus famosos frescos do século XVI, em mau estado de conservação, apesar dos nossos apelos junto dos serviços do património, tendo caído em saco roto um contacto que fizemos, em tempos, com o Instituto José de Figueiredo (depois Instituto de Conservação e Restauro, presentemente integrado no Instituto de Museus e Conservação), assim como junto da direcção do IPPAR, igualmente sem êxito. Sobre estas pinturas saiu publicado um livro de autoria do nosso consócio Eugénio Cavalheiro (Os frescos da Srª da Teixeira, editado por João Azevedo Editor, Mirandela, 2000). Para o caso que nos interessa, é de notar que a capela de Srª da Teixeira, que esteve associada a um antigo eremitério, era também conhecida por Senhora dos Prazeres (mais tarde ainda, por Santa Rita, por terem adquirido uma imagem desta Santa).

Fresco sob a abóbada do alpendre da capela de Srª da Teixeira (Almas do Paraíso)

Curiosamente, a Senhora dos Prazeres, culto que parece apelar aos sentidos, está igualmente presente na Senhora do Castelo de Urros e na capela de Santa Marinha de Felgueiras, onde se fazia (e faz) outra festa dos folares, na segunda-feira da Pascoela. Depois do tempo sombrio e abstinente da Quaresma, seguia-se o tempo da libertação, dos “bailes e descantes e alegria a jorros”, como escreveu o Pe. Rebelo.

Quanto à tradição de se comer o folar nos campos deve ser uma reminiscência de antigos cultos pagãos relacionados com a Natureza, que nesta época do ano renasce para um novo ciclo. É tempo de Primavera (embora, como diz o Povo, “Março marçagão, de manhã cara de riso, à tarde cara de cão”, ou, sendo Abril, "águas mil"), os campos tornam-se verdes, mosqueados de florinhas, num convite ao passeio, que em tempos remotos seria ritual, culminando num ágape propiciatório da abundância dos mantimentos essenciais à subsistência. E esses produtos estão bem sintetizados nesse manjar tipicamente trasmontano que é o folar: a farinha/cereais, os ovos, e a “chicha”, sobretudo a “chicha” de, com a sua licença, o “reco” (animal venerado pelos nossos avoengos proto-históricos, como o comprova o “berrão” que é emblema da nossa associação).

Vimos também que estas romagens de confraternização com os campos, a Terra, a Mãe-Natureza, nesta época do ano, não eram exclusivas de Torre de Moncorvo. Embora o Padre Rebelo não refira, também na freguesia de Açoreira se cumpria a tradição, não só na capela de Senhora da Teixeira (onde se reuniam também os de Sequeiros e até de Torre de Moncorvo), mas também na Santa Marinha, onde há poucos anos se retomou a tradição que esteve meio apagada. Aqui se junta sobretudo o povo da Açoreira, desfazendo os farnéis à sombra das oliveiras e amendoeiras e a festa prolonga-se pela tarde, com bailaricos e jogos populares.

Ainda no concelho de Torre de Moncorvo, também Urros, na segunda-feira da Pascoela, se realizava (e realiza ainda, segundo nos informou a nossa consócia Bina Martins) a romaria à capela de N. Srª do Castelo, onde se desfaziam os folares. Como dissemos, tal como na Srª da Teixeira, nesta capela também era venerada a Srª dos Prazeres, sendo de notar a persistência deste culto associado a lugares onde se comia o folar na Pascoela. Do mesmo modo, o culto de Santa Marinha, que, para além da Açoreira, tem em Felgueiras uma capela (onde nos parece que também se reverencia a Srª dos Prazeres), e onde igualmente se “desfaz o folar” na segunda-feira da Pascoela. No caso de Felgueiras, esta era a grande festa dos moleiros, cujos moinhos jazem em ruínas junto da ribeira que recebe o nome desta capela (ribª de Santa Marinha, afluente da ribª de Mós). Sem interrupções, a tradição continua a realizar-se em Felgueiras, embora agora se faça no Sábado que precede o Domingo da Pascoela (fim de semana a seguir à Páscoa), pelas mesmas razões que nós antecipámos dois dias relativamente ao dia de preceito, ou seja, por segunda-feira ser dia de trabalho.

Como vimos, só na nossa região, havia (e continuam a manter-se) vários casos da tradição de se “desfazer o folar” na 2ª feira da Pascoela, apesar de agora se recuar a sua realização por causa dos dias de trabalho ditados pelos calendários rígidos impostos por um Estado Central que não entra em conta com as tradições locais (de que, noutro plano, é “bom” exemplo a célebre ASAE). Por outro lado, somos um povo pouco dado à preservação de certas tradições, sobretudo nos centros urbanos e semi-urbanos. No caso de Torre de Moncorvo, a última vez de que nos recordamos de haver uma reunião alargada e organizada, para se “desfazer o folar” foi nos meados dos anos 80 do século XX, tendo ocorrido na Srª da Teixeira, com algum impulso do Pe. Rebelo, que por essa altura havia reeditado uma monografia sobre aquele ermitério, escrita pelo Padre José Augusto Tavares nos inícios do séc. XX.

Provando que esta tradição deveria estar amplamente generalizada, talvez por toda a Península Ibérica, nas regiões onde o Cristianismo assimilou e ajudou a “fixar” as tradições pagãs ancestrais, vemos que em Salamanca, a grande cidade universitária castelhana, também existe a tradição de se desfazer o folar, a que chamam “el hornazo” (de “horno” = forno), mantendo-o, ainda hoje e sempre, na mesma segunda-feira da Pascoela, a que chamam o dia de “Lunes de águas”, como desde há anos nos conta o nosso amigo salmantino Angel Garcia. Nesse dia, em Salamanca, é feriado na cidade, porque toda a gente vai desfazer os “hornazos” pelos campos… É a diferença que nos separa dos povos civilizados que, sendo grandes (e talvez por isso), colhem nas suas raízes a razão de ser da sua grandeza… Daí o nosso esforço na preservação da nossa essência, promovendo, ao mesmo tempo, o convívio, a solidariedade, o bem-estar inerente também à dimensão lúdica (e gastronómica), quiçá o tal “Prazer” que nos dava a Deusa, cristianizada em Senhora dos Prazeres, porque os Antigos sabiam que sem Felicidade e bem-estar não há povo que seja produtivo, nem economia que se salve, nem Homem que seja construtivo…
N.R.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Pintura ao vivo no Largo do Rossio de Torre de Moncorvo

Celebrou-se no passado dia 19 de Março o feriado municipal da mui nobre villa da Torre de Mencorvo. Uma das actividades do programa consistiu na pintura de uma tela colectiva, por um grupo de pintores liderado por Aires Santos, com motivos alusivos ao nosso concelho. Um dos objectivos desta acção foi animar a Praça General Claudino, a antiga "praça das regateiras", mas que até ao século XIX era conhecida pelo Rossio da vila.

A obra está provisoriamente exposta na galeria de passagem do Museu, devendo depois constituir acervo da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, que patrocinou o trabalho.

Exposição "Traços de um Património" - 2

Informamos que está ainda patente no auditório do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo a Exposição "Traços de um património", de autoria de Aires dos Santos.

Vista geral da exposição.

O visitante pode, calmamente sentado, apreciar as obras expostas e tomar um café, um chá ou um cálice de vinho generoso do Douro. Fica o convite!
Auditório do Museu - uma sugestão para os seus fins de semana!

segunda-feira, 17 de março de 2008

quarta-feira, 12 de março de 2008

Exposição "Traços de um Património"

Caros sócios e amigos do Museu,
Depois de uma nota primaveril no Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, com as exposições de Cristina Camargo e dos Alunos do CET - "Amendoeira em Flor, Uma Abordagem Artística", convidamos-vos a participar na inauguração da Exposição do Pintor Aires dos Santos, intitulada "Traços de um Património", que terá lugar no próximo Domingo, dia 16 de Março, no auditório do Museu.

Contamos com a sua presença!

terça-feira, 4 de março de 2008

“Plantação” de amendoeiras artísticas no jardim do Museu

Foi inaugurada nos jardins do Museu do Ferro, no passado dia 1 de Março (sábado), uma exposição intitulada: “Amendoeira em Flor, uma abordagem artística”, que consta de várias esculturas (ou instalações) reproduzindo amendoeiras floridas, executadas em diversos materiais, desde arame, ferro, madeira, papel, “caricas” e até pipocas.



Estas obras de arte foram executadas por alunos do CET (Curso de Especialização Tecnológica) da área de Promoção Turística e Cultural, promovido pelo IPB (Instituto Politécnico de Bragança) e a funcionar em Torre de Moncorvo. A orientadora dos trabalhos foi a professora Raquel Pires.

Esta exposição, tendo como motivo as amendoeiras em flor, vem complementar, de certa forma, a instalação ao ar livre de autoria de Cristina Camargo, representando uma série de pássaros em vidro, fixados em varetas metálicas. Uma alegoria à Primavera que se aproxima e que constitui um bom motivo de visita ao Museu do Ferro e aos seus jardins.
A visita às Exposições temporárias é livre. Aproveite, venha ver, e de caminho tome um café no Auditório!

Inauguração do Centro de Memória de Torre de Moncorvo, com Exposição “Memórias de Fé”

Foi inaugurado no passado sábado, dia 1 de Março, o Centro de Memória de Torre de Moncorvo, encontrando-se presentes a Directora Regional da Cultura do Norte, Drª. Helena Gil, o Governador Civil do distrito de Bragança, Dr. Jorge Gomes, e o Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Engº Aires Ferreira, além de outras individualidades e numeroso público.
O Centro de Memória, localizado na rua Visconde de Vila Maior, destina-se a albergar doações de personalidades de relevo cultural, social ou político naturais de Torre de Moncorvo, ou que de alguma maneira estiveram ligadas a este concelho. De momento, os dois principais acervos instalados são o Fundo do Professor J.R. dos Santos Júnior (médico, antropólogo, arqueólogo, ornitólogo e professor da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto) e o Fundo do Embaixador Armando Martins Janeira (diplomata, escritor e grande especialista da cultura japonesa).

Salientamos que a ideia do Centro de Memória surgiu aquando de uma Exposição sobre a Vida e Obra do Embaixador A. M. Janeira, organizada pelo PARM e pela Biblioteca Municipal no Museu do Ferro, em 1997, quando D. Ingrid Bloser Martins, viúva do falecido embaixador, nos quis oferecer uma série de objectos que haviam pertencido ao homenageado. Era nosso entendimento que essa doação não se enquadrava no âmbito e na missão do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo tal como estava, mas não queríamos de maneira nenhuma ferir susceptibilidades nem perder uma oportunidade que nos era tão generosamente estendida, a qual era a de termos, em Torre de Moncorvo, algo que evocasse a figura de tão ilustre filho deste concelho, para além do busto que lhe fora erigido na Corredoura. Por outro lado, como havia ainda outro espólio que estava em curso de ser doado à Câmara pela família do Professor Santos Júnior, sugerimos ao Sr. Presidente da Câmara que se acrescentasse ao Museu uma outra valência, na contiguidade do mesmo edifício, onde os visitantes pudessem visitar uma espécie de “panteão” dos moncorvenses mais “ilustres”, para além dos eventuais doadores de espólios de valor cultural. Estávamos a pensar em vultos como Violante Gomes, a “Pelicana”, Constantino, “Rei dos Floristas”, General Claudino Pimentel, Barão de Palme, Visconde de Vila Maior, Campos Monteiro, etc.. Poderia ainda esse sector do museu (trabalhando em colaboração com a Biblioteca e Arquivo Histórico) produzir investigação sobre pessoas mais anónimas, a partir dos registos paroquiais. – A esse espaço, sob proposta, resolvemos chamar “Centro de Memória”, longe de imaginar que na Universidade de Campinas (Brasil) havia já um projecto com essa denominação (o que só descobrimos recentemente, através do Google). A autarquia viria a acolher a ideia, embora tivesse preferido situá-la na actual localização, na imediação da Biblioteca e do Arquivo Municipal. Resta-nos congratular-nos pela sua existência e que cumpra a sua missão.


As instalações deste Centro possuem uma sala de exposições onde, nesta data, pela parte da tarde, se inaugurou uma exposição intitulada “Memórias de Fé”. Esta mostra procurou trazer à luz do dia uma série de obras de pintura e escultura religiosa que se encontrava dispersa pelas diversas capelas pertencentes à Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo, e resultou de um levantamento efectuado sob responsabilidade do Dr. Luís Lopes, ao serviço daquela Junta, liderada pela Drª Maria de Lurdes Pontes. Este trabalho foi patrocinado pela Câmara Municipal de Torre de Moncorvo e apoiado pelo PARM, através de um protocolo com a Junta.

O facto de se ter feito esta inventariação, com tratamento das peças artísticas e, sobretudo, uma Exposição que acabou por conferir valor social a um património esquecido é de se louvar e apoiar. Apesar da rusticidade de algumas imagens (o que lhes dá um certo ar naïf), a sua antiguidade (entre o século XVII e XVIII) e o facto de serem uma manifestação da religiosidade popular que se inscreve na devotio e no pietismo do Barroco, conferem à exposição um particular significado antropológico e sociológico.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Novos contributos para as bibliotecas do Museu e do PARM

1 - Chegou-nos recentemente um assinalável contributo para a Biblioteca/Centro de Documentação do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, composta por um conjunto de livros técnicos relacionados com geologia e minas, generosa oferta do Sr. Engº João Pedro Monteiro de Barros Cabral e esposa, D. Maria de Fátima Goulão da Costa Brito Cabral (residentes em Cascais).
Este contributo é ainda mais importante por terem feito parte da biblioteca de seu tio, Eng.º Gabriel Monteiro de Barros, o director técnico das Ferrominas desde 1951 até ao final desta empresa mineira (1992), e que foi também sócio honorário do PARM. Aqui deixamos os nossos agradecimentos por esta doação, composta pelo manual de Robert Peel, Minning Engineer’s Handbook, 3ª Ed., 1952, 2 vols., da Wiley Handbook Séries, e os seguintes livros: Abrégé de Géologie, de autoria de A. de Lapparent (Paris, 1907); O Ferro, de Amaro Guerreiro (biblioteca Cosmos, Lisboa, 1948); e Topografia prática e agrimensura, de autoria do Coronel Guedes Vaz e Major Mousinho d'Albuquerque (ed. de Livrarias Aillaud e Bertrand, Paris-Lisboa, s/d).


2 - Foram também adquiridos, num alfarrabista do Porto, quatro manuais de bastante interesse sobre Topografia mineira (de autoria do Eng.º Mendes da Costa), e metalurgia, designadamente do ferro, a saber: de J. Rosich, Tecnologia del hierro y principales metales; de E. L. Rhead, Metalurgia; e de B. Whiteley, Commom Commodities and Industries – Iron Founding. São obras técnicas fundamentais para a compreensão dos processos tecnológicos da Era industrial (1ª metade do séc. XX), pelo que serão integradas na Biblioteca /Centro de Documentação do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo.



3 - Também para a Biblioteca/Centro de Documentação do Museu, foi oferecido pelo Eng.º Aires Ferreira 1 exemplar, em edição fac-similada, da Memória sobre a História Moderna da Administração das Minas em Portugal, do Barão de Eschwege. - A edição original desta obra é de 1838, e não de 1938, como erroneamente saiu no frontispício desta edição, que foi patrocinada pela Direcção Geral de Energia e Geologia, em 2007.


4 – Outro contributo muito importante para a Biblioteca/centro de Documentação do Museu veio de José Luís Gonçalves, um jovem recentemente formado em Design e Multimédia pela Universidade da Beira Interior, que nos ofereceu um catálogo fotográfico (fotos p/b), de sua autoria, intitulado Escombros – As minas de Trás-os-Montes, livro acompanhado de um CD e um painel em biombo com várias ampliações fotográficas, realizados no âmbito de um trabalho de curso.
O autor nasceu no Porto em 1985, tendo passado a maior parte da sua vida em Bragança, e encontrando-se a trabalhar presentemente em Coimbra, onde constituíu uma empresa de Design e Multimédia, com outros colegas. O trabalho que nos ofereceu, altamente meritório, pode propiciar uma excelente exposição no nosso Museu. Aqui ficam os nossos parabéns e o nosso agradecimento por este gesto, que muito nos sensibilizou.


5 - Para a Biblioteca do Museu foi adquirido o livro Tecnologia da Fundição, de José M. G. de Carvalho Ferreira (edição da Fundação Calouste Gulbenkian, 2ª ed., 2007), com o objectivo de colher informação para se melhorar a apresentação que está patente ao público, em suporte informático, na sala do Ferro do Museu.


6 - Para a Biblioteca do PARM, foi adquirida a importante obra: Memórias Económicas da Academia Real de Ciências de Lisboa – 1789-1815, em cinco volumes (edição do Banco de Portugal). Esta obra integra a colecção “Clássicos do Pensamento Económico Português", e tem vários artigos de interesse onde se faz referência ao estado das manufacturas e da mineração na era pré-industrial, com alusão às ferrarias da Chapa-Cunha (Mós, Torre de Moncorvo) e Foz do Alge (Tomar), além de inúmeros artigos sobre o estado da agricultura nesse período, com propostas para o seu desenvolvimento.
Aqui se inclui uma importante memória sobre a Agricultura moncorvense nos finais do séc. XVIII, pelo Dr. José António de Sá, que foi o célebre corregedor da comarca de Moncorvo, autor de várias medidas de fomento (como a plantação de amoreiras por causa da criação do bicho da seda, por toda a comarca) e limitação de certos “abusos” por parte das câmaras, que eram gravosas para a liberdade dos povos e obstáculos ao Desenvolvimento, na opinião do autor.


7 – Igualmente para a Biblioteca do PARM recebemos do nosso sócio Armando Gonçalves outro relevante contributo, que foram oito números da revista Archeologia, dos anos 1978-1980. Trata-se de uma revista que se publicava em Dijon, França, e se destinava ao grande público, com temáticas que iam desde trabalhos arqueológicos, descobertas, problemáticas científicas, e património em geral, tratadas com bastante rigor.


8 - Ainda para a Biblioteca do PARM o sócio Rui Leonardo ofereceu um Dicionário Escolar da Terra, de autoria de John Farndon, Ed. do Círculo de Leitores, obra de interesse para a iniciação à Geologia e Geografia, especialmente para alunos das escolas.



* * *
Agradecemos encarecidamente os contributos decorrentes de ofertas e apelamos aos sócios e outros beneméritos para que nos ajudem a enriquecer as Bibliotecas do PARM e do Museu do Ferro (neste caso, com livros mais especializados, na temática de geologia, minas e metalurgia).


As obras mencionadas podem ser consultadas nas Bibliotecas do PARM e do Museu, nomeadamente aos Sábados e Domingos.

À falta de uma sala de leitura mais espaçosa, os sócios e outros interessados podem levar os livros até ao Auditório do Museu, aproveitando para ver as exposições patentes e podendo tomar um café.


Aguardamos a vossa visita!!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Registo fotográfico e filmagem da Tipografia Globo (Torre de Moncorvo), no contexto do projecto: “Profissões, Actividades e Artes Tradicionais”


Procurando registar as histórias de vida de pessoas comuns, assim como processos técnicos em vias de desaparecimento por motivos de evolução da técnica (o fatal Progresso!), ou em resultado da desertificação humana que atinge interior de modo geral, o PARM pretende desenvolver um projecto de trabalho intitulado: “Profissões, Actividades e Artes Tradicionais de base rural, artesanal e industrial em vias de extinção”.

Neste projecto cabem os levantamentos já iniciados sobre os Ferreiros e Mineiros da região, que, como seria de esperar, devido à temática do Museu do Ferro, serão alvo de inquéritos mais sistemáticos e desenvolvidos. No entanto, há que não esquecer as histórias de vida das pessoas que viveram ou vivem da lavoura, da pastorícia, ou de actividades como pedreiros, carpinteiros, sapateiros, cesteiros, padeiras, doceiras/cobrideiras de amêndoa, ou outras.

Neste caso, em “outras”, incluímos uma actividade que já existiu num período florescente da história de Torre de Moncorvo, nos finais do século XIX/inícios do séc. XX (quando se chegou a publicar mais do que um jornal nesta vila) e que, tendo passado, voltou a ressurgir na 2ª. metade da década de 70 do séc. XX.

Anúncio publicitário da Tipographia do jornal O Moncorvense, de 28.10.1894, sita na Rua do Cano (actual R. Visconde de Vila Maior)


Anúncio da Typographia de Accacio de Sousa Pennas, sita no Largo General Claudino, em Torre de Moncorvo, publicado no jornal Torre de Moncorvo, cerca do ano 1900.

Estamos a falar, como já perceberam, da nobre arte da tipografia, que regressou a Torre de Moncorvo com a Tipografia Torre, por volta de 1978, localizada no Largo Diogo de Sá, pela mão da sociedade Irmãos Afectos (“retornados” de Moçambique), tendo como tipógrafo o Sr. José Martins (conhecido por Zé Carmachinho, devido a uma alcunha familiar), também ele “retornado” de África.

A tipografia Torre foi depois adquirida por um empresário do sector, sedeado em Mirandela, que para aqui destacou como funcionário o Sr. Tony, o qual viria a transferir a tipografia para o local onde ainda se encontra, na rua Visconde de Vila Maior, mudando-lhe o nome para Tipografia Globo. Entretanto, antes ainda dessa transferência, entrou para a tipografia o Sr. Manuel Barros, actual proprietário (desde 1992), trabalhando com ele outro profissional, o Sr. Morais, também já com longos anos de casa.

Logotipo actual da Tipografia Globo.


Possuindo duas máquinas impressoras Heidelberg, datáveis da 2ª. metade dos anos 50 do século XX, a tipografia Globo utiliza ainda os métodos de composição tipográfica no exacto sentido da palavra, ou seja, utilizando “tipos” (caracteres ou letras às avessas, moldadas em ligas de chumbo e níquel), os quais são alinhados manualmente, num trabalho de perícia e paciência, requerendo uma boa visão. Feitos os ajustamentos da composição dentro de um aro em ferro chamado “rama”, e metido o conjunto na chamada “almofada” da impressora, é um verdadeiro espectáculo ver e ouvir o matraqueado da máquina, puxando as folhas de papel, atirando-as contra a “almofada” onde são tintadas, e arrumando-as lateralmente. É o momento sublime, quando a tipografia se carrega de uma atmosfera mágica, envolta no característico cheirinho a tinta fresca…

Sr. Manuel Barros, inserindo a "chapa" na máquina impressora.

Há depois os “acabamentos” como os cortes em guilhotina eléctrica, a agrafagem, em máquina também eléctrica. Aqui se imprimem sobretudo livros de facturas, ou outros impressos de escrituração comercial, cartazes, folhetos, etc..

No dia 18 de Fevereiro de 2008, aproveitando o ensejo de um trabalho jornalístico realizado pela repórter e jornalista Carla Gonçalves (do Mensageiro Notícias) uma equipa do PARM procedeu a um registo fotográfico e em vídeo digital do funcionamento desta tipografia, através do depoimento dos Srs. Manuel Barros e Morais, a quem agradecemos esta oportunidade de perscrutar uma arte fascinante, embora em risco de soçobrar por falta de rendimento suficiente. Por este motivo, apelamos aos nossos sócios para que divulguem e encaminhem trabalhos para a tipografia Globo, porque ela é um património vivo da nossa vila e, como tal, deveria ser classificada como Valor Concelhio.

Sr. Morais organizando os "tipos" no momento da "composição".


Novas plantações no jardim do Museu do Ferro

Em prenúncio de Primavera, é tempo de plantação de árvores e outras espécies.
Depois dos buxos, desta feita coube a vez a dois teixos, também oferecidos pelo nosso presidente da direcção, Engº Afonso Calheiros.
Ficaram localizados na orla do pequeno prado ao fundo dos jardins do Museu.

O nome científico do Teixo é: Taxus baccata L.
Segundo o Guia de Campo - As árvores e os arbustos de Portugal continental (editado pelo Público, FLAD e LPN, com a coord. científica de P. Bingre, D. Espírito Santo, P. Arsénio e T. Monteiro-Henriques), é descrito assim: “espécie arbustiva ou arbórea dióica, de copa piramidal ou alargada, até 20 m de altura. Tronco com ritidoma castanho-avermelhado que se destaca em tiras. Folhas: lineares, verde-escuras, glabras, curtamente pecioladas, alternas, dispostas num plano (disticadas) por torção do pecíolo, com 10-30 x 1,5-2,5 mm e uma nervura média saliente que termina num pequeno mucrão (…). Habita: áreas pouco sacrificadas pelo fogo, normalmente localizadas na proximidade de cursos de água, nas serras altas do Norte e Centro. (…) toda a planta é muito tóxica exceptuando o arilo carnudo. Do teixo extrai-se o taxol, substância utilizada no tratamento de vários tipos de cancro, só recentemente produzida por hemisíntese química. A madeira do teixo é muito dura, resistente e elástica; muito procurada para trabalhos de marcenaria; no passado era uma das madeiras mais utilizadas no fabrico de arcos para a guerra e a caça. Muito frequente em jardins, com numerosas cultivares de interesse ornamental”.
Existe a planta macho e fêmea, ambas representadas no jardim municipal de Torre de Moncorvo e agora também no jardim do Museu do Ferro.

Segundo a mesma fonte (Guia de Campo - As árvores…), o teixo é uma das árvores de maior longevidade, podendo durar 1.000 anos! Por isso era considerada pelos celtas da
Irlanda “a mais antiga das àrvores”, segundo o Dicionário de Símbolos de J. Chevalier e A. Gheerbrant.

Nesta mesma obra, diz-se que “o teixo é, no mundo celta, uma árvore funerária e a Irlanda utiliza-o algumas vezes como suporte da escrita ogâmica (…). A madeira do teixo é por vezes utilizada também pela sua dureza no fabrico de escudos e lanças, o que denota também um simbolismo militar. Ibarsciath(escudo de teixo) é o nome de um jovem guerreiro irlandês e alguns nomes étnicos gauleses (Eburovices, combatentes do teixo, hoje Evreux) confirmam esta impressão. Não obstante, a propriedade essencial que parece ter ficado na base do simbolismo desta árvore é a toxicidade dos seus frutos. César cita o exemplo de dois reis gauleses dos Eburões que, depois de vencidos, se matam com teixo. A roda do druida mítico Mog Ruith (servidor da roda), que é uma roda do Apocalipse, era também de madeira de teixo. Eochaid (Ivocatus, que combate o teixo) é, por fim, um dos nomes tradicionais do rei supremo da Irlanda”.
Tudo boas razões para termos esta árvore nos jardins do Museu, esperando que ela ainda aí esteja daqui a uns 1.000 anitos...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Inauguração da Exposição "tit-didelit-tit", de autoria de Cristina Camargo


Aqui ficam algumas fotografias da inauguração da exposição de pintura, da autoria de Cristina Camargo. Fica o convite para a visitarem no decorrer das Festividades da Amendoeira em Flor.





Algumas notas:

Cristina Camargo
Nasceu em Lisboa.

Licenciatura em Artes Plásticas/Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
Licenciatura em Design Industrial pela ESAD – Matosinhos.
Frequência do Curso de Arquitectura da FAUP
Curso de Formação de Formadores em Design Industrial pela ESAD - Matosinhos.
Colabora regularmente, como artista plástica, com uma equipa pluridisciplinar no Serviço de Reabilitação do Hospital Magalhães Lemos concebendo, dinamizando e orientando os ateliers de cerâmica, pintura, fusão de vidro e reciclagem de papel (desde 1991).
Colabora regularmente como artista plástica na Fundação de Serralves orientando a oficina Espaço de Prática Criativa (desde 1999).
Orienta a Formação na Fundação de Serralves na área de Azulejaria e de Fusão de Vidro.
Colabora, como artista plástica, com outras instituições desenvolvendo oficinas com público diversificado.
Expõe regularmente desde 1990.
Desenvolve trabalho de pintura, azulejaria, fusão de vidro, instalação. Encontra-se representada em colecções em Portugal, Alemanha, Austrália, Angola, Brasil e EUA.

Sobre a Exposição:
"Tit-didelit-tit" é a reprodução do canto de um pássaro mágico, do Brasil, terra natal de sua mãe, a quem a autora dedica algumas obras da exposição.


“Pássaros, que são e não são, dependendo do modo de os olhar. Sutis, tornam-se íntimos, passeiam sobre os nossos corpos, nossas mentes, transmitindo-nos pureza, carinho, talvez, e por vezes agressividade.
O princípio e o fim. Os opostos que se tocam”. – Arabella Camargo. São Paulo, Agosto 2003

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Cursos de Línguas

Caros sócios,

O PARM pretende realizar um mini-curso de línguas, a iniciar com a língua francesa, em Março.

Aceitam-se inscrições (telf. 279252724; mail: parm-moncorvo@gmail.com)

Saudações associativas!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Tit-didelit-tit

Estão convidados para mais uma exposição de pintura de Cristina Camargo, a realizar-se no Auditório do Museu. será inaugurada no próximo Domingo, dia 17 de Fevereiro, ás 15.00 horas.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Amendoeiras em Flor no Museu


- Pessoal, a Primavera vem aí!

Já começaram a florir as Amendoeiras dos Jardins do Museu! (a primeira a florir, como é normal, é de uma variedade amarga).
Estas árvores têm vindo a ser plantadas desde 2000, no terreno do museu, e sob orientação do PARM, com intuito de se dar o exemplo na preservação de uma espécie emblemática da nossa região, uma vez que o amendoal tradicional tem regredido. Para além disso, pelo Outono, temos vindo a promover as partições ou "partidelas" da amêndoa, como já foi registado neste Blog (ver um "post" de Novembro de 2007).


A prioridade a estas árvores no terreno anexo ao museu teve a ver, também, com a beleza que as mesmas propiciam no período da floração como agora acontece, podendo ser vislumbradas do muro do Jardim/Av. Engº Duarte Pacheco, constituindo um convite a vê-las de perto.
Como vamos ter, em breve, uma exposição de artes plásticas no auditório do museu (e ao ar livre), aqui fica, desde já o convite: veja a exposição e aprecie a flor da amendoeira!

(fotografias tiradas em 10.02.2008 - direitos reservados)

Produtos do Pomar:

Aproveitamos para lhe lembrar que se encontram ainda disponíveis laranjas, tangerinas e limões - produtos biológicos do pomar-jardim do Museu (serão oferecidos a quem quiser, mediante um pequeno contributo para ajuda nas despesas de manutenção deste espaço).

(fotografia tirada em Fevereiro de 2008 - direitos reservados)


(fotografia tirada Abril de 2007 - direitos reservados)