terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Tit-didelit-tit
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Amendoeiras em Flor no Museu
Já começaram a florir as Amendoeiras dos Jardins do Museu! (a primeira a florir, como é normal, é de uma variedade amarga).

A prioridade a estas árvores no terreno anexo ao museu teve a ver, também, com a beleza que as mesmas propiciam no período da floração como agora acontece, podendo ser vislumbradas do muro do Jardim/Av. Engº Duarte Pacheco, constituindo um convite a vê-las de perto.
Como vamos ter, em breve, uma exposição de artes plásticas no auditório do museu (e ao ar livre), aqui fica, desde já o convite: veja a exposição e aprecie a flor da amendoeira!
(fotografias tiradas em 10.02.2008 - direitos reservados)
Aproveitamos para lhe lembrar que se encontram ainda disponíveis laranjas, tangerinas e limões - produtos biológicos do pomar-jardim do Museu (serão oferecidos a quem quiser, mediante um pequeno contributo para ajuda nas despesas de manutenção deste espaço).
(fotografia tirada em Fevereiro de 2008 - direitos reservados)
(fotografia tirada Abril de 2007 - direitos reservados) Plantação de Buxo nos Jardins do Museu
"O buxo ou buxinho (Buxus sempervirens) é uma planta da família buxaceae, lenhosa, em geral arbustiva, com folhas inteiras e perenes, freqüentemente opostas, sem estípulas. As flores são de sexos separados e raramente estão em plantas diferentes, sendo monoclamídeas, com 4 tépalas, 4 estames epissépalos. O fruto é capsular, apresentando sementes com carúncula. É espécie originária do Velho Mundo [Europa], sendo muito cultivada para jardinagem" (in: Wikipedia - artigo Buxo).

O buxo, consagrado na Antiguidade a Hades [deus dos infernos, para os antigos gregos] ou a Cibele [deusa da energia encerrada na Terra], era e continua a ser um símbolo ao mesmo tempo funerário e de imortalidade, porque permanece sempre verde ["semprevirens" = sempre verde]. Este significado está relacionado com o uso do buxo no dia de Ramos, nos países nórdicos, em vez das palmas, preferidas nos países quentes , e com o facto de se plantar buxo nas campas. // Além disso, como também tem uma madeira dura e compacta, o buxo simboliza também a firmeza, a perseverança (...) // Os gauleses divinizavam o buxo, símbolo de eternidade. (....) //... nada surpreende que o mesmo arbusto fosse consagrado a Afrodite, a Cíbele, a Hades e simbolizasse ao mesmo tempo o amor, a fecundidade e a morte, dado que é a imagem do ciclo da vida". (in: CHEVALIER, J. & GHEERBRANT, A., Dicionário dos símbolos, Teorema, 1994 - ed. original, 1982, artº. "Buxo")

Nas terras de Miranda, devido à sua dureza, sonoridade e bela cor de marfim, a madeira de buxo é utilizada na confecção das ponteiras das gaitas de fole. Usa-se ainda nos cabos dos célebres canivetes de Palaçoulo, que são um verdadeiro "bilhete de identidade" dos transmontanos. Também nessa área cultural, as ramagens de buxo servem para forrar os andores de oferendas frumentárias, nas festas do Bitoró (Soutelo) e Senhora do Carrasco (Azinhoso), no concelho de Mogadouro. (Sobre este assunto, ver CAMPOS, N., "O 'ramo dourado' e o Bi-tó-ró, como expressão de aclamação do novo rei da festa", in Forum Terras de Mogadouro, 12-39, Mogadouro, 2001)

Existe o buxo de jardim e o buxo em estado selvagem. Quanto ao primeiro é frequentemente utilizado em sebes (por exemplo, no jardim municipal de Torre de Moncorvo) e nos cemitérios (também existe no cemitério desta vila), evidenciando, neste caso, uma curiosa persistência cultural que tem a ver com o simbolismo milenar evocado no artigo do Dicionário de Símbolos, acima citado. O buxo selvagem tem no vale do rio Sabor uma das maiores colónias conhecidas, surgindo ao longo das margens, no chamado leito de cheia (ver a primeira foto acima), pelo que ficará submerso pela projectada barragem. Assim, com o intuito da preservação de uma amostra desta espécie da nossa região, foram plantados no jardim do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo três pés de buxo, oferecidos pelo actual Presidente da Direcção, Engº Afonso Calheiros e Meneses, que os tinha no seu jardim mas que recolhera no vale do Sabor.
Um dos intuitos do PARM, na âmbito da gestão do Museu, foi privilegiar a plantação de espécies da região no respectivo terreno, no sentido da criação de um mini-jardim botânico, ou seja, procurando representar a "biodiversidade num palmo de terra". Neste caso, o buxo agora plantado, ficou ao lado de um medronheiro, espécie característica da serra do Roborêdo - uma forma de associar, pela botânica, duas áreas do maior interesse ambiental e ecológico do nosso concelho: a Serra e o vale do Sabor.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Coloque o Douro nesta lista mundial!
New 7 Wonders of Nature (clique aqui)
(postado por sócia Sandra Ruge)
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
PARM com novos Corpos Gerentes
Quanto às actividades realizadas, foi destacado pela direcção cessante a realização do ciclo de palestras sobre história e património local, que decorreu ao longo do ano, como forma de se assinalar o 20º aniversário da associação. Foram ainda referidos os passeios culturais temáticos, com alunos das escolas de Torre de Moncorvo, nomeadamente sobre a Rota da Seda/Freixo de Espada à Cinta e Arqueologia Romana/Freixo de Numão, além das actividades relacionadas com a gestão do Museu do Ferro, o qual é gerido pelo PARM em parceria com a Câmara Municipal de Torre de Moncorvo. De seguida foram apesentados os relatórios de Contas do PARM e do Museu pela Bersal, empresa de contabilidade, mediante dados disponibilizados pelo Tesoureiro da Direcção.
O Encarregado do Museu, que é igualmente secretário da direcção, relatou mais pormenorizadamente as acções levadas a cabo pelo Museu, como por exemplo as exposições temporárias e tarefas organizativas internas, com aquisição de vários equipamentos. Disse ainda que se verificou um certo aumento do número de visitantes relativamente aos anos anteriores, tanto para a exposição permanente como para as exposições temporárias, o que considerou muito positivo, tendo em conta o cenário de crise económica que se atravessa.
Seguiu-se a votação da única lista apresentada para os corpos sociais para o biénio de 2008 e 2009, que foi aprovada por unanimidade. Com poucas alterações relativamente ao mandato anterior, os corpos sociais passaram a ter a seguinte composição:
Mesa da Assembleia Geral - Eugénio Cavalheiro;
Secretário - Arnaldo Silva;
Vogal - Rui Teixeira.
Presidente da Direcção - Afonso Calheiros e Meneses;
Tesoureiro - António Botelho;
Secretário - Nelson Rebanda;
1º. Suplente - Rui Leonardo;
2ª Suplente - Liliana Reis.
Presidente do Conselho Fiscal - Helena Pontes;
Secretária - Cláudia Lourenço;
Vogal - Conceição Martins-Wazir.
Quanto ao plano de actividades para o corrente ano, a direcção eleita propõe-se dar continuidade aos trabalhos em curso, tendo como prioridade a gestão do Museu do Ferro, uma vez que a valência “Museu” foi sempre assumida pela associação, desde os seus primórdios, como o corolário lógico da sua actividade. Neste campo, foi definida a continuação dos levantamentos sobre os antigos mineiros de Moncorvo, sobre os Ferreiros e Ferradores e sobre as Minas de Trás-os-Montes e Alto Douro (toda a informação está a ser organizada em base de dados informatizadas). Para o corrente ano está prevista uma exposição temporária sobre as minas de Ferro de Moncorvo, que servirá de complemento à exposição permanente dedicada ao Ferro. Por essa ocasião, intenta-se realizar um encontro dos antigos mineiros da Ferrominas, que poderão contribuir com preciosas informações sobre o modo de vida no tempo de laboração das minas, as quais foram encerradas nos meados da década de 80 do século XX.
Ainda no que toca ao Museu, o PARM espera reunir condições para a sua inclusão na Rede Portuguesa de Museus, sobretudo depois das obras de manutenção a realizar brevemente no edifício onde se encontra instalado, conhecido como solar do Barão de Palme.
No que respeita a outras actividades, a associação não perde de vista a preservação do património arqueológico e construído da região, em especial do vale da Vilariça, que se encontra ameaçado pela construção do troço de um IP2, como já foi noticiado. Foi ainda defendido que o espólio resultante de trabalhos arqueológicos no vale do Sabor, em consequência da barragem prevista para essa zona, deve ficar na região, em especial no Museu existente. Pretende-se que este seja representativo não só da temática do Ferro, mas também do conjunto da História local, de que a história do aproveitamento do ferro é apenas uma parte, embora muito significativa, e que justifica, aliás, o tratamento “ex-librístico” que lhe é dado.
Face às grandes obras referidas, foi salientada a necessidade de se preservarem, recuperarem e valorizarem as ruínas da vila morta de Santa Cruz da Vilariça, um povoado fortificado medieval que teve foral de D. Sancho II (em 1225) e que está na génese da actual vila de Torre de Moncorvo, após a doação do foral de 1285, por D. Dinis. Segundo a direcção do PARM, quanto a este sítio, deveria haver um projecto de salvaguarda com apoio do Estado, visto que é Monumento Nacional, mas também com a comparticipação dos promotores das referidas obras que vão afectar a envolvente paisagística das ruínas, para além do poder local, a quem a fruição turística do sítio naturalmente interessa. Este interesse pode-se estender também aos proprietários do imóvel (sociedade agrícola da Quinta da Portela), que deverão ser, aliás, os primeiros interlocutores de todo o processo.
Entre outras actividades constantes do Plano, figuram a preparação de publicações diversas e a necessidade de se apostar na educação patrimonial e ambiental, através de passeios pedestres e de contacto com a Natureza (com observação da flora, fauna e avifauna no seu meio natural). Estas são áreas em que o novo presidente da direcção, o engenheiro florestal Afonso Calheiros e Meneses se encontra perfeitamente à vontade, tendo em conta o seu currículo e as suas funções num parque natural da região.
No ponto final sobre "Outros Assuntos", o Presidente da Assembleia Geral e o Secretário da Direcção, informaram os sócios sobre o processo atribulado do Museu do Douro, que conduziu ao afastamento do Prof. Gaspar M. Pereira, por parte da Fundação Museu do Douro. Foi notado que o Prof. Gaspar é sócio do PARM desde há muitos anos e que durante a sua direcção houve sempre o melhor relacionamento com o Museu do Douro, o que motivou a Homenagem feita em Junho. Com a nova direcção do referido Museu, o Museu do Ferro foi ignorado no processo de constituição da rede de Museus do Douro. Todavia, foi dito que a recente mudança da Direcção da Associação dos Amigos do Museu do Douro se esperavam algumas mudanças para bem do projecto do Museu do Douro e da região duriense que integramos. Foi depois referida a posição tomada pela associação face à proposta do novo traçado para o IP2, que vai afectar vários sítios arqueológicos do Vale da Vilariça. O sócio Dr. Nuno Edgar também interveio com um conjunto de propostas, a saber: a necessidade de se estabelecerem parcerias com outras associações; criação de um boletim da associação e de um “site” para divulgação de actividades; criação de uma loja de produtos regionais (loja electrónica), apostando na gastronomia. Foi ainda abordada a questão das convocatórias e da Revisão do Regulamento Geral Interno, sendo nomeada uma comissão para tratar deste assunto.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Convocatória para reunião da Assembleia Geral ordinária - 2007
1 - Leitura e aprovação da acta da reunião anterior;
2 - Apresentação do Relatórios de Actividades e contas do exercício anterior;
3 - Ponto da situação sobre o Projecto: “Museu do Ferro e da Região de Moncorvo”;
4 - Eleição dos corpos gerentes para 2008-2009;
5 - Apresentação do Plano de Actividades e Orçamento para 2008;
6 - Outros Assuntos.
Torre de Moncorvo, 08 de Janeiro de 2008
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral,
Eugénio José Martins Cavalheiro
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Palestra no Museu
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Comentários sobre o capítulo “Património Arqueológico” do Estudo de Impacto Ambiental do troço previsto do IP2 (nó da Junqueira - Pocinho)
1) Sobre o sítio arqueológico mencionado no E.I.A como capela de Sª da Conceição, vulgo Capela do Roncal, próximo da Qtª. da Portela (Sítio nº.30 do capítulo respectivo do EIA) parece-nos que o nó para aí previsto vai ter um impacto directo sobre este imóvel, que é uma capela do séc. XVI com estelas romanas embutidas nas paredes. Dever-se-á estudar uma solução que preserve a capela e assegure a sua conservação, após levantamento rigoroso;
2) Também não sabemos qual o grau de afectação do sítio arqueológico de Chão da Capela (necrópole romana associada a possível templo), junto ao nó da Junqueira, e que é outro local onde se recolheram estelas romanas e outros vestígios; deve o mesmo ser estudado convenientemente, não se limitando a um mero acompanhamento de obras (que é como quem diz: acompanhamento da destruição), como aconteceu recentemente com o plano de regadio da Vilariça, relativamente a este mesmo sítio;
3) É preocupante a proximidade do traçado proposto relativamente às Ruínas de Stª. Cruz da Vilariça, vila medieval fortificada, classificada como Monumento Nacional (D.R., decº. 26-A/92(B), 01.06.92), não só pela destruição da envolvente cénica/paisagística, o que é grave numa óptica de aproveitamento turístico futuro deste monumento, como também pelo risco de vibrações e trepidação resultantes quer do movimento de máquinas, quer de rebentamento de explosivos, num cenário de construção da via na implantação pretendida. Neste caso poderão ser afectadas as muralhas da fortificação medieval referida, já de si em precário estado de conservação e a reclamar medidas de recuperação urgentes;
4) Existem estruturas, talvez medievais, soterradas no sopé do cabeço da Vila Velha/Derruída, junto da Qtª. do Feiticeiro, as quais apareceram em 2005 durante abertura de valas de sondagem geológica, e que poderão ficar “sepultadas” para sempre sob os escombros dos aterros da estrada, pelo que se deveria proceder a escavações, com registo criterioso;
5) Alertamos ainda para eventuais vestígios que poderão aparecer nas imediações da Qtª. da Terrincha, no sopé do monte de N. Senhora do Castelo (Olival das Fragas), assim como na zona da Qtº. do Campo e outros locais, visto que nos parece que não houve prospecções sistemáticas exaustivas (“fieldwalking”) durante a elaboração do E.I.A.;
6) Sobre o impacto arqueológico e visual do traçado proposto, achamos que poderia ser minimizado se se aproveitasse ao máximo o traçado existente, sobretudo o que foi inaugurado como troço do IP2, por volta de 1990, pelo então Primeiro-Ministro, Prof. Cavaco Silva!
A Direcção do PARM.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Museu do Ferro na Revista 2 Pontos
Podem ver aqui (basta clicar em cima deste endereço electrónico):
http://www.2pontos.pt/outrasedicoes/pdf/06_moncorvo.pdf
um artigo (em pdf) sobre o nosso Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, da autoria de Nelson Campos, publicado na Revista 2 Pontos - A Revista dos Professores Portugueses.
Agradecemos que reenviem este post a todos os vossos amigos, de forma a se interessarem e visitarem o Museu!
Voltamos a lembrar, que agradecíamos a vossa colaboração no blog, pois este não é o blog da direcção, mas de todos os associados do PARM.
Feliz Ano Novo!
A Direcção
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Jantar de Natal do PARM

sábado, 22 de dezembro de 2007
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Palestra Liliana Reis
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Palestra Eng.º Afonso Calheiros e Meneses

Acção de Formação sobre Demografia Histórica
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
IV Partidela Tradicional da Amêndoa



(fotos de A. Basaloco e N. Campos)







